MARIO ROBERTO CAVALLAZZI

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Nome: CAVALLAZZI, Mário
Nome Completo: MARIO ROBERTO CAVALLAZZI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CAVALLAZZI, Mário

*dep. fed. SC 1995-1999.

 

Mário Roberto Cavallazzi nasceu em Florianópolis no dia 7 de junho de 1948, filho de João Demaria Cavallazzi e de Nilce Maria Cavallazzi.

Fez o curso primário no Colégio Jurema Cavallazzi e o secundário no tradicional Colégio Catarinense, ambos em sua cidade natal. Engenheiro agrônomo formado pela atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em 1969, titulou-se mestre em economia pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1974. No mesmo ano fez curso de especialização em administração de projetos na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, instituição da qual seria professor e pesquisador entre 1975 e 1981. Ministrou diversos cursos, entre eles o de administração pública agrícola para técnicos do setor, na FGV, e o de planejamento operativo para técnicos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em Recife (1976);  o de gerência de projetos agrícolas para técnicos do Ministério da Agricultura, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e no Paraná, e o de desenvolvimento agrícola para técnicos da Sudene, em Recife (1977). Durante esse período foi também consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), em Washington.

Em 1978, coordenou a área de planejamento agrícola da FGV. Participou do curso de administração de projetos agrícolas, na Universidade Católica de Santiago do Chile em 1979, e em Assunção, no Paraguai, em 1980. Nesse último ano foi designado pelo governo brasileiro assessor para a organização do Estado de Guiné-Bissau, missão referente à cooperação técnica Brasil-África. Em 1983, trabalhou como engenheiro-agrônomo na Secretaria da Agricultura de Santa Catarina, sendo nomeado no mesmo ano secretário-adjunto daquela pasta. No ano seguinte, assumiu a direção de crédito rural do Banco do Estado de Santa Catarina, cargo que ocupou até 1986.

Em 1985, ingressou na vida política filiando-se ao Partido Democrático Social (PDS). Em 1986, assumiu a presidência do diretório municipal dessa agremiação em Florianópolis, cargo que ocuparia até 1988. Em novembro de 1986 foi eleito deputado estadual constituinte, iniciando seu mandato em fevereiro do ano seguinte. Durante os seus dois primeiros anos de mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALSC), presidiu a Comissão de Defesa do Consumidor (1987) e a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou as denúncias de irregularidades na contratação de obras rodoviárias no âmbito da Secretaria de Transportes e Obras e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-SC). Com o início dos trabalhos constituintes, em 1989, assumiu a presidência da Comissão de Organização do Estado. No mesmo ano, filiou-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), legenda que lançou a candidatura vitoriosa de Fernando Collor de Melo à presidência da República. Ainda em 1989, tornou-se vice-presidente regional do partido em Santa Catarina e assumiu a coordenação da campanha presidencial no estado.

Em outubro de 1990, foi eleito deputado estadual e empossado presidente do PRN de Santa Catarina. Líder do partido na Assembleia Legislativa em 1991 e vice-líder em 1992, presidiu nesse período a Comissão de Constituição e Justiça da casa. Em abril de 1993, licenciou-se do mandato legislativo para assumir a Secretaria da Agricultura e Abastecimento, durante o governo de Vílson Kleinübing (1991-1995). Ainda em 1993 saiu do PRN para filiar-se ao Partido Progressista Renovador (PPR), liderado em Santa Catarina pelo então senador Esperidião Amin. Deixou a secretaria em abril de 1994 para candidatar-se à Câmara dos Deputados. Em outubro, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina na legenda do PPR, com votos obtidos sobretudo em Florianópolis e no oeste catarinense.

Assumiu sua vaga na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1995 e, em agosto, ingressou nas fileiras do Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação resultante da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP), tornando-se primeiro-vice-presidente da nova legenda. Na Câmara dos Deputados, foi membro titular da Comissão de Orçamento, primeiro-vice-presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural. Durante a votação das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo governo de Fernando Henrique Cardoso em 1995, acompanhou a orientação da base parlamentar governista, votando favoravelmente à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo e ao fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado. Manifestou-se igualmente a favor da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e do fim de todas as diferenças jurídicas entre as empresas de capital nacional e aquelas de outros países.

Em junho de 1996, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias a ser utulizado como fonte complementar de recursos para a saúde. Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro, pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Em novembro de 1998 votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, pontos polêmicos que definiram a reforma da previdência.

Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final de seu mandato, não tendo se candidatado à reeleição no pleito de outubro do ano anterior. No pleito de outubro de 2004 participou ativamente na campanha vitoriosa de Dário Berger à prefeitura de Florianópolis. Em 2005, com a posse de Berger como prefeito, foi nomeado secretário municipal de Turismo, Cultura e Esportes.

Casou-se com Lenita Wendhausen Cavallazzi, com quem teve três filhas.

Publicou Parâmetros para avaliação de projetos de desenvolvimento rural (1975), Desenvolvimento, crédito rural e agente financeiro (1976), Instrumentos de gerência: uma abordagem de economia da produção (1978) e Processo de otimização na produção agrícola da região de Chapecó (1981).

Rejane Araújo

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); CURRIC. BIOG.; Folha de S. Paulo (31/1/95, 4/1/96, 29/9 e 6/11/98).

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