NEDSON LUIS MICHELETI

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Nome: MICHELETTI, Nedson
Nome Completo: NEDSON LUIS MICHELETI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MICHELETTI, NEDSON

MICHELETI, Nedson

*dep. fed. PR 1995-1999.

 

Nedson Luís Micheleti nasceu em Rolândia (PR) no dia 22 de novembro de 1957, filho de Nélson Micheleti e de Nadir Teresinha Micheleti.

Formou-se em filosofia no Instituto Paulo VI, em Londrina (PR), em 1981.

Começou a vida profissional como bancário, tendo iniciado sua militância na Pastoral da Juventude da Igreja Católica. Em 1982, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), do qual foi um dos fundadores no Paraná. Membro da Central Única dos Trabalhadores (CUT), presidiu a Regional Norte da entidade no Paraná, sediada em Londrina, entre 1991 e 1992. Secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Londrina, entre 1991 e 1993, foi eleito presidente da Companhia de Habitação do município, em 1993.

Em outubro de 1994, elegeu-se deputado federal, tendo como reduto eleitoral o norte do Paraná. Empossado em fevereiro do ano seguinte, integrou a Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara. Nas votações das emendas constitucionais enviadas ao Congresso pelo governo de Fernando Henrique Cardoso ao longo de 1995, acompanhou sempre as teses defendidas pelo PT, tentando obstruir a proposta de quebra do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado e manifestando-se contrário à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, à revisão do conceito de empresa nacional e ao fim do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo. Em julho de 1996, votou contra a instituição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo criado para aumentar a arrecadação do Ministério da Saúde.

Acompanhando os votos da oposição, em fevereiro de 1997, declarou-se contrário à emenda que instituiu a reeleição de prefeitos, governadores e presidente da República. Em novembro seguinte, votou também contra o destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal que pôs fim à estabilidade no serviço público sempre que a folha de pagamento de estados, municípios e União for superior a 60% da arrecadação. Manifestou-se contrário aos destaques da reforma da Previdência que propunham o estabelecimento de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e a adoção dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição para a concessão de aposentadorias no setor privado. Disputou uma vaga no Senado em outubro de 1998, mas não foi eleito. Deixou a Câmara Federal em janeiro de 1999.

No pleito de outubro de 2000, elegeu-se prefeito de Londrina com 153.400 votos (64,25% dos votos válidos), derrotando, no segundo turno, o candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Barbosa Neto. Foi um dos beneficiados do contexto de ascensão dos partidos de oposição do governo de Fernando Henrique Cardoso, no plano federal, e ao governo de Jaime Lerner, no Paraná.

No pleito de outubro de 2004, novamente no segundo turno, reelegeu-se com 137.928 votos (53,25% dos votos válidos) derrotando Antônio Belinati, então no Partido Social Liberal (PSL), e tornando-se o primeiro prefeito a permanecer por dois mandados consecutivos chefiando o poder executivo em Londrina. Foi o único prefeito petista a eleger-se nas maiores cidades do Paraná em 2004, fortalecendo a posição de seu ex-secretário da Fazenda, Paulo Bernardo, que pouco tempo depois seria nomeado ministro do Planejamento do governo Lula, em março de 2005.

Durante suas duas gestões na prefeitura, empreendeu várias ações na área social, tais como a implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o desenvolvimento dos projetos relacionados ao estímulo da Economia Solidária, Reciclagem do Lixo, Orçamento Criança, Transferência de Renda, Centros de Referência de Assistência Social e Centros Especializados de Assistência Social (CRAS e CREAS). Com relação à área tecnológica e de ensino superior, procurou consolidar Londrina como pólo tecnológico e educacional no estado, estimulando a implantação no município da Pontifícia Universidade Católica (PUC), das faculdades Uninorte (Centro Universitário do Norte) e Pitágoras, do campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), além das expansões da Unifil (Centro Universitário Filadélfia) e Unopar (Universidade Norte do Paraná).

Em seu segundo mandato, enfrentou ainda, em diversas ocasiões, greves e manifestações do funcionalismo público municipal, que culminaram com uma grande passeata, no início de 2005, quando os sindicatos e associações ligadas aos servidores municipais, especialmente das áreas de educação e saúde, reclamaram da defasagem salarial, das condições de trabalho e da falta de diálogo com a prefeitura. Essa greve resultou, em novembro de 2006, na Ação Civil Pública ajuizada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Londrina contra o prefeito. No ano seguinte, o Ministério Público também denunciou Micheleti por propaganda pessoal pela confecção e distribuição de jornais com conteúdo publicitário institucional em 2001. Em abril de 2008, a 10ª. Vara Cível de Londrina condenou-o por improbidade administrativa, suspendendo seus direitos políticos por três anos e acusando-o de ferir os princípios de impessoalidade, moralidade e legalidade públicas ao associar sua imagem e nome à publicidade de obras realizadas na cidade. Em todos os casos, Micheleti recorreu ao Tribunal de Justiça.

Deixou a prefeitura de Londrina em janeiro de 2009, quando terminou o mandato. Transmitiu o cargo ao presidente da Câmara dos Vereadores, José Roque Neto (PTB), também conhecido como Padre Roque, que assumiu interinamente o cargo devido à anulação do segundo turno do pleito realizado em outubro de 2008, devido a irregularidades detectadas na prestação de contas do candidato vencedor, Antônio Belinati, do Partido Progressista (PP). Nas eleições suplementares realizadas em março do ano seguinte, o ex-deputado federal Barbosa Neto (PDT) ganhou o pleito derrotando o Luís Carlos Hauly, do PSDB, o qual foi apoiado por Micheleti.

Após sair da prefeitura, voltou a participar das articulações políticas no interior do partido. Em novembro de 2009, lançou-se pré-candidato pelo PT ao governo do estado em virtude de sua discordância em relação ao encaminhamento das negociações visando ao apoio da legenda ao senador Osmar Dias (PDT) na sucessão estadual.

Casou-se com Regina Fonseca Micheleti, com quem teve um casal de filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2, 29/9, 10/10 e 6/11/98); Jornal de Londrina (28/12/2008); Folha Online; http://www2.camara.gov.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.tse.gov.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em: 12/11/2009); http://www.folha.uol.com.br/ (último acesso em: 12/11/2009); http://www.bonde.com.br/folhadelondrina/ (último acesso em: 14/11/2009).

 

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