MORIMOTO, ANTONIO

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Nome: MORIMOTO, Antônio
Nome Completo: MORIMOTO, ANTONIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MORIMOTO, ANTÔNIO

MORIMOTO, Antônio

*dep. fed. SP 1975-1983; dep. fed. RO 1991-1995.

Antônio Morimoto nasceu em Promissão (SP) no dia 5 de novembro de 1934, filho de Sazahite Morimoto e de Hissaye Morimoto.

Em 1958, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), quando já ocupava, desde 1955, uma cadeira de vereador em Andradina (SP) pelo Partido Democrata-Cristão PDC.

Em outubro de 1962 elegeu-se deputado estadual em São Paulo na legenda do Partido Rural Trabalhista (PRT), assumindo sua cadeira em fevereiro de 1963. Nesta eleição, além de Morimoto, outros cinco nisseis foram eleitos em São Paulo, três para a Câmara Federal e dois para deputado estadual, o que foi apontado pela Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil como um marco da integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses.

Tendo feito o serviço militar no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), em 1964 tornou-se presidente da Associação Brasileira de Oficiais da Reserva do Exército. No mesmo ano licenciou-se da Assembléia para assumir a Secretaria do Trabalho, Indústria e Comércio do estado de São Paulo, no governo de Ademar de Barros, voltando a ocupar sua cadeira em 1965, já, portanto, após o movimento político-militar de 31 de março de 1964.

Também em 1965 ingressou no curso de especialização em economia, legislação em economia, legislação social e teoria geral do estado, na mesma faculdade pela qual se bacharelou. Ainda este ano, sua família radicou-se no território federal de Rondônia. Em 1966 interrompeu o curso na USP — com os créditos já concluídos — e tornou-se membro da junta administrativa do Instituto Brasileiro do Café (IBC). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), filiou-se no ano seguinte ao partido de apoio ao regime militar, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), sendo reeleito deputado estadual.

Em 1969, participou do ciclo de estudos da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG). De 1969 a 1970, foi simultaneamente membro do Alto Conselho Agrícola de São Paulo e presidente da Federação de Agricultura de Rondônia e além disso, cursou o pós-graduação de aperfeiçoamento de administração superior da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, na Fundação Getulio Vargas. Ainda em 1970, deixou a junta administrativa do IBC e foi reeleito no pleito de novembro. Em 1972 fez o curso da Escola Superior de Guerra (ESG) no Rio de Janeiro. Nesta legislatura foi presidente das comissões de Regimento Interno e de Finanças, vice-presidente da mesa e presidente interino da Assembléia Legislativa paulista.

Em novembro de 1974 foi eleito deputado federal por São Paulo, na legenda da Arena. Assumiu sua cadeira em fevereiro de 1975, após deixar a Assembléia paulista. Retomando o curso que iniciara na USP, concluiu-o em 1976 na Universidade de Brasília (UnB). Em 1977, fez o curso de aperfeiçoamento da ESG e participou como membro da delegação de Parlamentares Brasileiros em visita ao Japão. Na Câmara dos Deputados integrou as comissões de Finanças e de Constituição e Justiça.

Reeleito em novembro de 1978, foi representante da Câmara dos Deputados, Solenidade Comemorativa do 70º aniversário da imigração japonesa para o Brasil em São Paulo. Em 29 de novembro do ano seguinte com a extinção do bipartidarismo transferiu-se para o Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. Foi, então, presidente da comissão que investigou a situação agropecuária, membro da Comissão de Constituição e Justiça e da CPI destinada a apurar atos de corrupção praticados por órgãos da administração direta e indireta da União, além de suplente das comissões especiais do Código Civil e do Interior. Foi o relator, na Comissão de Constituição e Justiça, do projeto do governo federal que, transformou Rondônia em estado, através da Lei Complementar 41, de 22 de dezembro de 1981, efetivado em 4 de janeiro de 1982.

