MARTINI, LUIS TEIXEIRA

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Nome: MARTINI, Luís Teixeira
Nome Completo: MARTINI, LUIS TEIXEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MARTINI, LUÍS TEIXEIRA

MARTINI, Luís Teixeira

*militar; comte. III DN 1958-1959; comte. I DN 1960-1961; comte. ESG 1961-1965; ch. EMFA 1965-1966.

Luís Teixeira Martini nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 28 de maio de 1903, filho de Marcos Luís Martini e de Alice Teixeira Martini.

Depois de concluir os estudos secundários no Colégio São Bento, ingressou em abril de 1920 na Escola Naval como aspirante-a-oficial. Promovido a guarda-marinha em janeiro de 1924, embarcou no navio-escola Benjamim Constant para a viagem regulamentar de fim de curso. Após a viagem, em dezembro desse mesmo ano, recebeu a patente de segundo-tenente.

Depois de desempenhar diversas funções em belonaves da Armada, foi promovido em janeiro de 1927 ao posto de primeiro-tenente e a capitão-tenente em maio de 1931. Em 1933 fez o curso de especialização para oficiais, na área de comunicação, assumindo em seguida o comando do rebocador Raimundo Nonato. Deixou esse comando em 1935, passando a instrutor da Escola Naval, função que desempenhou até 1938, quando foi comissionado instrutor de guardas-marinhas na viagem de instrução do navio-escola Almirante Saldanha.

De volta ao Brasil em 1939, assumiu o comando do rebocador Heitor Perdigão, sendo promovido a capitão-de-corveta em setembro do ano seguinte. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), exerceu, de maio a setembro de 1944, o comando da corveta Cabedelo, tendo participado de comboios aliados juntamente com navios da Marinha de Guerra dos Estados Unidos. Destacado em seguida para exercer novamente as funções de instrutor da Escola Naval, recebeu em agosto de 1945 a patente de capitão-de-fragata. No ano seguinte fez o curso de comando da Escola de Guerra Naval, sendo comissionado para a função de capitão dos portos do Rio Grande do Norte, em Natal. Ali permaneceu até junho de 1948, quando foi nomeado vice-diretor do Serviço de Reserva Naval. Em novembro desse ano passou a comandar o navio-tanque Marajó, que deixou em janeiro de 1950 para fazer o curso superior da Escola de Guerra Naval.

Designado instrutor-chefe da Escola de Guerra Naval em março de 1951, foi promovido no mês seguinte a capitão-de-mar-e-guerra. De abril de 1952 a fevereiro de 1954, foi comissionado capitão dos portos do Distrito Federal e do estado do Rio de Janeiro. Em seguida fez o curso da Escola Superior de Guerra (ESG). Em fevereiro de 1955 assumiu o comando do navio-escola Duque de Caxias, sendo designado em abril do ano seguinte vice-diretor de Portos e Costas. Promovido em junho de 1957 ao posto de contra-almirante, foi nomeado no mês seguinte subchefe do Estado-Maior da Armada (EMA). Nessa função, chefiou a representação da Marinha nas comemorações da fundação da cidade de Assunção, no Paraguai.

Em abril de 1958 foi nomeado comandante do III Distrito Naval (III DN), sediado em Recife. Promovido a vice-almirante em janeiro de 1959, deixou aquele comando em maio desse mesmo ano, quando foi nomeado diretor-geral de Portos e Costas. Em abril de 1960 foi designado para o comando do I DN, sediado no Rio, em substituição ao vice-almirante José Luís da Silva Júnior. Em março de 1961 foi substituído nessa chefia pelo vice-almirante Mário da Costa Furtado de Mendonça. Nesse mesmo mês passou a integrar o conselho do EMA. Em novembro de 1961 foi nomeado para o comando da ESG, em substituição ao general Emílio Maurell Filho. Promovido a almirante-de-esquadra em agosto de 1962, permaneceu naquele comando até fevereiro de 1965, quando o país já se encontrava sob uma nova ordem institucional instaurada pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964, sendo substituído pelo tenente-brigadeiro Henrique Fleiuss.

Em março de 1965 assumiu o comando do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), substituindo o general Peri Bevilacqua. Nesse período foi delegado do Brasil na II Conferência Interamericana Extraordinária, realizada em 1965 no Rio de Janeiro. Ainda em 1965 integrou o Grupo de Estudos para Integração da Política de Transportes (Geipot). Em 1966 foi embaixador extraordinário e plenipotenciário da missão especial à posse do presidente da República da Costa Rica e em abril desse ano passou o comando do EMFA ao tenente-brigadeiro Nélson Freire Lavenère Wanderley. Em agosto foi transferido para a reserva no posto de almirante.

Era casado com Dinorá Criciúma Martini.

FONTES: CORRESP. ESC. SUP. GUERRA; CORRESP. ESTADO-MAIOR FORÇAS ARMADAS; CORRESP. SERV. DOC. GER. MAR.; ENTREV. BIOG.; FICHÁRIO PESQ. M. AMORIM; MIN. MAR. Almanaque (1966).

 

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