NEVES, LEO

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Nome: NEVES, Léo
Nome Completo: NEVES, LEO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NEVES, LÉO

NEVES, Léo

*dep. fed. PR 1967-1969, 1983-1987; sen. PR 1995.

 

Léo de Almeida Neves nasceu em Ponta Grossa (PR) no dia 22 de março de 1932, filho de Francisco Fay Neves e de Noêmia de Almeida Neves.

Fez os primeiros estudos na cidade natal e o curso colegial no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba.

De 1951 a 1952, foi oficial-de-gabinete da Secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social. Bacharel pela Faculdade de Ciências Econômicas, em 1953, e pela Faculdade de Direito, em 1954, participou ativamente do movimento estudantil, tendo sido vice-presidente do Centro Acadêmico Hugo Simas, da Faculdade de Direito.

Iniciou a carreira política filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em outubro de 1958, candidatou-se a deputado estadual pela legenda do PTB e obteve uma suplência, ocupando uma cadeira na Assembleia Legislativa de 1959 a 1961. Nesse último ano, assumiu a diretoria da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil. Em 1962, integrou a delegação brasileira ao Congresso de Bancos de Crédito Agrícola da América Latina e participou, como observador do Banco do Brasil, da Conferência de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ambos realizados em Buenos Aires. Membro do conselho deliberativo do Grupo Executivo de Racionalização da Cafeicultura e do conselho administrativo do Grupo Executivo de Crédito Rural, e, a partir de 1963, do conselho deliberativo da Superintendência Nacional de Abastecimento (Sunab), além conselho deliberativo do ex-Grupo Executiva de Crédito Rural, voltou a participar, sempre na condição de observador do Banco do Brasil, da conferência dos governadores do BID, dessa vez realizada em Caracas, na Venezuela.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição ao regime militar. Candidato a deputado federal no pleito de novembro de 1966, foi o deputado mais votado da legenda no Paraná. Assumindo a cadeira em fevereiro de 1967, integrou a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e, como suplente, das comissões mistas do café e de relações exteriores. Presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Companhia Nacional de Álcalis, exerceu a vice-presidência da CPI que investigou a transferência de empresas nacionais para grupos estrangeiros, sendo também membro da CPI sobre o fechamento da Fábrica Nacional de Motores e da CPI da Energia Nuclear, apresentando, na última, a tese que sugeria o aprofundamento do país na exploração nuclear. Ainda nesta legislatura, propôs o restabelecimento da então extinta União Nacional dos Estudantes (UNE), o qual foi rechaçado pelo Ministério da Educação e Cultura sob a alegação de impedir novas agitações estudantis e protestos violentos ao sistema em vigência. Foi autor de mais de cem atos de requerimento solicitando informações sobre atos do Poder Executivo.

Principal articulador, no Paraná, da Frente Ampla — movimento político liderado por Carlos Lacerda, ex-governador da Guanabara, com apoio dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, e declarado fora da lei em abril de 1968 —, Léo Neves foi atingido pelo Ato Institucional nº 5, de dezembro de 1968, e teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos.

Com a extinção do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979, e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, concorrendo por esta legenda a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo estado do Paraná, no pleito de novembro de 1982, obtendo uma suplência. Neste último ano, tornou-se ainda membro do diretório nacional do PMDB.

Presidente do Banco do Estado do Paraná, em 1983, no governo José Richa (1983-1986), exerceu os cargos de superintendente do Instituto Nacional da Previdência Social (INPS), em 1987, e de diretor de Produção do Instituto Brasileiro do Café (IBC), de outubro de 1988 a março de 1990. Foi ainda procurador federal, atuando no Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS). Em outubro de 1990, elegeu-se segundo suplente do senador José Eduardo de Andrade Vieira, lançado pela coligação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do Partido Democrático Social (PDS) e de outras duas agremiações menores. Exerceu o mandato de maio a dezembro de 1995. No pleito de outubro de 1994, elegeu-se suplente do senador Roberto Requião, do PMDB.

Léo Neves trabalhou como jornalista no Diário do Paraná, no Jornal dos Trabalhadores e no Trabalhismo em Marcha, tendo sido secretário do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná. Anos mais tarde, escreveu para jornais do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Foi ainda assessor da presidência da Companhia Cacique de Café Solúvel.

Em 1997, foi um dos líderes do movimento “Reage Brasil”, contrário à privatização da Companhia Vale do Rio Doce, tendo participado ativamente, em 2001, da campanha contra a privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel), durante o segundo mandato de Jaime Lerner no governo do Paraná. Nos anos seguintes, estabeleceu-se em São Paulo atuando como empresário no setor do agronegócio. Nessa época, tornou-se ainda membro do conselho deliberativo do Centro das Indústrias do estado do Paraná e do conselho superior da Associação Comercial do Paraná.

No ano de 2006, foi empossado como imortal na Academia Paranaense de letras, ocupando a cadeira 26 no lugar do escritor Wilson Bóia. Nesse período, continuou militando no PMDB paranaense e a publicar regulamente na imprensa paranaense e nacional artigos abordando diversos temas da conjuntura política e econômica, sempre defendendo a necessidade de uma política econômica nacionalista para o país. Dentre outros trabalhos, publicou: Destino do Brasil: potência mundial, a era Vargas continua (1995) e Vivência dos Fatos Históricos (2002).

Casado com Maria Edite Wolf Neves, teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (9/3/99); NICOLAS, M. Cem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4 e 8); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em: 12/12/2009); http://www.folha.uol.com.br/ (último acesso em: 12/12/2009); http://www.bonde.com.br/folhadelondrina/ (último acesso em: 14/12/2009); http://www.agenciadenoticias.pr.gov.br/ (último acesso em: 12/12/2009); http://www.senado.gov.br/sf/ (último acesso em: 12/12/2009).

 

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