Neuto Fausto de Conto

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Nome: CONTO, Neuto de
Nome Completo: Neuto Fausto de Conto

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CONTO, Neuto de

*dep. fed. SC 1987, 1989-1990, 1991-1995 e 1996-1999; sen. SC 2006-2011


 

Neuto Fausto de Conto nasceu em Encantado (RS) no dia 8 de setembro de 1938, filho de Pio Luís Conto e de Rosina Francisca Pretto de Conto.

Em 1961, formou-se em contabilidade pela Escola Técnica de Comércio em Caxias do Sul (RS) e estabeleceu-se na cidade catarinense de São Miguel do Oeste. Aí fundou a Distribuidora de Veículos Granzotto e, no ano seguinte, o Escritório Contábil São Miguel, à frente dos quais permaneceu, respectivamente, até 1994 e 1968.

Também em 1962, iniciou suas atividades político-partidárias ingressando no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), agremiação da qual foi fundador em São Miguel do Oeste. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2), de 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se em 1966 ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Membro fundador do MDB em São Miguel do Oeste, assumiu no mesmo ano a presidência do diretório municipal do partido, que exerceu até 1978. Empresário bem-sucedido, também em 1966 criou mais duas empresas: a Transportadora Oeste e a Distribuidora de Veículos Santa Fé, esta última sediada em Capanema (PR), à frente das quais permaneceu até 1987.

Iniciou sua carreira parlamentar em novembro de 1972, elegendo-se vereador em São Miguel do Oeste na legenda do MDB. Empossado em fevereiro de 1973, nesse ano e no ano seguinte foi vice-presidente da Câmara Municipal e presidente das comissões de Justiça e de Finanças. Reelegeu-se em novembro de 1976, iniciando o mandato em fevereiro de 1977. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se em 1980 ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que sucedeu ao MDB.

Elegeu-se deputado estadual em novembro de 1982 e tomou posse em fevereiro do ano seguinte. Nessa legislatura foi membro da Comissão de Finanças, Agricultura e Defesa do Consumidor, presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento e membro titular da comissão que, em 1985, avaliou a situação dos trabalhadores rurais sem-terra em Santa Catarina. Em 1986 tornou-se membro do diretório nacional do PMDB e, a seguir, presidente do diretório regional do partido em Santa Catarina.

Em novembro de 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte na legenda do PMDB e obteve uma suplência. Ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados em 23 de outubro de 1987, na vaga aberta pela saída de Luís Henrique Lima, nomeado ministro da Ciência e Tecnologia no governo José Sarney (1985-1990). Exerceu o mandato até 25 de novembro, quando assumiu, a convite do governador Pedro Ivo Campos (1987-1992), a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Irrigação de Santa Catarina. Em março de 1989 deixou a Secretaria de Agricultura, na qual foi substituído pelo deputado Ivo Vanderlinde, e retornou à Câmara dos Deputados, onde permaneceu até janeiro de 1990. Nesse período, foi membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente das comissões de Minas e Energia e de Orçamento.

Eleito deputado federal em outubro de 1990, assumiu o mandato em fevereiro seguinte. Voltou a integrar a Comissão de Agricultura e Política Rural e participou da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que apurou denúncias contra o presidente Fernando Collor de Melo. Em setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment contra Collor, acusado de manter ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal. O vice-presidente Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro, foi então efetivado na presidência.

Participou, ainda, da comissão mista do Congresso Nacional que estudou os planos, orçamentos públicos e fiscalização. Em 1993 foi empossado na presidência da seção catarinense da Fundação Pedroso Horta, entidade de estudos do PMDB, e assumiu a liderança do governo na Câmara. Em 1994 foi membro e depois vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, e relator da comissão mista do Congresso que analisou a Medida Provisória nº 457, que criou a Unidade Real de Valor (URV), base para a implementação do Plano Real. Entre as principais matérias em pauta na Câmara durante o governo de Itamar Franco (1992-1994), manifestou-se a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e do Fundo Social de Emergência (FSE), e contra o fim do voto obrigatório.

Em outubro de 1994, reelegeu-se deputado federal, tomando posse em fevereiro de 1995. Em seguida, porém, licenciou-se da Câmara dos Deputados para assumir a Secretaria de Estado de Fazenda no governo de Paulo Afonso Vieira (1995-1999), sendo substituído por Valdir Colatto. Permaneceu na pasta da Fazenda de fevereiro de 1995 a fevereiro de 1996, quando foi nomeado chefe da Casa Civil do Estado de Santa Catarina. Deixou a Casa Civil no final do ano, reassumindo seu mandato de deputado federal em dezembro de 1996. Em 1997, votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro, pronunciou-se a favor da quebra da estabilidade do servidor público e contra o estabelecimento do limite mínimo de idade para aposentadoria. Durante esse ano foi membro titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente da Comissão de Relações Exteriores. Ainda em 1997, integrou a Comissão Mista de Planos e Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Nas eleições de outubro de 1998, mais uma vez lançou-se candidato à Câmara dos Deputados na legenda do PMDB catarinense, mas não foi eleito. Em novembro, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens da reforma da Previdência. Ainda em 1998, participou como membro titular da Comissão de Relações Exteriores e como suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, além de permanecer na Comissão de Orçamento do Congresso. Encerrou seu mandato em janeiro de 1999.

No pleito de outubro de 2002, participou como primeiro suplente da campanha de Leonel Pavan para senador por Santa Catarina na legenda do PMDB, afinal vitoriosa. De 2003 a 2004 foi consultor do Banco Mundial para o projeto Microbacias. Em dezembro de 2006 assumiu o mandato de senador após a renúncia do titular, sendo efetivado no dia 3 de janeiro de 2007. Em 2008, participou das discussões sobre as mudanças na lei do petróleo e defendeu o direito do estado de Santa Catarina na divisão dos royalties da Petrobras. No ano seguinte, foi eleito líder da maioria e presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo.

Nas eleições de 2010, chegou a lançar candidatura como primeiro suplente de Senador na chapa encabeçada por Paulo Bauer (PSDB), porém, renunciou a candidatura antes das eleições. Em Agosto de 2010, assumiu a Secretaria de Articulação Nacional de Santa Catarina, na qual permaneceu por dois meses. Retornou ao Senado e encerrou seu mandato em Janeiro de 2011.

Passou a trabalhar como diretor de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), do qual, posteriormente, assumiu a vice-presidência.

Casou-se com Neide Lucca de Conto, com quem teve três filhas.

 

 


FONTES: Portal do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Disponível em <http://www.brde.com.br>. Acesso em 14/11/2013; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br>; Acesso em 14/11/2013; Portal do jornal Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em 14/11/2013; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <www.globo.com>. Acesso em 26/10/2009; Portal da revista Isto É. Disponível em: <http://www.istoe.com.br>. Acesso em 14/11/2013; Portal da Secretaria Executiva de Articulação Nacional. Disponível em: <http://www.san.sc.gov.br>. Acesso em 14/11/2013; Portal do Senado Federal. Disponível em: <http://www.senado.gov.br>. Acesso em 14/11/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 14/11/2013.

 

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