MILTON TEIXEIRA DE FIGUEIREDO

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Nome: FIGUEIREDO, Mílton
Nome Completo: MILTON TEIXEIRA DE FIGUEIREDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FIGUEIREDO, MÍLTON

FIGUEIREDO, Mílton

*dep. fed. MT 1979-1987.

 

Mílton Teixeira de Figueiredo nasceu em Barão de Melgaço (MT), no dia 27 de agosto de 1928, filho de Eugênio Vieira de Figueiredo e de Rosa Teixeira de Figueiredo.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Mato Grosso, iniciou sua vida política elegendo-se deputado estadual pela União Democrática Nacional (UDN) no pleito de outubro de 1962, assumindo uma cadeira na Assembléia Legislativa de seu estado em janeiro de 1963.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), de apoio ao governo. No pleito de novembro de 1966, candidatou-se novamente à Assembléia Legislativa do estado, na legenda da Arena e se elegeu. No pleito seguinte, em novembro de 1970, não concorreu ao Legislativo mato-grossense e deixou a Assembléia em janeiro de 1971. Em novembro de 1974, elegeu-se deputado estadual, assumindo uma cadeira na Assembléia Legislativa em janeiro de 1975. No Legislativo mato-grossense foi presidente da Comissão de Finanças e Orçamento.

No pleito de novembro de 1978, elegeu-se deputado federal por seu estado, na legenda da Arena. Deixando a Assembléia Legislativa de Mato Grosso em janeiro de 1979 com o término de seu mandato, assumiu no mês seguinte uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Em novembro desse ano manifestou-se a favor do então ministro das Minas e Energia, César Cals, por ocasião da oposição sofrida por este em relação à decisão de centralizar a propaganda de empresas de energia e eletricidade do país em seu ministério, por meio de um consórcio de agências publicitárias. Segundo o deputado, o ministro era um “defensor intransigente dos interesses nacionais”, não acreditando que o então presidente da República, general João Batista Figueiredo (1979-1985), o afastasse do ministério.

Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP) e, com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, filiou-se a esta última agremiação. No pleito de novembro desse ano reelegeu-se deputado federal por seu estado, na legenda do PMDB. Ainda em 1982, visitou a Líbia, a convite oficial do governo daquele país. Integrou a Comissão do Interior e foi vice-presidente das comissões de Finanças e de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e presidente da Comissão de Comunicação.

Em 25 de abril de 1984, foi favorável à votação da emenda Dante de Oliveira, apresentada na Câmara dos Deputados, que propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Milton Figueiredo votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, que derrotou o candidato do regime militar, Paulo Maluf. Contudo, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, pois faleceu em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já exercia interinamente o cargo.

Sem voltar a concorrer no pleito de novembro de 1986, deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao término da legislatura. Ainda nesse ano, tornou-se assessor parlamentar do então ministro Íris Resende (1986-1990). Deixou o cargo em 1990, juntamente com o ministro. Posteriormente, foi presidente das Telecomunicações do Mato Grosso.

Faleceu em Brasília no dia 24 de janeiro de 1993.

Era casado com Antonieta Pereira Leite Figueiredo, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983 e 1983-1987); Folha de S. Paulo (13/1/85 e 31/1/87); Globo (9/11/79); INF. FAM. Rodrigo Figueiredo; Jornal do Brasil (28/10/79).

 

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