Maria de Lourdes Abadia Bastos

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Nome: ABADIA, Maria de Lourdes
Nome Completo: Maria de Lourdes Abadia Bastos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ABADIA, Maria de Lourdes

*const. 1987-1988; dep. fed. DF 1987-1991, 1999-2001 e 2002; gov. DF 2006-2007.

 

Maria de Lourdes Abadia Bastos nasceu em Bela Vista (GO) no dia 14 de agosto de 1944, filha de Eduardo Borges de Oliveira e de Geny Bonifácio Borges.

Radicada em Brasília desde 1960, morou na então chamada Cidade Livre, atual Núcleo Bandeirante, e em Taguatinga. Professora primária, concluiu o curso de serviço social da Universidade de Brasília em 1972 e de então a 1975 foi coordenadora de Serviço Social do governo do Distrito Federal. De 1975 a 1985 foi administradora regional de Ceilândia, a maior das cidades-satélites de Brasília, habitada por trabalhadores de baixa renda e subempregados. Em 1978 viajou a Berlim, onde fez curso de administração pública, meio ambiente e urbanismo comunitário, e participou de seminário sobre administração pública. Entre 1980 e 1984, sempre como representante do governo do Distrito Federal, participou de seminários sobre desenvolvimento internacional nas universidades de Michigan e Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e de Porto Rico, expondo a experiência comunitária de Ceilândia. Em 1985 foi nomeada diretora-executiva da Fundação do Serviço Social do Distrito Federal pelo então governador José Aparecido de Oliveira (1985-1988). Completou a formação universitária com o curso de desenvolvimento internacional em Minnesota (EUA) e em 1986 participou da II Conferência Internacional da Mulher, no Iraque.

 Em novembro de 1986 foi eleita deputada federal constituinte na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Assumindo o mandato em janeiro de 1987, foi segunda vice-presidente da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão dos Direitos Políticos, dos Direitos Coletivos e Garantias, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Durante os trabalhos constituintes, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial; da nacionalização do subsolo; da estatização do sistema financeiro; do limite de 12% ao ano para os juros reais; da limitação dos encargos da dívida externa; do mandado de segurança coletivo; da jornada semanal de 40 horas; do turno ininterrupto de seis horas; da remuneração 50% superior para o trabalho extra; do aviso prévio proporcional; da unicidade sindical; da proibição do comércio de sangue; da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, e da desapropriação da propriedade produtiva. Votou contra a pena de morte; a limitação do direito de propriedade; o presidencialismo; o mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney; a anistia aos micro e pequenos empresários, e a legalização do jogo do bicho. Ausentou-se nas votações relativas à soberania popular e ao voto facultativo aos 16 anos, e absteve-se na questão do aborto.

Em junho de 1988 deixou o PFL e ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do qual foi vice-líder até 1989. Em janeiro de 1991 renunciou ao mandato de deputada federal para assumir a cadeira de deputada distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal até 1994. Exerceu a liderança do PSDB durante toda a legislatura. No pleito de outubro de 1994 disputou o governo do Distrito Federal com o apoio da coligação PSDB/Partido Renovador Progressista (PRP)/Partido da Mobilização Nacional (PMN) e alcançou o terceiro lugar, com 20% dos votos.

Presidente do PSDB do Distrito Federal, em fevereiro de 1995 foi nomeada secretária de Turismo do governo Cristovam Buarque (1994-1998), do Partido dos Trabalhadores (PT). Única representante “tucana” no primeiro escalão do governo petista, renunciou ao cargo em julho, por discordar do apoio do governador às manifestações de protesto contra o governo federal, encabeçadas por sindicalistas, representantes de movimentos populares e sem-terra. Em outubro de 1998, agora como vice-presidente do PSDB, foi mais uma vez eleita deputada federal, iniciando o novo mandato em fevereiro de 1999. Licenciou-se da Câmara dos Deputados entre julho de 2001 e abril de 2002, quando exerceu a função de secretária de Estado de Coordenação das Administrações Regionais do Distrito Federal, no governo de Joaquim Roriz (1999-2006). Na Câmara dos Deputados, ocupou a vice-liderança do bloco PSDB/Partido dos Trabalhadores do Brasil (PTB). Em 2002 voltou à presidência do PSDB de Brasília.

Nas eleições de outubro de 2002 foi eleita vice-governadora do Distrito Federal na chapa encabeçada por Joaquim Roriz, que então disputava a reeleição. Em dezembro renunciou ao mandato de deputada federal e em janeiro de 2003 foi empossada vice-governadora. Em 2006 tornou-se a primeira mulher a assumir o governo do Distrito Federal, devido à renúncia de Joaquim Roriz para disputar uma vaga no Senado. Candidatou-se à reeleição em outubro desse ano, mas foi derrotada por José Roberto Arruda. Deixou o cargo em janeiro de 2007.

Publicou Ceilândia: nasce uma cidade (1985); Ceilândia: a cidade... o homem... o trabalho comunitário; Projeto integrado de promoção social e humana de Ceilândia; Uma proposta de participação comunitária através de associações de pais e mestres e Haja ossos para roer (1987).

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); Globo (25/7/95); NICOLAU, J. Dados.

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