MORRO, NELSON

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Nome: MORRO, Nélson
Nome Completo: MORRO, NELSON

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MORRO, NÉLSON

MORRO, Nélson

*dep. fed. SC 1979-1987 e 1991-1995.

Nélson Morro nasceu em Apiúna, localidade do município de Indaial (SC), no dia 16 de março de 1942, filho de Nadar Morro e de Helena Bernardi Morro.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná em 1965, durante o curso fez política estudantil, tendo presidido o Centro Acadêmico 25 de Julho. Em 1966 entrou para a Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Foi vice-presidente e presidente do diretório municipal da Arena em Rio do Sul (SC).

Iniciou sua trajetória política elegendo-se deputado estadual em novembro de 1974. Empossado em março do ano seguinte, foi vice-líder (1975-1977) e líder (1978) do governo e da Arena na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Membro da executiva do diretório regional da Arena catarinense, ainda em 1978 foi um dos delegados de Santa Catarina ao Colégio Eleitoral que homologou o nome do general João Figueiredo como presidente da República, em substituição ao general Ernesto Geisel. Foi ainda representante do Legislativo catarinense no Congresso de Assembleias promovido pela União Parlamentar Interestadual, em Belo Horizonte, e no Simpósio da Soja, realizado em Curitiba.

Em novembro de 1978 ganhou a eleição para deputado federal, sendo empossado em fevereiro do ano seguinte. Com a extinção do bipartidarismo (29/11/1979), filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS). Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, participou dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre contaminação de alimentos (1979), da Comissão de Trabalho e Legislação Social (1979-1981), da Comissão de Tecnologia (1979-1981), da Comissão de Constituição e Justiça (1980-1982) e da Comissão de Ciência e Tecnologia (1982). Ainda em 1982, foi um dos vice-líderes do PDS na Câmara.

Nas eleições de novembro de 1982, disputou, com êxito, novo mandato de deputado federal na legenda do PDS. Iniciada nova legislatura em fevereiro de 1983, foi titular da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Constituição e Justiça. Em 25 de abril de 1984, não compareceu à sessão da Câmara dos Deputados que votou e derrotou a emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Nas eleições realizadas pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, votou no candidato do seu partido, o ex-governador paulista Paulo Maluf, que foi derrotado por Tancredo Neves, candidato da coligação oposicionista Aliança Democrática, formada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e por dissidentes do PDS abrigados na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que desde 15 de março já vinha exercendo interinamente o cargo.

No início de 1986, a exemplo do que haviam feito muitos pedessistas por ocasião das eleições presidenciais, ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL). Contudo, não chegou a disputar a reeleição em novembro daquele ano, deixando a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura.

Retornou à política em outubro de 1990, ao eleger-se deputado federal por Santa Catarina na legenda do PFL. Nessa legislatura integrou as comissões de Relações Exteriores, de Orçamento e de Constituição e Justiça. Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, foi um dos 38 parlamentares que votaram contra a abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo. Collor fora acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo então efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Nas principais votações de 1993 e 1994, votou contra o aumento do imposto de renda para pessoas físicas e contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). Manifestou-se favoravelmente ao fim do voto obrigatório, bem como à criação do Fundo Social de Emergência (FSE). Retirou-se da Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura, sem ter disputado novo mandato. Deixando a vida pública, passou a exercer a advocacia e a administrar os negócios da família.

Casou-se com Denise Morro, com quem teve um filho.

FONTES: ASSEMB. LEGISL. SC. Dicionário político; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); INF. BIOG.; Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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