MENESES, AMILCAR DUTRA DE

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Nome: MENESES, Amílcar Dutra de
Nome Completo: MENESES, AMILCAR DUTRA DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MENESES, AMÍLCAR DUTRA DE

MENESES, Amílcar Dutra de

*militar; dir. DIP 1943-1945; gov. AC 1951-1952.

 

Amílcar Dutra de Meneses nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 30 de agosto de 1908.

Fez o curso secundário no Colégio Militar, em sua cidade natal, e sentou praça no Exército em abril de 1926, ingressando na Escola Militar do Realengo, também no Rio. Designado aspirante da arma de infantaria em janeiro de 1929, em julho desse ano foi promovido a segundo-tenente, em fevereiro de 1931 a primeiro-tenente e em outubro de 1934 a capitão.

Em abril de 1942 assumiu a diretoria da Divisão de Rádio do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão governamental criado em 1939, durante o Estado Novo, com o objetivo de exercer a coordenação e o controle dos veículos de comunicação do país. Ainda nesse ano concluiu o curso de estado-maior. Em julho de 1943 foi nomeado diretor-geral do DIP em substituição ao major José Antônio Coelho dos Reis e, em setembro de 1944, atingiu o posto de major. Durante sua gestão à frente do DIP, viajou aos Estados Unidos, onde firmou acordos de intercâmbio rádio-telefônico entre os dois países. Em 23 de maio de 1945, autorizou o DIP a irradiar o discurso de Luís Carlos Prestes durante o comício que se realizaria naquela data no estádio do Vasco da Gama, no Rio. Sua resolução foi severamente criticada pelo então ministro da Guerra, general Eurico Gaspar Dutra, o que determinou uma contra-ordem governamental no sentido de que fosse cancelada a transmissão. Diante do fato, nesse mesmo dia exonerou-se da direção do DIP, sendo substituído por Heitor Muniz. Ainda em 1945 foi nomeado conselheiro comercial do Ministério das Relações Exteriores.

Em março de 1951, durante o segundo governo constitucional de Getúlio Vargas (1951-1954), foi nomeado governador do então território do Acre, em substituição a Raimundo Pinheiro Filho. Em junho seguinte foi promovido a tenente-coronel e ainda em 1951 enviou um relatório ao ministro da Justiça e Negócios Interiores, Francisco Negrão de Lima, avaliando o programa de desenvolvimento econômico do território, que abrangia “as reformas dos meios de produção extrativa e o desenvolvimento da lavoura e da pecuária, esta com objetivos de auto-abastecimento”, mas era prejudicado pela deficiência de transportes. Em janeiro de 1952 foi substituído no governo do Acre por João Kubitschek de Figueiredo.

Passando para a reserva em 1953, em novembro foi nomeado ministro para assuntos econômicos do Ministério das Relações Exteriores e, em dezembro do mesmo ano, foi designado para Viena, na Áustria. Serviu na capital austríaca de fevereiro de 1954 a maio de 1958, de setembro desse ano a março de 1962 e de agosto seguinte até março de 1965, quando veio a falecer.

Durante sua vida militar foi instrutor da Escola Militar do Realengo, professor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, assistente dos comandantes das 7ª e 8ª brigadas de Infantaria da 3ª Região Militar (3ª RM), sediada em Porto Alegre, adjunto ao estado-maior da 1ª Divisão de Infantaria e chefe da 4ª seção do estado-maior da 7ª RM, sediada em Recife. Foi ainda membro da Comissão Censitária Nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Morto em Viena, foi sepultado no Rio de Janeiro em 25 de março de 1965.

Publicou diversos trabalhos relativos à pedagogia especializada das forças armadas.

 

 

FONTES: COUTINHO, A. Brasil; Encic. Mirador; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Comércio, Rio (24/5/45); MIN. GUERRA. Almanaque (1953); MIN. REL. EXT. Anuário (1960 e 1962); ROQUE, C. Grande.

 

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