MARIO AUGUSTO JORGE DE CASTRO LIMA

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Nome: LIMA, Mário de Castro
Nome Completo: MARIO AUGUSTO JORGE DE CASTRO LIMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, MÁRIO DE CASTRO

LIMA, Mário de Castro

*min. Saúde 1979.

Mário Augusto Jorge de Castro Lima nasceu em Salvador no dia 19 de dezembro de 1925, filho de Mário de Castro Lima e Maria Augusta Jorge de Castro Lima.

Fez os estudos primários em casa, orientado por professores particulares. Cursou o ginásio no Colégio São Salvador e o científico no Colégio Estadual da Bahia, ambos na capital do seu estado de origem.

Estudou medicina na atual Universidade Federal da Bahia (Ufba), graduando-se em 1948. Ainda estudante universitário exerceu o magistério, lecionando no ensino secundário do Colégio Estadual da Bahia e em cursos preparatórios para os exames vestibulares. Por ocasião de sua formatura foi eleito o orador da turma e recebeu o Prêmio Manuel Vitorino, por ter sido escolhido o primeiro aluno da classe. Prosseguiu os estudos na mesma universidade, bacharelando-se em química (1951) e em farmácia (1954). Ao mesmo tempo, realizou diversos estágios em instituições da região Sudeste. Esteve no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), onde especializou-se em endocrinologia, cardiologia e gastrenterologia. No Rio de Janeiro, estagiou na especialidade de nefrologia no Hospital dos Servidores do Estado. Simultaneamente, iniciou a atividade de médico particular, mantendo-a ininterrupta ao longo de sua carreira profissional.

Em 1956, prestou concurso para o antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC). Selecionado, trabalhou como clínico-geral desse órgão, que foi incorporado ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) em 1966.

Ingressou na Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública em 1957 como professor assistente da cadeira de física. Nos anos seguintes, lecionou bioquímica e propedêutica médica, ainda na condição de assistente. Em 1964, tornou-se professor-adjunto de clínica médica nessa instituição. Ainda nesse ano, começou a trabalhar na Ufba como professor-assistente de nefrologia e clínico da maternidade Climério da Silveira. Em 1971, tornou-se professor-titular de propedêutica médica na Escola Baiana de Medicina.

Esteve à frente do Ministério da Saúde durante o governo do general João Batista Figueiredo, entre 15 de março e 29 de outubro de 1979. Sua indicação, feita por intermédio do então governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães, criou uma grande surpresa à imprensa, visto que até aquele momento o médico baiano não havia ocupado nenhum cargo de destaque na cena política nacional.

Nos sete meses em que foi o titular da pasta da Saúde, Castro Lima empenhou-se na regulamentação da lei que criou o Sistema Nacional de Saúde (SNS), sendo este o primeiro passo no sentido da criação, já na década de 1980, do Sistema Único de Saúde (SUS). Estendeu o programa especial de controle da esquistossomose aos estados da Bahia e do Espírito Santo e procurou estimular uma política de nacionalização da indústria farmacêutica.

Durante o seu período ministerial sofreu intenso desgaste político, protagonizado pela crise que envolveu a Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde, cujo titular, Paulo da Cruz Rios, obrigou os diretores nacionais de doenças crônicas degenerativas, Alberto Raick, e de saúde materno-infantil, Manuel Carvalho Branco, a pedirem demissão de seus cargos. Além disso, em diversas declarações públicas, Castro Lima mostrou-se insatisfeito com a dotação orçamentária destinada ao seu ministério, chegando a dizer que com a verba recebida só seria possível implantar no país uma política demagógica de saúde.

No ato de entrega de sua carta de exoneração, Castro Lima alegou que não poderia continuar exercendo a função ministerial, por conta de “motivos pessoais insuperáveis”. Segundo o noticiário da imprensa, sua rápida passagem pelo Ministério da Saúde deveu-se a uma total “inadaptação ao poder”. Foi substituído por Valdir Arcoverde. Depois de se retirar do primeiro escalão do governo federal, retornou para a cidade de Salvador e reassumiu a carreira de médico e professor universitário.

Em 1985, Castro Lima tornou-se titular da cadeira número 12 da Academia Baiana de Medicina. Em 1991, assumiu a Superintendência da Liga Baiana contra o Câncer, entidade mantenedora do Hospital Aristides Maltês. Meses depois passou a exercer também a direção deste hospital. Ainda em 1991, foi convidado a participar do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, o qual integrou por três gestões seguidas, de 1992 a 1998.

Faleceu no dia 22 de outubro de 2008.                                                                                        

Casou-se com Denaci Filocreon de Castro Lima, com quem teve três filhos.

Publicou em 1996 a autobiografia Discursos, diretrizes ministeriais, sátiras e preces de acadêmico: uma vida (obra barroca).

 

FONTES: INF. BIOG.; Jornal do Brasil (10 e 20/1, 24/6, 16/9, 23 e 24/10/79); Portal Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Disponível em : <http://conselhodeculturaba. wordpress.com>. Acesso em : 20 nov. 2009; Portal da UFBA. Disponível em : <http:// www.portal.ufba.br>. Acesso em : 20 nov. 2009; Tribuna da Imprensa (20/1/79).

 

 

 

 

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