MORAIS, FELICIANO MENDES DE

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Nome: MORAIS, Feliciano Mendes de
Nome Completo: MORAIS, FELICIANO MENDES DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MORAIS, Feliciano Mendes de

*militar; ch. Gab. Mil. Pres. Rep. 1906; min. STM 1919-1931.

 

Feliciano Mendes de Morais nasceu na cidade de São Paulo no dia 20 de junho de 1858, filho de Frederico José de Morais. Três de seus irmãos seguiram a carreira militar e atingiram o marechalato.

Sentou praça em 8 de janeiro de 1876, ingressando na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, então capital do Império. Promovido a alferes-aluno em dezembro de 1879, tornou-se segundo-tenente em maio de 1881, primeiro-tenente em dezembro de 1883, capitão em janeiro de 1890 e major em março de 1892. Nesse posto participou da repressão à Revolta da Armada, levante de oposição ao presidente Floriano Peixoto que teve início em setembro de 1893, sob a chefia do almirante Custódio de Melo, e envolveu a esquadra sediada na baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, já Distrito Federal. Foi ferido em janeiro de 1894 na tomada de Mocanguê, em Niterói, dois meses antes da derrota do movimento, que era então liderado pelo almirante Luís Filipe Saldanha da Gama.

Promovido a tenente-coronel em julho de 1894 e a coronel em outubro de 1903, exerceu em 1906 a chefia do Gabinete Militar da Presidência da República, durante o governo do presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves. Em julho de 1908 foi promovido a general-de-brigada e no ano seguinte viajou à Europa, integrando a Comissão de Compras do Exército. Eleito em 1914 presidente do Clube Militar, exerceu o cargo até 1916, ano em que, no mês de dezembro, foi elevado à patente de general-de-divisão. Em setembro de 1919 foi nomeado ministro do Superior — então Supremo — Tribunal Militar (STM). Reformado no posto de marechal em janeiro de 1920, permaneceu em atividade no STM, cuja presidência ocupou de dezembro de 1926 a junho de 1927. Em dezembro do ano seguinte tornou-se vice-presidente do STM, condição em que se manteve até novembro de 1931, quando foi posto em disponibilidade.

Foi também diretor de Material Bélico do Exército, diretor de Obras Públicas do estado do Paraná, membro da Comissão de Elaboração da Carta Geral do Brasil, embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário do Brasil na Argentina, provedor da Irmandade da Cruz dos Militares e presidente do Círculo dos Oficiais Reformados.

Oficial da arma de engenharia, ao longo de sua carreira militar fez ainda os cursos de infantaria e cavalaria, de estado-maior e artilharia. Formou-se também em matemática e ciências físicas.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 28 de junho de 1942.

 

 

FONTES: BIJOS, G. Clube; CORRESP. SUP. TRIB. MILITAR; Efemérides paulistas; Grande encic. Delta; LAGO, L. Conselheiros; LAGO, L. Generais; LEITE, A. História.

 

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