MOREIRA, THIERS MARTINS

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Nome: MOREIRA, Thiers Martins
Nome Completo: MOREIRA, THIERS MARTINS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOREIRA, THIERS MARTINS

MOREIRA, Thiers Martins

*mov. Integralista

 

Thiers Martins Moreira nasceu em Campos (RJ) no dia 16 de dezembro de 1904, filho de Antônio Moreira da Silva e de Teresa Martins Moreira.

Bacharel pela Faculdade Nacional de Direito, diplomou-se também em letras neolatinas pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Inscreveu-se na Ação Integralista Brasileira (AIB) quando esta foi organizada no Rio de Janeiro em 1932, fundando no ano seguinte outra sede da entidade em Niterói. Em agosto de 1933 viajou com Plínio Salgado, líder nacional integralista, apoiando uma campanha que o movimento realizou no Nordeste do país. Em maio do ano seguinte entrou em circulação o semanário integralista A Ofensiva, do qual se tornou secretário e, a partir de agosto, diretor de redação. Então oficial do Ministério da Educação, tornou-se um dos professores do curso de doutrina integralista que a AIB organizara em julho daquele ano através do seu departamento de doutrina da “província” da Guanabara.

Em outubro de 1934 candidatou-se a deputado federal na legenda da AIB, mas sem sucesso. Membro da Câmara dos 40 dessa organização em 1936, segundo seu correligionário Olbiano de Melo, autor de A marcha da revolução social no Brasil, pertencia à ala “antiimperialista” da AIB, em oposição às alas “sindicalista” e “burguesa”. Durante o Estado Novo (1937-1945), fundou em 1938 — estando já extinta a AIB — a revista Educação e Administração Escolar, que dirigiu desde então até 1941. Em 1960 tornou-se adido cultural à embaixada do Brasil em Portugal, organizando então o Instituto de Cultura Brasileira na Universidade de Lisboa. Exerceu essa função até 1962.

Trabalhou ainda como advogado e professor secundário, foi catedrático de literatura portuguesa e professor de direito administrativo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de professor de estudos brasileiros da Universidade de Lisboa. Dirigiu também o Centro de Pesquisas da Casa de Rui Barbosa e o Serviço Nacional de Teatro (SNT), ambos no Rio de Janeiro, e foi sócio do instituto de Coimbra.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 19 de maio de 1970.

Era casado com Rosa Tavares Moreira, com quem teve dois filhos.

Publicou Camões e Fernão Lopes (1944), A arte maior na poesia dramática de Gil Vicente (1945), O menino e o palacete (biografia, 1954; 2ª ed. 1968), Os seres (1963), Quincas Borba e o pessimismo crônico (1964), Machado de Assis — Quincas Borba (1967), Rui Barbosa e as letras (1967), Varnhagen e a história da literatura portuguesa e brasileira (1968) e Visão em vários tempos (1970).

 

 

FONTES: BROXSON, E. Plínio; CONSULT. MAGALHÃES, B.; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; LEVINE, R. Vargas; MELO, O. Marcha; MENESES, R. Dic.; Ofensiva; SILVA, H. 1938; Veja (5/70).

 

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