MARIO FERNANDO DE MELO SANTOS

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Nome: SANTOS, Mário
Nome Completo: MARIO FERNANDO DE MELO SANTOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SANTOS, MÁRIO

SANTOS, Mário

*pres. Eletrobrás 1995.

Mário Fernando de Melo Santos nasceu em Recife no dia 18 de julho de 1938, filho de Augusto José dos Santos e Maria José dos Santos de Melo.

Estudou no Colégio Salesiano do Sagrado Coração, em Recife, até completar o curso científico em 1957. No ano seguinte, ingressou na Escola de Engenharia de Pernambuco, mais tarde vinculada à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), formando-se em engenharia elétrica, em 1962. Durante o curso superior, estagiou na Companhia Sul Americana de Eletricidade, na Indústria de Elevadores Atlas e na Ishikawajima Estaleiros do Brasil, entre outras empresas.

Em 1963, ingressou na Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), assumindo funções de crescente importância na área de operação da empresa. Ao longo de quase 30 anos de permanência na Chesf, desempenhou sucessivamente a chefia da divisão de manutenção elétrica (1967), do departamento de transmissão (1970), do departamento de movimento e energia (1972), tornando-se diretor de operações em 1979. Nessa condição, integrou a diretoria da empresa até maio de 1990. Complementou sua formação realizando cursos de especialização na Electricité de France (EDF) e também em centros de controle de operação americanos e europeus.

Mário Santos participou ativamente dos trabalhos de coordenação operativa dos sistemas elétricos brasileiros, realizados por organismos colegiados sob a liderança das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás).

Em 1974, foi designado representante da Chesf no Comitê Coordenador para Operação do Nordeste (CCON), organismo criado em setembro desse ano pelo Ministério de Minas e Energia (MME) com o objetivo de disciplinar o relacionamento operativo e comercial entre a Chesf e as distribuidoras estaduais nordestinas. Colaborou com a execução do projeto de interligação Norte-Nordeste, efetivado em 1981, mediante a conexão dos sistemas elétricos da Chesf e da Eletronorte. Foi vice-presidente do Comitê Coordenador da Operação Norte-Nordeste (sucessor e herdeiro da sigla CCON) em 1984 e presidente no biênio seguinte.

Atuou, no período de 1978 a 1990, como representante da Chesf no Grupo Coordenador para Operação Interligada (GCOI), organismo responsável desde 1973 pela coordenação da operação dos sistemas elétricos interligados das regiões Sudeste e Sul. A empresa nordestina passou a integrar o GCOI em 1977, por causa da interdependência hidráulica entre os sistemas elétricos das regiões Sudeste e Nordeste, decorrente do aproveitamento comum das águas do rio São Francisco.

Também participou do Comitê de Integração Elétrica Regional (Cier), fórum de cooperação sul-americano na área de energia elétrica, sediado em Montevidéu. Além de coordenador técnico nacional do Subcomitê de Operação e Manutenção entre 1977 e 1979, foi delegado do Brasil na Reunião de Altos Executivos do Cier, realizada em Quito, em 1985.

Em julho de 1990, deixou a diretoria da Chesf para ocupar o cargo de coordenador nacional do abastecimento do Departamento Nacional de Combustíveis, vinculado à Secretaria Nacional de Energia do Ministério da Infraestrutura, recém-criado pelo presidente Fernando Collor de Melo (1990-1992). Em abril de 1991, transferiu-se para a Eletrobrás, assumindo a diretoria de operação da holding federal. Nessa condição, tornou-se o principal dirigente do GCOI, passando a chefiar seu comitê executivo, formado pelos diretores de operação das principais empresas de energia elétrica do país.

No fim de dezembro de 1994, assumiu interinamente a presidência da Eletrobrás, no lugar de José Luís Alquéres, permanecendo no cargo durante os primeiros meses do governo Fernando Henrique Cardoso. Durante sua gestão, o Conselho Nacional de Desestatização (CND) aprovou a inclusão da Eletrobrás e das quatro empresas de âmbito regional do grupo federal no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Em maio de 1995, transmitiu o cargo de presidente da Eletrobrás a Antônio José Imbassahy da Silva. Mantido como titular da diretoria de operação da empresa federal, assumiu a presidência da Eletronorte em dezembro de 1995 como substituto interino de Ricardo Pinto Pinheiro. Esteve no comando da Eletronorte até a posse no novo titular, José Antônio Muniz Lopes, em maio de 1996. Foi vice-presidente da CIER entre 1996 e 1997 e presidente do órgão no biênio seguinte.

Mário Santos integrou o núcleo dirigente do projeto de reestruturação institucional do setor de energia elétrica, coordenado pelo MME com o auxílio de consultores internacionais contratados em 1996. O projeto balizaria grande parte das ações do governo federal para a reestruturação e a privatização das empresas do grupo Eletrobrás e a implantação de um modelo predominantemente de mercado no setor de energia elétrica, em substituição ao modelo estatal então vigente.

Permaneceu como diretor da Eletrobrás até setembro de 1998, quando foi designado presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entidade privada criada com base na Lei 9.648, de 27 de maio do mesmo ano. De acordo com o novo marco regulatório do setor definido pela lei, o ONS assumiu a responsabilidade pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Mário Santos e os demais membros da primeira diretoria do ONS foram formalmente investidos em seus cargos em outubro de 1998. Com a transferência das atribuições do GCOI e do CCON para o ONS, os antigos organismos colegiados da operação coordenados pela Eletrobrás foram extintos em maio de 1999.

Mário Santos foi reeleito presidente do ONS em abril de 2001. Nessa condição, integrou o núcleo executivo da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), organismo criado em maio de 2001 pelo governo Fernando Henrique Cardoso, responsável pela implementação do programa de racionamento em grande parte do país a partir do mês seguinte. O programa impôs medidas restritivas de consumo de energia elétrica em todas as regiões atendidas pelo Sistema Interligado Nacional, menos os estados do Sul, persistindo até fevereiro de 2002.

Reeleito presidente do ONS em maio de 2004, renunciou ao cargo em novembro de 2005 e foi substituído no comando da entidade por Hermes Jorge Chipp. Em dezembro de 2005, assumiu a presidência da Endesa Brasil, holding controlada pelo grupo espanhol Endesa, detentor de ativos importantes nas áreas de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica no país.

Casou-se com Enilda de Albuquerque Santos, com quem teve três filhos.

Gisela Moura/Paulo Brandi

FONTES: CENT. MEM. ELET. BRAS. Eletrobrás; CENT. MEM. ELET. BRAS. Panorama; CHESF. 50 anos; CURRIC. BIOG.; ELETROBRÁS. Relatório anual (1995); ELETROBRÁS. Internet.

 

Fontes adicionais

 

Centro da Memória da Eletricidade no Brasil. Dicionário biográfico do setor de energia elétrica. V. 1: presidentes das empresas do sistema Eletrobrás e diretores de órgãos reguladores federais. Coord. Solange Balbi, Maria Letícia Corrêa. Rio de Janeiro, 2002.

_____ . História da operação do sistema interligado no Brasil. Coord. Paulo Brandi de Barros Cachapuz. Rio de Janeiro, 2003.

______. Panorama do setor de energia elétrica no Brasil = Panorama of electric power in Brazil. Coord. Paulo Brandi de Barros Cachapuz. Rio de Janeiro, 2006.

 

Portais e sites na internet

 

MARIO Santos deixa diretoria-geral do ONS

http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Busca.asp?id=50299

 

MARIO Santos assume presidência do Conselho da Endesa em 1° de dezembro

http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Busca.asp?id=50334

 

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