MARTIM FRANCISCO LAFAYETTE DE ANDRADA

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Nome: ANDRADA, Martim Francisco Lafayette de
Nome Completo: MARTIM FRANCISCO LAFAYETTE DE ANDRADA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ANDRADA, MARTIM FRANCISCO LAFAYETTE DE

ANDRADA, Martim Francisco Lafayette de

*diplomata; emb. Bras. Peru 1968-1969.

 

Martim Francisco Lafayette de Andrada nasceu em Barbacena (MG) no dia 12 de dezembro de 1906, filho de José Bonifácio de Andrada e Silva e de Corina Lafayette de Andrada e Silva. Seu pai, destacado político mineiro, foi deputado federal de 1899 a 1930, tendo participado das articulações da Revolução de 1930. Tornou-se em seguida embaixador do Brasil em Portugal (1931-1933) e na Argentina (1933-1937). Seu irmão, José Bonifácio Lafayette de Andrada foi revolucionário de 1930, constituinte de 1946 e deputado federal (1946-1979).

Pertencendo a uma célebre linhagem política, era, pelo lado paterno, sobrinho-bisneto de José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da Independência, bisneto de Martim Francisco Ribeiro de Andrada, ministro do Império em 1822, neto de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, senador por Minas Gerais em 1891, e sobrinho de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, presidente de Minas Gerais de 1926 a 1930, bem como deputado à Assembléia Nacional Constituinte de 1934, da qual foi presidente, e deputado federal por Minas Gerais de 1935 a 1937. Pelo lado materno, era neto de Lafayette Rodrigues Pereira, estadista do Império. Dentre seus irmãos, destacaram-se na vida pública Antônio Carlos Lafayette de Andrada, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1945 a 1969, e o chefe político mineiro José Bonifácio Lafayette de Andrada, deputado federal de 1946 a 1979.

Em 1930 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade Nacional de Direito, atual Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tornando-se em novembro desse ano, após a Revolução de 1930, que apoiou, oficial-de-gabinete do ministro da Educação e Saúde Pública, Francisco Luís da Silva Campos.

Iniciou sua carreira diplomática ingressando no Ministério das Relações Exteriores (MRE) como auxiliar de consulado contratado, sendo transferido em junho de 1934 para Buenos Aires, onde permaneceu até dezembro de 1937. Promovido a secretário de terceira classe em outubro do ano seguinte, foi removido em novembro desse ano para a secretaria do MRE no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em janeiro de 1942 desempenhou as funções de auxiliar de secretaria geral da III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada na capital do país. Em março do ano seguinte assumiu o cargo de chefe do Departamento Diplomático e Consular, sendo elevado em dezembro de 1943 a secretário de segunda classe. Deixando a chefia do departamento em agosto do ano seguinte, passou a oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, Pedro Leão Veloso, função que exerceu até 1945, ano em que foi designado secretário da delegação do Brasil à Conferência Internacional sobre Problemas da Guerra e da Paz, realizada em fevereiro no México.

Logo após a deposição de Getúlio Vargas em outubro de 1945, passou a ocupar o cargo de oficial do Gabinete Civil da Presidência da República durante o governo provisório de José Linhares. Em dezembro desse mesmo ano foi promovido a secretário de primeira classe, tornando-se secretário de José Linhares quando este, deixando a chefia do governo, retornou em janeiro de 1946 ao Supremo Tribunal Federal (STF). Voltando ao MRE foi designado assistente do secretário-geral desse órgão na Conferência Internacional para a Manutenção da Paz e da Segurança do Continente, realizada em agosto de 1947, no hotel Quitandinha, em Petrópolis (RJ). Em setembro do ano seguinte passou a exercer as funções de elemento de ligação entre o MRE e o Congresso Nacional.

Em abril de 1949 foi nomeado primeiro-secretário da embaixada do Brasil na Argentina, tendo assumido o cargo em julho do mesmo ano. Aí permaneceu até fevereiro de 1950. Regressando ao Brasil, serviu, durante um mês, na secretaria do ministério, voltando novamente a Buenos Aires. Em agosto do ano seguinte chegou a conselheiro de embaixada, sendo transferido provisoriamente para Valparaíso, no Chile, onde serviu como encarregado de consulado geral de março a abril de 1953, durante a visita a esta cidade do navio-escola brasileiro Almirante Saldanha. Retornando a Buenos Aires, serviu interinamente de abril a maio e de julho a agosto de 1953 como encarregado de negócios da embaixada brasileira na Argentina. Promovido a ministro de segunda classe em setembro desse mesmo ano, foi designado em agosto de 1955 ministro conselheiro, sendo removido para Roma onde serviu, nessa função, a partir de novembro desse mesmo ano. Em fevereiro de 1956 tornou-se encarregado de negócios da embaixada brasileira naquela cidade, em substituição a Fernando Ramos de Alencar, ali permanecendo até o dia 24 do mesmo mês, quando foi substituído por Adolfo Cardoso de Alencastro Guimarães.

Em outubro de 1956 exerceu interinamente as funções de encarregado de negócios do Brasil no Vaticano, voltando a desempenhar as mesmas funções de julho a setembro do ano seguinte; foi em seguida removido para Lisboa em outubro de 1957, tornando-se na capital portuguesa encarregado de negócios em dezembro seguinte, substituindo Álvaro de Barros Lins. Exerceu essa função até janeiro de 1958 e nos períodos de agosto a outubro desse mesmo ano e de maio a dezembro do ano seguinte. Chegando ainda em 1959 a ministro de primeira classe, foi transferido como embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário para a Guatemala, ali servindo de março de 1960 a abril de 1961 e de setembro desse ano até agosto de 1963. Removido para a embaixada brasileira no Líbano, aí serviu de outubro de 1963 a dezembro de 1964. Nesse mesmo mês foi designado para exercer cumulativamente as funções de embaixador junto ao reino da Jordânia. De fevereiro a dezembro de 1965 voltou a exercer exclusivamente suas funções de embaixador no Líbano.

Em novembro de 1968 assumiu as funções de embaixador do Brasil no Peru, em substituição a João Augusto de Araújo Castro, logo após a vitória do movimento militar nacionalista comandado pelo general peruano Juan Velasco Alvarado. Permaneceu em Lima até maio de 1969, sendo substituído por Georges Álvares Maciel.

 

FONTES: MIN. REL. EXT. Almanaque; MIN. REL. EXT. Anuário (1964-1966).

 

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