Em virtude de sua atuação neste projeto, foi convidado pelo governador de Rondônia, Jorge Teixeira (1979-1985), a disputar uma cadeira no Senado por este estado, na legenda do PDS. Mudou seu domicílio eleitoral de São Paulo para Rondônia em 11 de novembro de 1981, mas o governador retirou o apoio a Morimoto em decorrência da “não receptividade de seu nome em meio ao eleitorado de Rondônia”. Apesar de seus protestos junto a políticos influentes do PDS, tais como o ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, João Leitão de Abreu, e o senador José Sarney, a convenção regional do partido em Rondônia não homologou sua candidatura ao Senado nem permitiu sua participação nas eleições. Apresentou recurso ao partido, mas não obteve sucesso, decidindo não se candidatar a nenhum outro cargo eletivo neste pleito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1983, ao final da legislatura.

No ano seguinte ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Rondônia. Em 1987, tornou-se secretário municipal de Administração de Porto Velho, permanecendo neste cargo até o ano seguinte, quando assumiu a presidência das Centrais Elétricas de Rondônia, ficando nesta função até o ano seguinte. Em 1990 foi eleito vice-presidente da Confederação Nacional de Agricultura em Porto Velho. No pleito de outubro deste ano, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados por Rondônia, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), obtendo a primeira suplência. Com a cassação do deputado federal Jabes Rabelo, assumiu o mandato em 13 de novembro de 1991, participando dos trabalhos legislativos como vice-líder do PTB na Câmara e membro titular das comissões de Minas e Energia, de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior; e, como suplente, das comissões de Agricultura e Política Rural, e de Constituição e Justiça e de Redação. Ainda em 1991, foi apontado pela imprensa como uma das 25 maiores fortunas de Rondônia.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Em setembro de 1993 foi aberta sindicância pela mesa diretora da Câmara dos Deputados a fim de apurar o envolvimento de Morimoto na falsificação de assinaturas de parlamentares em um abaixo-assinado pedindo ao ministro das Comunicações, Hugo Napoleão, a nomeação de seu amigo Marcílio Novais para a diretoria de marketing e negócios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Ainda este ano, deixou o PTB e ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR). Como representante deste partido, foi membro titular da Comissão de Defesa Nacional e da CPI da pistolagem nas regiões Centro-Oeste e Norte, e suplente das comissões de Constituição e Justiça e de Redação, e de Viação e Transportes.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde; e da criação do Fundo Social de Emergência (FSE) que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas. Votou contra o fim do voto obrigatório.

No pleito de outubro de 1994, candidatou-se a uma vaga no Senado por Rondônia, na legenda do PPR, mas não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura, passando a atuar na administração de uma empresa agropecuária no município de Alto Alegre dos Parecis (RO) e de suas quatro emissoras de rádio AM neste estado — a Rádio Tropical em Porto Velho, as rádios Ji-Paraná e Morimoto, em Ji-Paraná, e a Rádio Vilhena, no município de mesmo nome.

No pleito de outubro de 1998 candidatou-se novamente a uma cadeira no Senado, desta vez na legenda do Partido da Mobilização Nacional (PMN), não obtendo êxito. Também em 2004 disputou a eleição para prefeito de Porto Velho pelo PMN, não tendo sucesso.

Foi presidente Regional do PMN.

Faleceu em 28/08/2007, aos 72 anos, vítima de infarto, em Brasília, após se submeter a um longo tratamento de saúde.

Era casado com Motoko Kondo Morimoto, com quem teve um filho, Antônio Morimoto Júnior, que se tornou Procurador da República no Estado de Roraima.

Publicou Contribuição para a reforma do Poder Legislativo (tese, 1972), além de diversos pronunciamentos, pareceres e moções.

Marcelo Costa/Daniela Barcellos (Atualização)

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1991-1995); Estado de S. Paulo (9/6 e 21/10/82, 23/9/92, 2/9/93); Folha de S. Paulo (21/10/76, 18/9/94);Folha de S.Paulo (online) 29 ago. 2007. Disponível em : <http://www1.folha.uol.com.br>; Globo (7/6 e 15/7/82, 14/8/91, 2 e 9/9/93, 10/10/98); INF. BIOG; Jornal do Brasil (5/4, 4 e 9/6 e 16/7/82); NÉRI, S. 16; NICOLAU, J. Dados; Perfil (1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998), VEJA (13/11/1991).

 

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