NELSON LUIS THIBAU

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Nome: THIBAU, Nélson
Nome Completo: NELSON LUIS THIBAU

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
THIBAU, NÉLSON

THIBAU, Nélson

*dep. fed. MG 1975-1979.

Nélson Luís Thibau nasceu em Belo Horizonte no dia 27 de novembro de 1922, filho do comerciante Eugênio Thibau e de Maria Martins Thibau.

Realizou os estudos secundários no Colégio Arnaldo, na capital mineira, e bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1950. Em 1945, durante o curso universitário, foi fundador e presidente do Diretório Central dos Estudantes daquela instituição.

Advogado, radialista e administrador, iniciou sua carreira política candidatando-se, em outubro de 1958 a prefeito de Belo Horizonte na legenda do Partido Social Trabalhista (PST), mas não foi bem sucedido. O eleito foi Celso Melo Azevedo, da União Democrática Nacional (UDN). Dois anos depois, foi candidato a vice-governador de Minas Gerais na chapa encabeçada por José de Magalhães Pinto, apoiada pela UDN, pelo Partido Republicano Trabalhista (PRT) e pelo Partido Libertador (PL). Magalhães Pinto foi eleito governador, mas Thibau não logrou eleger-se vice-governador, tendo sido derrotado por Clóvis Salgado, lançado pelo Partido Republicano (PR) e pelo PST.

Em outubro de 1962, depois de ter rompido politicamente com Magalhães Pinto, candidatou-se à prefeitura de Belo Horizonte pelo PRT, mas foi novamente derrotado, desta vez por Jorge Carone, candidato do PR. Durante a sua campanha, prometeu a instalação de um navio na lagoa da Pampulha. No pleito de novembro de 1966 candidatou-se à Assembléia Legislativa de Minas Gerais, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964, obtendo a segunda suplência. Assumiu uma cadeira de deputado estadual no período de junho a novembro de 1969. Voltando a se candidatar à Assembléia Legislativa no pleito de novembro de 1970, obteve novamente uma suplência, não chegando a exercer o mandato. Dois anos depois, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na legenda emedebista, e desta vez conseguiu eleger-se. Contudo, não chegou a assumir, por ter sido indicado secretário municipal de Administração Pública da capital mineira. Exerceu o cargo nos anos de 1973 e 1974.

Eleito à Câmara dos Deputados por Minas Gerais na legenda do MDB em novembro de 1974, assumiu sua cadeira em fevereiro do ano seguinte. Segundo o Jornal do Brasil de 17 de setembro de 1975, ao transferir-se para Brasília, Nélson Thibau pediu à diretoria-geral da Câmara que fosse instalada em seu gabinete uma linha telefônica de comunicação direta com a presidência da República, não tendo sido atendido. Considerado pela imprensa como a figura mais pitoresca da política mineira, teria marcado sua campanha eleitoral pelo apelo às crianças, comprometendo-se a empreender a construção da Tibaulândia, nos moldes da Disneylândia, uma vez eleito. Argumentando ter sido o candidato mais votado da oposição em Belo Horizonte, propôs ao governador Antônio Aureliano Chaves (1975-1978) sua própria indicação para a prefeitura da capital mineira. Ainda segundo a mesma edição do Jornal do Brasil, propôs também ao governador destinar toda a verba de órgãos assistenciais para a construção de um pronto-socorro ambulante em Belo Horizonte.

De acordo com declarações prestadas ao Jornal do Brasil de 12 de fevereiro de 1977, esperava ter sido eleito líder da bancada do MDB na Câmara dos Deputados em lugar do deputado Alencar Furtado. Considerava sua indicação uma solução intermediária entre o que chamou de continuísmo do deputado Laerte Vieira, até então líder do partido, e do radicalismo de Alencar Furtado, afinal escolhido, mas cassado em junho de 1977.

Tentou se reeleger no pleito de novembro de 1978, mas obteve apenas uma suplência, deixando a Câmara ao final da legislatura, em janeiro do ano seguinte. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), posteriormente incorporado pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no qual ingressou. Pelo PMDB, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo estado de Minas Gerais no pleito de novembro de 1982, obtendo novamente apenas uma suplência.

Secretário-adjunto da Secretaria de Administração de Minas Gerais em 1984, durante o governo de Tancredo Neves (1983-1984), em 1986 Thibau tornou-se assessor político do governador Hélio Garcia (1984-1987), ocupando esse cargo até a posse de Newton Cardoso no governo mineiro, em março de 1987.

No pleito de 1998 candidatou-se a deputado estadual, não foi eleito. Abandonando a vida pública, passou a dedicar-se a seu escritório de produções e promoções, atividade que desempenhava em janeiro de 2000.

Nélson Thibau casou-se com Esmeralda Bittencourt, com quem teve uma filha. Teve um outro filho do seu primeiro matrimônio.

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (18/11/74, 7/4 e 17/9/75 e 12/2/77); NÉRI, S. 16; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8 e 9); TSE (Eleições 1998).

 

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