MARDINI, HUGO

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Nome: MARDINI, Hugo
Nome Completo: MARDINI, HUGO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MARDINI, HUGO

MARDINI, Hugo

*dep. fed. RS 1979-1987.

José Hugo Mardini nasceu em Porto Alegre no dia 7 de setembro de 1939, filho de Jorge Barsa Mardini e de Bárbara Viruez Mardini.

Iniciou carreira política elegendo-se deputado estadual no pleito de novembro de 1966, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1967, neste mesmo ano bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Reeleito para mais duas legislaturas, em novembro de 1970 e novembro de 1974, foi vice-líder da Arena e presidiu a Comissão de Educação e Saúde, além de diversas comissões especiais, entre as quais a que investigou o tráfico e uso de entorpecentes no estado; a que analisou os problemas da poluição e do ambiente natural; a da triticultura e sojicultura gaúchas. Exerceu ainda primeira vice-presidência da Assembléia, tendo integrado missões econômicas em Gana, Nigéria e Costa do Marfim.

No pleito de novembro de 1978 conquistou uma cadeira de deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Empossado em fevereiro de 1979, neste mesmo ano participou da Conferência sobre o Direito do Mar promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra.

Após a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu a Arena. Titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, presidiu a Comissão de Minas e Energia, alcançando a liderança do PDS e do governo na gestão presidencial de João Figueiredo (1979-1985). Fez parte da delegação brasileira à Assembléia Geral da ONU, em 1982, e em novembro deste último ano, reelegeu-se deputado federal.

Na sessão que a Câmara dos Deputados realizou em 25 de abril de 1984, Hugo Mardini votou contra a aprovação da emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para presidente da República, já em novembro. Derrotada a proposição — faltaram 22 votos para que fosse enviada à apreciação do Senado — seguiu a orientação partidária e, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985 apoiou Paulo Maluf, candidato oficial do regime, vencido por Tancredo Neves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, apoiado pela Frente Liberal, formada por dissidentes do PDS.

Em novembro de 1986, Mardini concorreu sem sucesso à reeleição. Deixou a Câmara ao fim da legislatura, em janeiro de 1987. Em outubro de 1994, tentou retomar o mandato federal, desta vez pela legenda do Partido Progressista Reformador (PPR), criado em abril de 1993, com a fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC), mas sofreu novo revés.

Nas eleições de 2002, foi candidato ao senado pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB), sigla fundada em setembro de 1995 a partir da fusão do Partido Progressista Reformador (PPR) com o Partido Progressista (PP) e o Partido Republicano Progressista (PRP). Não se elegeu, contudo.

No ano seguinte, a convite do governador Germano Rigotto (2003-2007), Hugo Mardini tomou posse na presidência da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), cargo que comandou até o dia 1º de março de 2004 quando faleceu vítima de um ataque cardíaco.

Era casado com Helena Mardini, com quem teve quatro filhos.

 

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987, 1995-1999); Globo (26/4/84 e 16/1/85); Portal da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Disponível em  : <http://www.al.rs.gov.br/dep/site/materia antiga.asp?txtIDMateria=74515&txtIdDep=23>. Acesso em : 17 set. 2009.

 

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