NASSER, DAVI

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Nome: NASSER, Davi
Nome Completo: NASSER, DAVI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

NASSER, Davi

*jornalista.

 

Davi Nasser nasceu na cidade de São Paulo no dia 1º de janeiro de 1917, filho de um casal de imigrantes libaneses.

Tinha poucos meses de idade quando sua família mudou-se para Mato Grosso e depois para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde permaneceu até 1923. Transferindo-se para Caxambu (MG), fez o curso primário no Grupo Escolar Padre Correia de Almeida. De volta ao Rio aos 14 anos, aos 16 iniciou sua carreira jornalística como repórter do matutino O Jornal, da cadeia dos Diários Associados, de cujo condomínio acionário viria a participar.

De 1936 a 1944 foi repórter de O Globo, do Rio de Janeiro, ocasião em que combateu o nazismo, o integralismo e o regime do Estado Novo (1937-1945). Em 1944 voltou aos Diários Associados. Realizou reportagem, quase sempre em colaboração com o fotógrafo Jean Manzon, pelo Brasil e por outros países americanos. Escreveu por muito tempo na revista carioca O Cruzeiro. Em 1965 foi eleito presidente de honra da Escuderie Le Cocq, formada por policiais do Rio de Janeiro para homenagear um detetive morto em serviço. Em maio de 1975 desligou-se do condomínio acionário das Emissoras e Diários Associados, alegando discordar da orientação imprimida por seu presidente, o então senador João Calmon. Passou então a escrever na revista Manchete, do Rio de Janeiro.

Além de jornalista, foi historiador, panfletista, cronista, poeta e compositor.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 10 de dezembro de 1980.

Era casado com Isabel Audi Nasser.

Publicou Mergulho na aventura (reportagens, em colaboração com Jean Manzon, 1945), Falta alguém em Nuremberg: torturas da polícia de Filinto Strubing Müller (1947), Para Dutra ler na cama (1947), Só meu sangue é alemão (1949), A revolução dos covardes — diário secreto de Severo Fournier (reportagens, 1949), A vida trepidante de Carmen Miranda (1951), O velho capitão e outras histórias reais (1961), Portugal meu avozinho (1965), Jânio, a face cruel (1966) e A cruz de Jerusalém.

 

 

FONTES: CONSULT. MAGALHÃES, B.; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (11/6/75, 11 e 12/12/80); MELO, L. Dic.; MENESES, R. Dic.; Última Hora (22/5/75).

 

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