NELSON DE CARVALHO SEIXAS

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Nome: SEIXAS, Nelson
Nome Completo: NELSON DE CARVALHO SEIXAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SEIXAS, NÉLSON

SEIXAS, Nélson

*const. 1987-1988; dep. fed. SP 1987-1991, 1995.

Nélson de Carvalho Seixas nasceu em São José do Rio Preto (SP) no dia 16 de dezembro de 1928, filho de Lino José de Seixas e de Beatriz de Carvalho Seixas.

Realizou os estudos universitários na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concluindo-os em 1952. No ano seguinte, fez residência médica no Hospital das Clínicas, também na capital paulista. De volta a São José do Rio Preto, foi professor do Instituto de Educação entre 1955 e 1959 e tornou-se, ainda em 1955, chefe de clínica da Santa Casa da cidade, função que desempenharia até 1967. No ano de 1958, ingressou no Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC) — que mais tarde viria a integrar o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) — no qual permaneceria até 1986.

Em 1964, foi dos fundadores e primeiro presidente da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São José do Rio Preto, cargo que ocuparia até 1973 e que voltaria a exercer entre 1980 e 1986. Diretor da Federação Nacional das APAEs (Fenapaes) entre 1967 e 1969, presidiria a entidade entre 1987 e 1991.

No pleito de novembro de 1972, elegeu-se vereador em sua cidade natal na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro seguinte, assumiu a presidência da Câmara Municipal de São José do Rio Preto, função que exerceu até o ano de 1974. Concluiu o mandato de vereador em janeiro de 1977, ao final da legislatura.

Afastado por alguns anos das atividades políticas, foi presidente do Banco do Desenvolvimento de São Paulo entre 1979 e 1980. Posteriormente, assumiu a Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto, permanecendo nesse cargo de 1983 a 1985.

Em novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte por São Paulo, na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Tomou posse em fevereiro do ano seguinte, quando se iniciaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, integrando, como membro titular, a Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas, Pessoas Deficientes e Minorias, da Comissão da Ordem Social e, como suplente, a Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da mesma comissão.

Nas votações mais importantes, pronunciou-se contra a pena de morte, a legalização do aborto e o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e foi favorável à limitação do direito de propriedade privada, à estabilidade no emprego, à jornada semanal de 40 horas, à manutenção da unicidade sindical, ao direito de voto aos 16 anos, à estatização do sistema financeiro, à limitação dos juros reais em 12% ao ano e à desapropriação da propriedade produtiva. Na discussão sobre sistema de governo, Nélson Seixas pronunciou-se pelo presidencialismo. Em 1988 filiou-se ao recém-criado Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), formado por dissidentes do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Após a promulgação da nova Carta Constitucional (5 de outubro de 1988), voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados.

Candidatou-se à reeleição em outubro de 1990, obtendo apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro seguinte, ao término da legislatura. Ainda em 1991, tornou-se conselheiro da Fundação Faculdade de Medicina da USP, função que desempenharia até 1994. Entre 1992 e 1993, foi assessor e depois gerente do Fundo de Assistência dos Servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Em 1994, tornou-se coordenador-geral do Conselho Nacional de Saúde. Com a nomeação de Fábio Feldman para a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo no governo Mário Covas (1995-2001), exerceu o mandato parlamentar entre 4 e 31 de janeiro de 1995, quando deixou a Câmara.

De 2000 a 2005 foi presidente da Associação de Moradores do Jardim Seixas. No biênio 2007-2009 foi vice-presidente do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de São José do Rio Preto (IHGG), em São Paulo.

Em 2009 integrava o conselho consultivo da Fenapaes.

Casou-se com Darci de Morais Seixas, com quem teve quatro filhos.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, suplemento); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Portal da Apae Brasil (jan./fev./mar.2008); Portal do IHGG.

 

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