MONTE, AGENOR

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Nome: MONTE, Agenor
Nome Completo: MONTE, AGENOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MONTE, AGENOR

MONTE, Agenor

*militar; rev. 1930; const. 1934; dep. fed. PI 1935-1937.

 

Agenor Monte nasceu em São Luís do Quitunde (AL) no dia 3 de julho de 1904, filho de Ormindo Monte e de Maria Marques Monte.

Estudou nos colégios Diocesano e 1º de Maio e no Ginásio do Estado, em Maceió.

Sentou praça em outubro de 1921, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, que o declarou aspirante-a-oficial em janeiro de 1930. Promovido a segundo-tenente em julho desse mesmo ano, servia no 19º Batalhão de Caçadores (19º BC), em Salvador, quando participou, comissionado no posto de major, da Revolução de 1930. Após a vitória do movimento, foi nomeado membro da Comissão de Sindicatura da Polícia Civil da Bahia.

Promovido a primeiro-tenente em agosto de 1931 e transferido em seguida para o 25º BC, sediado em Teresina, exerceu a função de prefeito da cidade no período de janeiro a fevereiro de 1932, sendo designado nesse ano pelo interventor Landri Sales (1931-1935) secretário da Fazenda do Piauí, cargo que ocuparia até 1933. Entre agosto e setembro de 1932, participou em São Paulo, juntamente com os efetivos do 25º BC, da repressão ao movimento constitucionalista deflagrado no mês de julho naquele estado. Ainda em setembro regressou ao Piauí, reassumindo a Secretaria da Fazenda, enquanto os rebeldes paulistas eram definitivamente derrotados nos primeiros dias do mês seguinte.

Participou da fundação, no Piauí, do Partido Nacional Socialista, do qual se tornou vice-presidente. Em maio de 1933 elegeu-se nessa legenda deputado por esse estado à Assembléia Nacional Constituinte, onde foi empossado em novembro do mesmo ano. Líder de sua bancada, recebeu poderes do partido para apoiar o lançamento da candidatura do chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas, à presidência da República. Com a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição de Vargas no dia seguinte como chefe da nação, teve seu mandato estendido até maio de 1935.

Voltando a se eleger deputado federal em outubro de 1934, permaneceu na Câmara e aí exerceu mais uma vez a liderança de seu partido. Promovido a capitão em maio de 1937, representou nesse mês o Partido Nacional Socialista na convenção de lançamento da candidatura de José Américo de Almeida, candidato situacionista à sucessão de Vargas no pleito marcado para março do ano seguinte. Todavia, perdeu seu mandato em 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos do país.

Alcançou o posto de major em março de 1945 e, após o fim do Estado Novo (29/10/1945), tornou-se em 1947 secretário da Comissão de Fronteiras do Conselho de Segurança Nacional, função que exerceria até 1951. Após cursar a Escola de Estado-Maior do Exército, atuou ainda nesse período como instrutor da instituição no Rio de Janeiro. Promovido a tenente-coronel em julho de 1951, em 1953 serviu como oficial-de-gabinete dos ministros da Guerra, generais Ciro do Espírito Santo Cardoso e Henrique Teixeira Lott. Em março de 1955 foi promovido a coronel. Chegou ao posto de general.

Agenor Monte cursou ainda a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e a Faculdade de Direito da Bahia e foi também membro do Conselho Nacional do Petróleo, da Sociedade Nacional de Geografia, ou Sociedade Nacional de Estatística, e da Sociedade dos Amigos de Alberto Torres.

Faleceu em Teresópolis (RJ) no dia 5 de junho de 1992.

Era casado com Elza Castelo Branco Monte, com quem teve um filho.

Publicou Carvão-de-pedra no estado do Piauí (1935), O general Osório (1938) e Quitunde (memórias, 1964).

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; Diário de Notícias, Rio (26/5/37); Diário do Congresso Nacional; FUND. GETULIO VARGAS. Cronologia da Assembléia; GODINHO, V. Constituintes; INF. Nélson Monte; MIN. GUERRA. Almanaque (1958); SILVA, H. 1935; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

 

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