MARIA ABIGAIL FREITAS FEITOSA

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Nome: FEITOSA, Abigail
Nome Completo: MARIA ABIGAIL FREITAS FEITOSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FEITOSA, ABIGAIL

FEITOSA, Abigail

*const. 1987-1988; dep. fed. BA 1987-1991.

 

Maria Abigail Freitas Feitosa nasceu em Tauá (CE) no dia 17 de abril de 1933, filha de Francisco de Aragão Freitas e de Maria Leitão Freitas.

Em 1951 ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Diplomada em 1956 com especialização em ginecologia, desenvolveu, como médica do Hospital Ana Néri, vinculado ao Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), e da rede pública estadual, um trabalho assistencial que a projetou entre as comunidades carentes de Salvador. Desenvolveu ainda intensa militância em grupos feministas baianos, como o Movimento Brasil Mulher. Entre 1980 e 1982 foi vice-presidente da Associação Baiana de Medicina.

Partindo de suas bases junto às comunidades carentes e ao movimento feminista, às quais agregou antigas ligações com a corrente prestista do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o apoio político do então ministro da Saúde Roberto Santos, elegeu-se, em novembro de 1982, deputada estadual pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), iniciando o mandato em fevereiro de 1983. Participou dos trabalhos legislativos como presidente da Comissão de Saúde, titular da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente e suplente das comissões de Agricultura e de Finanças, Orçamento e Desenvolvimento Econômico. Paralelamente ao exercício do mandato, tornou-se tesoureira da Fundação João Mangabeira em 1984 e integrou, no ano seguinte, o grupo que estruturou a Comissão Nacional dos Direitos da Mulher. Ainda em 1985 tornou-se coordenadora-geral do Movimento de Unidade Popular, uma ala da esquerda nacionalista do PMDB baiano que contava também com os deputados Uldurico Pinto e Domingos Leonelli, entre outros.

Em novembro de 1986 foi eleita deputada federal constituinte. Deixando a Assembléia Legislativa em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura, tomou posse na Câmara em fevereiro, quando se iniciaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Em 1988 deixou o PMDB e ingressou no Partido Socialista Brasileiro (PSB). Representando esta legenda, participou dos trabalhos constituintes como titular da Comissão de Sistematização e suplente da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente da Comissão da Ordem Social.

Nas principais votações, pronunciou-se favoravelmente ao rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, à limitação do direito de propriedade privada, ao mandado de segurança coletivo, ao acréscimo de 50% na remuneração do trabalho extra, à jornada semanal de 40 horas de trabalho, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, à unicidade sindical, à soberania popular, ao voto aos 16 anos, à nacionalização das riquezas do subsolo, à estatização do sistema financeiro, à limitação dos juros reais em 12% ao ano, à proibição do comércio de sangue, à limitação dos encargos da dívida externa, à anistia aos micro e pequenos empresários e à desapropriação da propriedade produtiva. Votou contra o presidencialismo, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, a pena de morte e a legalização do jogo do bicho. Após a promulgação da nova Carta Constitucional (5/10/1988) voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados.

Abigail Feitosa aspirava por uma possível candidatura à prefeitura de Salvador em 1988, na legenda do PSB. Contudo, a agremiação decidiu apoiar a candidatura do radialista Fernando José, do PMDB, que acabou vencendo as eleições.

Retirou-se da Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura, depois de disputar a reeleição, sem êxito, em outubro do ano anterior.

Morreu no dia 14 de agosto de 1991.

Era casada com José de Ribamar Feitosa, com quem teve um filho.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (20/1/87); Jornal do Brasil (21/12/87).

 

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