Morvan Aluísio Acaiaba de Resende

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Nome: ACAIABA, Morvan
Nome Completo: Morvan Aluísio Acaiaba de Resende

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ACAIABA, Morvan

*sen. MG 1984-1985.

 Morvan Aluísio Acaiaba de Resende nasceu em Varginha (MG) no dia 12 de agosto de 1932, filho do agricultor Emílio Resende Filho e de Maria Laís Acaiaba de Resende. Seu avô, Mateus Nogueira de Acaiaba, foi o primeiro prefeito de Elói Mendes (MG) e seu tio, Domingos Ribeiro de Resende, foi deputado estadual de Minas Gerais (1924-1930).

Realizou os estudos secundários no Colégio Marista, em sua cidade natal. Pecuarista e cafeicultor, começou a vida política em 1950, quando foi secretário-geral do diretório municipal da União Democrática Nacional (UDN) em Varginha, onde trabalhou também como funcionário graduado da prefeitura. Em 1957 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No ano seguinte passou a advogar e tornou-se professor de estabelecimentos de ensino médio, da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras e da Faculdade de Direito de Varginha, da qual seria diretor em 1969.

Em 1959 assumiu a presidência do diretório municipal da UDN, cargo que exerceria até 1965. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar. No pleito de novembro de 1970 elegeu-se deputado estadual, assumindo em fevereiro de 1971 uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Participou dos trabalhos legislativos como vice-presidente da Comissão de Economia e Obras Públicas e da Comissão de Constituição e Justiça e membro efetivo da Comissão de Educação e Cultura, da Comissão de Saúde Pública e da Comissão de Saúde e Ação Social.

Reelegeu-se deputado estadual no pleito de 1974, tendo ocupado a vice-presidência da Comissão de Serviço Público e a vice-liderança do governo na Assembléia de 1975 a 1978. Em setembro desse último ano tornou-se, por via indireta, suplente do senador Murilo Badaró, deixando a Assembléia Legislativa em janeiro de 1979 com o fim de seu mandato. Com a extinção do bipartidarismo em novembro deste ano, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação partidária que substituiu a Arena no apoio ao regime militar.

Político pouco conhecido fora de sua região, o sul de Minas, foi nomeado diretor da Imprensa Oficial e secretário de Administração no governo Francelino Pereira (1979-1983). Ligado ao então vice-presidente da República Aureliano Chaves “por laços de regionalismo”, aproximou-se do senador Murilo Badaró, apoiando a candidatura de Paulo Maluf à presidência da República em 1984. Assumiu uma cadeira no Senado em agosto deste ano, em substituição ao senador “biônico” Murilo Badaró, indicado para o Ministério da Indústria e do Comércio. Reunido o Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, cuja convocação fora motivada pela insuficiência de votos na Câmara dos Deputados para que a emenda Dante de Oliveira, que estabelecia eleição direta para presidente da República, fosse submetida à apreciação do Senado, votou, em obediência às diretrizes partidárias, no candidato do PDS à presidência, Paulo Maluf. Preocupava-o a eleição de Tancredo Neves, candidato vitorioso da frente oposicionista Aliança Democrática, coligação do PMDB com a dissidência do PDS reunida na Frente Liberal, já que todas as forças de esquerda o apoiavam, o que traria o “risco do comunismo”. Contudo, acometido por grave enfermidade, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência em 15 de março, sendo substituído pelo vice-presidente José Sarney, confirmado posteriormente no cargo em 21 de abril, com a morte de Tancredo.

Em 15 de março de 1985, com a volta do titular Murilo Badaró ao Senado, Morvan Acaiaba reassumiu seu escritório de advocacia em Varginha. Candidatou-se ao Senado no pleito de novembro de 1986 na legenda do PDS, mas foi derrotado.

No pleito de outubro de 1998, foi novamente suplente de Murilo Badaró, candidato derrotado do Partido Progressista Brasileiro (PPB) mineiro a senador.

Casou-se com Santuza Maria Rabelo de Resende, com quem teve cinco filhos.

Publicou Leis sociais e leis econômicas e Reconhecimento de filhos adulterinos, adoção e legitimação adotiva.

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; Estado de S. Paulo (22/8/84); Globo (16/1/85); Jornal do Brasil (11/3/85).

 

 

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