MENDES, IVAN DE SOUSA

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Nome: MENDES, Ivan de Sousa
Nome Completo: MENDES, IVAN DE SOUSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MENDES, Ivan de Sousa

MENDES, Ivan de Sousa

*  militar; interv.  DF 1964; min. ch. SNI 1985-1990.

 

Ivan de Sousa Mendes nasceu em Cordeiro (RJ) no dia 23 de fevereiro de 1922, filho de Alfredo de Sousa Mendes e de Celeste Freitas de Sousa Mendes.

Sentou praça no Exército em abril de 1940 ingressando na Escola Militar do Realen­go, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, da qual saiu aspirante da arma de engenharia em março de 1943.  Em setembro desse ano foi promovido a segundo-tenente, em dezem­bro de 1944 a primeiro-tenente e em junho de 1948 a capitão.  Em outubro de 1952 atin­giu o posto de major e em agosto de 1962 o de tenente-coronel.

Depois de servir no 9º Batalhão de Engenharia de Combate, em Mato Grosso, em janeiro de 1964 veio para o Rio de Janeiro, onde passou a integrar o grupo de militares liderados pelo general Humberto de Alencar Castelo Branco, envolvido em conspiração para derrubar o presidente João Goulart (1961-1964). Com a vitória do movimento político-mili­tar de 31 de março de 1964, em abril seguinte Ivan Mendes foi nomeado interventor na Prefeitura de Brasília em substituição a Luís Carlos Vítor Pujol, que ocupara por sua vez esse cargo apenas du­rante seis dias, após a destituição de Ivo de Magalhães.  Permaneceu como interventor até maio desse mesmo ano, quando foi substituí­do por Plínio Cantanhede.

Serviu em seguida no Gabinete Militar, sob as ordens do general Ernesto Geisel, e em julho foi nomeado adido militar na embaixada do Brasil no Peru. Em agosto de 1966 foi promovido a coro­nel. De volta ao Brasil em 1967, durante todo o governo do marechal Artur da Costa e Silva (1967-1969) esteve lotado no gabinete do ministro do Exército, general Augusto de Lira Tavares. Durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), esteve no gabinete do presidente da Petrobrás, general Ernesto Geisel

Promovido em julho de 1974 a general-de-brigada, comandou nesse posto a 8ª. Região Mi­litar, sediada em Belém, e a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), tendo ainda integrado o corpo permanente da Escola Superior de Guerra (ESG). Em 1979 foi promovido a general-de-divisão. Após exercer vários comandos e chefias, em março de 1985, sucedendo ao general Otávio Medeiros, foi empossado no cargo de  ministro-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) do presidente José Sarney, primeiro governo civil após 21 anos de regime militar. Passou para a reserva em 1986,  no posto de general-de-exército. Permaneceu à frente do SNI até março de 1990, ao findar o governo Sarney. Nessa ocasião, o SNI foi extinto.

Depoimento prestado em 1992 pelo biografado ao Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas, veio a integrar a trilogia organizada pelos pesquisadores Maria Celina D’Araújo, Gláucio Ary Dillon Soares e Celso Castro e lançada em 1994-1995, composta pelos livros Visões do golpe – a memória militar sobre 1964, Os anos de chumbo – a memória  militar sobre a repressão e A volta aos quartéis - a memória militar sobre a abertura.

Cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e a Escola de Comando e Estado-Mai­or do Exército.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de fevereiro de 2010.

Casou-se com Maria Estela de Sousa Mendes, com quem teve três filhas. Uma delas, Márcia Mendes Mamede casou-se com Jurandir Dantas Mamede, filho do general Jurandir Bizarria Mamede, que além de ter participado da Revolução de 1930 e do movimento político-militar de 31 de março de 1964, foi  comandante do II Exército (1966-1967),  chefe do  Departamento de Produção e Obras do Exército  (1967-1970) e ministro do  Superior Tribunal Militar (1970-1976).

 

FONTES: ARAÚJO, M. Visões; Correio Brasiliense (5/11/69, 19/2/10); CORRESP. GOV. DF; MIN. GUERRA.  Alma­naque; INF. BIOG.; Perfil.

 

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