NEI ORTIZ BORGES

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BORGES, Ortiz
Nome Completo: NEI ORTIZ BORGES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BORGES, Ortiz

BORGES, Ortiz

      *dep. fed. RS 1963-1964.

 

Nei Ortiz Borges nasceu em Soledade (RS) no dia 25 de junho de 1924, filho de Sebas­tião Joaquim Borges e de Juvelina Ortiz Bor­ges.

Advogado, elegeu-se vereador em Porto Alegre no pleito de outubro de 1954 na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumindo sua cadeira no início do ano seguinte. Em outubro de 1958, conquistou um assento na As­sembléia Legislativa gaúcha pela legenda do Par­tido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo empossado em fevereiro seguinte, após ter renunciado ao mandato de vereador. Durante a legislatura estadual, foi primeiro vice-líder da bancada petebista.

Eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul em outubro de 1962, ainda na legenda do PTB, assumiu sua cadeira na Câmara Federal em fevereiro do ano seguinte, após ter concluído o mandato estadual. Tornando-se vice-lí­der do PTB em abril de 1963, também ocupou a liderança do governo João Goulart (1961-1964).

Com a vitória do movimento político-mili­tar de 31 de março de 1964 que depôs Goulart, Borges teve seu mandato cas­sado e seus direitos políticos suspensos por dez anos em abril seguinte, com base no Ato Institucional nº.1 (9/4/1964). Após sua cassação, refugiou-se na embaixada da Iugoslávia em Brasília. Com a ajuda do embaixador daquele país, fugiu para Uberlândia (MG), onde viveu na clandestinidade com o nome falso de Neri de Oliveira Freitas. Residiu também em Santos (SP) e Vassouras (RJ), transferindo-se posteriormente para o Rio de Janeiro, onde foi preso, em 1965. Detido no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS)  por dois ou três dias, retornou em seguida para Porto Alegre. Na capital gaúcha, trabalhou como jornalista para a Revista do Sul e passou a advogar como autônomo, trabalhando em sua própria residência.

Com o início da abertura política e o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), tornando-se membro do Diretório Nacional da nova agremiação. Na legenda do PDT, candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul no pleito de novembro de 1982, mas não conseguiu se eleger. Entre 1983 e 1985, atuou como procurador-geral da Assembléia Legislativa gaúcha e, em outubro de 1994, voltou a disputar uma indicação à Câmara Federal pelo PDT. Conquistando mais uma vez apenas uma suplência, continuou no exercício da advocacia em Porto Alegre.

Tornou-se membro da Ordem dos Advogados do Bra­sil,

Ortiz Borges foi casado com Soloi Ortiz Bor­ges, com quem teve duas filhas. Divorciado, casou-se pela segunda vez com Teresinha Ribeiro Ortiz Borges, com quem teve mais um filho.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Anais; CÂM.  DEP. De­putados; CÂM.  DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Deputados federais. In­ventário; CÂM. DEP.  Relação nominal dos senhores; COUTINHO, A. Brasil; TCE. RJ. Revista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro; Jornal do Brasil (7/4/74); TRIB. SUP. ELEITDados (6).

 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados