MOESCH, GUIDO

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Nome: MOESCH, Guido
Nome Completo: MOESCH, GUIDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOESCH, GUIDO

MOESCH, Guido

*dep. fed. RS 1983-1987.

Guido Moesch nasceu em Arroio do Meio (RS) no dia 22 de janeiro de 1933, filho de Frederico Valdemar Moesch e de Josefina Schroeder Moesch.

Entre 1955 e 1957, trabalhou como oficial-de-gabinete do governador gaúcho, Ildo Meneghetti (1955-1959). Em 1958, formou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, ingressando, no ano seguinte, no curso de pós-graduação em direito público da Universidade de Heildelberg, na República Federal da Alemanha, concluindo-o em 1960.

De volta ao Brasil, foi secretário particular de Ildo Meneghetti durante sua segunda gestão à frente do governo do Rio Grande do Sul, entre 1963 e 1967. Ainda neste último ano, assumiu uma secretaria na Prefeitura de Arroio do Meio e foi diretor do instituto de previdência do estado, funções que exerceu até 1970. Em 1971, tornou-se delegado regional do Trabalho, cargo que ocuparia por três anos. Em 1972, fez um curso sobre administração moderna na Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro.

No pleito de novembro de 1974, elegeu-se deputado estadual no Rio Grande do Sul pela legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro do ano seguinte, foi reeleito para novo mandato em novembro de 1978.

Após o fim do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979, e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu à Arena.

Por seu novo partido, elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul no pleito de novembro de 1982, assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, depois de ter concluído o mandato estadual. Como deputado federal, foi membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Em fevereiro de 1984, declarou-se favorável aos comícios pelas eleições diretas para presidente da República, admitindo seu ingresso no grupo pró-diretas do PDS. Apesar disso, votou contra a emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara em 25 de abril de 1984, não conseguiu atingir a votação necessária para ser encaminhada à apreciação do Senado. Com a não aprovação da proposta, a sucessão de Figueiredo ficou para ser decidida pela realização de Colégio Eleitoral, solução que vinha sendo adotada desde o advento do regime militar.

Em agosto de 1984, a convenção nacional do PDS aprovou a candidatura do ex-governador de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, que derrotou, na ocasião, a pré-candidatura do ministro do Interior, o coronel Mário Andreazza. No mesmo período, a oposição reunida na Aliança Democrática — coligação do PMDB com a dissidência do PDS batizada de Frente Liberal — lançou o nome do ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves.

Após a convenção do PDS, Moesch passou a trabalhar na elaboração de uma lista dos membros do partido que seriam expulsos da agremiação caso não cumprissem a orientação oficial de apoiar a candidatura Maluf. Na ocasião, chegou a defender a demissão de todos os ocupantes de cargos de confiança que não apoiassem a candidatura situacionista. Assim, coerentemente com sua posição, votou no ex-governador paulista no Colégio Eleitoral de 15 de janeiro de 1985 que deu a vitória a Tancredo Neves, eleito presidente da República com expressiva votação sobre Maluf. Acometido por uma diverticulite, Tancredo, no entanto, não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Foi substituído na presidência por seu vice José Sarney.

Moesch deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, não mais concorrendo a cargos eletivos. Retornando à Procuradoria Geral do estado em fevereiro seguinte, aposentou-se em novembro de 1987, passando a exercer a advocacia.

Em 1990 assumiu o cargo de diretor regional do Serviço Nacional do Comércio, onde permaneceu até 1992.

Em abril de 1993, ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR) — resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC) —, tornando-se, no ano seguinte, vice-presidente e, posteriormente, presidente da agremiação. Em agosto de 1995, com a união do PPR ao Partido Progressista (PP), filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), passando a integrar sua executiva regional.

A partir de então, além de advogar, passou a se dedicar também a sua propriedade agrícola no município de Travesseiro (RS), no qual implantou um bosque ecológico.

Guido Moesch foi ainda professor.

Casou-se com Ilse Teresinha Pretto Moesch, com quem teve três filhos. Um deles, Alberto Pretto Moesch, candidatou-se a vereador em Porto Alegre pelo PPB no pleito de outubro de 1996, obtendo a primeira suplência da legenda.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Estado de S. Paulo (25/11/84); Globo (26/4/84 e 16/1/85); INF. BIOG.

 

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