MILTON DE LIMA FILHO

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Nome: LIMA, Mílton
Nome Completo: MILTON DE LIMA FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, MÍLTON

LIMA, Mílton

*const. 1987-1988; dep. fed. MG 1987-1991.

 

Mílton de Lima Filho nasceu em Araguari (MG) em 23 de junho de 1934, filho do contabilista Mílton de Lima e de Dolva Alamir de Lima.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então capital federal, em 1954 concluiu os estudos secundários no Colégio Rui Barbosa e no ano seguinte ingressou no curso de direito da Faculdade Cândido Mendes. Advogando em sua cidade natal, exerceu o cargo de agente de estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 1957 e 1959. Nomeado secretário da prefeitura de Araguari em 1959, permaneceu no cargo até 1962. Bacharelou-se nesse período, em 1960.

Elegeu-se vice-prefeito de Araguari, na legenda do Partido Social Democrático (PSD), em outubro de 1962, e foi empossado no início do ano seguinte. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado em abril de 1964. Encerrou seu mandato de vice-prefeito no início de 1967.

Eleito em novembro de 1970 prefeito de Araguari, assumiu o mandato no início do ano seguinte, concluindo-o ao iniciar-se o ano de 1973.

Em novembro de 1974 elegeu-se deputado estadual, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1975, foi membro da Comissão de Fiscalização e Tomada de Contas na Assembléia Legislativa e um dos vice-líderes da bancada. Em 1978, participou da Comissão de Agropecuária e Política Rural e durante todo o mandato foi vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça.

Reeleito em novembro de 1978, foi empossado em fevereiro de 1979. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), liderado por Tancredo Neves. Continuando como vice-presidente da Comissão de Justiça, em 1981 tornou-se vice-líder do PP.

Em fevereiro de 1982, com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que aglutinara os integrantes do extinto MDB, filiou-se a essa agremiação, sendo novamente eleito deputado estadual, em novembro. Assumindo em fevereiro de 1983, nesse mesmo ano licenciou-se para ocupar a Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo Hélio Garcia (1984-1987), cargo que exerceria até 1986. Ao longo desse período, foi membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), presidente da Comissão de Política Ambiental (Copam) e do Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). Além disso, ocupou a vice-presidência do Conselho Estadual do Álcool e do Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa de Minas Gerais (Ceag).

Eleito deputado federal constituinte em novembro de 1986, ocupou a cadeira em fevereiro do ano seguinte, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Ainda em 1987, participou da Subcomissão da Nacionalidade, da Soberania e das Relações Internacionais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, e foi suplente da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social.

Nas principais votações da Constituinte, cuja Carta foi promulgada em 5 de outubro de 1988, pronunciou-se contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o voto facultativo aos 16 anos, a estatização do sistema financeiro e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Votou a favor da soberania popular, do presidencialismo, da legalização do aborto, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da limitação dos encargos da dívida externa e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Deixou a Câmara em janeiro de 1991, sem ter concorrido à reeleição em outubro do ano anterior.

Em outubro de 1996, voltou a ser eleito prefeito de Araguari, assumindo o mandato no início do ano seguinte. Em julho de 2002 teve sua candidatura a deputado federal impugnada por causa da rejeição das contas pela Justiça. Um mês depois, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG) deferiu sua candidatura, mas Milton Lima renunciou. Deixou o PMDB e filiou-se ao Partido Democrático Brasileiro (PDT). Por indicação do ex-presidente Itamar Franco, em 2006 compôs como primeiro suplente a chapa encabeçada por Omar Resende Peres Filho ao Senado, que renunciou à candidatura antes mesmo que houvesse a realização do pleito.

Foi presidente da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais e do Instituto de Pesos e Medidas de Minas Gerais, fundador da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais no Triângulo Mineiro e presidente do Comitê Estadual de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas e do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia.

Casou-se com Teresinha França de Lima, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; INF. ASSES. BIOG; TRE-MG. Notícias (23/7 e 23/8/02, 21/8/06).

 

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