NEVES, CRISTIANO STOCKLER DAS

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Nome: NEVES, Cristiano Stockler das
Nome Completo: NEVES, CRISTIANO STOCKLER DAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NEVES, CRISTIANO STOCKLER DAS

NEVES, Cristiano Stockler das

*pref. São Paulo 1947.

 

Cristiano Stockler das Neves nasceu em Casa Branca (SP) no dia 11 de fevereiro de 1889, filho de Samuel Stockler das Neves e de Elisa Stockler das Neves.

Fez os primeiros estudos nas escolas-modelo Maria José e Prudente de Morais, em São Paulo, realizando o curso secundário no Ginásio São Bento e no Externato Macedo Soares, também na capital paulista. Formou-se em arquitetura pela Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, nos EUA, em 1911.

Fundador, diretor e professor da Faculdade de Arquitetura Mackenzie, na cidade de São Paulo, desde 1917, obteve o prêmio de honra da III Exposição Pan-Americana de Arquitetura, realizada em Buenos Aires em 1927. Autor do projeto e responsável pelos trabalhos de construção da estação de São Paulo da Estrada de Ferro Sorocabana durante o governo Júlio Prestes (1926-1930), teve seu projeto agraciado com a medalha de ouro durante a IV Exposição Pan-Americana de Arquitetura, que se realizou no Rio de Janeiro em 1930 e da qual foi vice-presidente. Nesse período, foi diretor do Serviço de Engenharia da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), além de chefe do Serviço de Obras do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Sesi) e do Departamento de Arquitetura da Diretoria de Engenharia do Exército. Foi ainda membro do Congresso Brasileiro de Arquitetos em Montevidéu, elegendo-se delegado ao Congresso Internacional de Arquitetos, reunido em Paris.

Após a Revolução de 1930, candidatou-se, em maio de 1933, à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de São Paulo. Obtendo apenas a primeira suplência, não chegou a exercer o mandato. Durante o Estado Novo, na gestão do general Eurico Dutra no Ministério da Guerra (1937-1945), projetou e dirigiu a construção do palácio da Guerra, sede daquele ministério no Rio de Janeiro, tendo sido ainda o responsável pela construção do edifício Sampaio Moreira, o primeiro arranha-céu de São Paulo e do Brasil. Por nomeação do governo da Argentina, prestou assessoria ao embaixador desse país no Rio de Janeiro para o concurso de projetos destinados à construção da nova embaixada. Foi cônsul da República do Panamá em São Paulo.

Com a desagregação do Estado Novo em 1945, participou da fundação do Partido Social Progressista (PSP), organizado em São Paulo sob a liderança de Ademar de Barros. Em janeiro de 1947 concorreu nessa legenda à suplência do senador Euclides Vieira, sendo derrotado por Caio Simões. Em março do mesmo ano foi nomeado pelo então governador Ademar de Barros (1947-1951) prefeito municipal de São Paulo. Na prefeitura, criou a Comissão Orientadora do Plano da Cidade — mais tarde, Plano Diretor —, o Departamento de Arquitetura e a Comissão de Estética. Demitido em agosto de 1947, foi substituído por Paulo Lauro.

Sócio-honorário da Sociedade Central de Arquitetos de Buenos Aires e correspondente da Sociedade de Arquitetos do Uruguai, foi membro da Associação dos Arquitetos do Chile, do Instituto Central dos Arquitetos do Rio de Janeiro, do Instituto Paulista de Arquitetos, do Centro Acadêmico Horácio Lane, da Associação Paulista de Belas-Artes e do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.

Colaborou na Revista de Engenharia Mackenzie, em Arquitetura e Construções e nos jornais Diário da Noite, Jornal do Comércio, O Jornal, Diário de São Paulo e Diário Popular, estes dois últimos de São Paulo.

Casou-se com Rita Guimarães das Neves, com quem teve três filhos.

Ensaísta, conferencista e crítico de arte, publicou Apostilas de história da arte (1912).

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; DEP. PESQ. ESTADO SP; Encic. Mirador; Jornal da Tarde (27/11 75); MELO, L. Dic.; Personalidades; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (7).

 

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