MOTA, OSVALDO DE ARAUJO

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Nome: MOTA, Osvaldo de Araújo
Nome Completo: MOTA, OSVALDO DE ARAUJO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOTA, OSVALDO DE ARAÚJO

MOTA, Osvaldo de Araújo

*militar; comte. IV Ex. 1956-1957; ch. EMFA 1961-1963.

 

Osvaldo de Araújo Mota nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 6 de outubro de 1899, filho de Alberto Mota e de Maria de Araújo Mota.

Sentou praça em fevereiro de 1917, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, que o declarou aspirante-a-oficial em dezembro de 1919. Promovido a segundo-tenente em abril do ano seguinte e a primeiro-tenente em maio de 1921, tornou-se capitão em janeiro de 1926 e major em dezembro de 1936. Alcançou o posto de tenente-coronel em dezembro de 1941 e, em 1943, serviu no 1º Regimento de Artilharia Montada (1º RAM), sendo promovido a coronel em setembro do ano seguinte.

Em decorrência da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial em 1942, exerceu no Distrito Federal, de 1944 a 1945, a função de ajudante-geral da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), que se tornaria conhecida como Força Expedicionária Brasileira (FEB), unidade aglutinadora dos efetivos nacionais enviados ao teatro de operações de guerra na Itália. Nessa época exerceu também as funções de chefe do serviço de inspeção, inspetor-geral e agente diretor do quartel-general da 1ª DIE.

Promovido a general-de-brigada em agosto de 1952, exerceu no ano seguinte o comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Infantaria, sediada no Distrito Federal. De 1954 a 1955, chefiou o estado-maior da Zona Militar Leste, também sediada no Rio de Janeiro, e em dezembro de 1956 chegou à patente de general-de-divisão, sendo nessa mesma data designado pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) para substituir o general Newton Estillac Leal no comando do IV Exército, com sede em Recife. Exerceu a função até fevereiro de 1957, quando foi substituído pelo general Alexandre Zacarias de Assunção. Elevado ao posto de general-de-exército em julho de 1961, assumiu em outubro seguinte, por nomeação do presidente João Goulart (1961-1964), a chefia do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), até então exercida pelo general Osvaldo Cordeiro de Farias. Em dezembro de 1963 transferiu o cargo ao general Peri Constant Bevilacqua e, em junho de 1969, foi reformado na patente de marechal.

Durante a sua carreira militar, Osvaldo de Araújo Mota foi, ainda, comandante do 3º Grupamento de Artilharia de Dorso, em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso e atual capital de Mato Grosso do Sul; subchefe do estado-maior da 2ª Região Militar (2ª RM), em São Paulo; adjunto da 3ª Seção do Estado-Maior do Exército (EME), no Distrito Federal; chefe do estado-maior do 1º Grupo de Regiões Militares, também no Distrito Federal; chefe do estado-maior da Zona Militar Sul, em Porto Alegre; chefe do gabinete da Diretoria do Pessoal do Exército, no Distrito Federal; chefe do gabinete da Diretoria do Material Bélico do Exército, no Distrito Federal; comandante do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) de Porto Alegre; comandante da 7ª RM, sediada em Recife; primeiro-subchefe do EME, no Distrito Federal; diretor-geral de Ensino do Exército; membro da Comissão de Exumação e Acondicionamento dos Mortos do Cemitério de Pistóia, na Itália; comandante interino do IV Exército, em Recife, e do II Exército, em São Paulo; assessor militar do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), e chefe da delegação brasileira à Conferência de Países com Experiência em Operações de Paz promovida pela ONU em Ottawa, no Canadá.

Fez os cursos das escolas de Transmissões, de Aperfeiçoamento de Oficiais, de Comando e Estado-Maior do Exército e Superior de Guerra.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 16 (ou 17) de março de 1975.

 

 

FONTES: CORRESP. ESTADO-MAIOR DAS FORÇAS ARMADAS; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; Jornal do Brasil (18/3/75); MIN. AER. Almanaque (1963); MIN. GUERRA. Almanaque (1958).

 

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