NEWTON DE BARROS BELO

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Nome: BELO, Newton
Nome Completo: NEWTON DE BARROS BELO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BELO, NEWTON

BELO, Newton

*dep. fed. MA 1955-1957 e 1958-1960; gov. MA 1961-1966.

 

Newton de Barros Belo nasceu em São Bento (MA) no dia 12 de julho de 1907.

Fez o curso primário em sua cidade natal e o secundário em São Luís, onde se bacharelou pela Faculdade de Direito.

Iniciou suas atividades profissionais como promotor público nas comarcas de Gururupuru, Codó e Rosário, no interior do Maranhão, e em São Luís. Sua primeira experiência política ocorreu em julho de 1935, quando ocupou o cargo de diretor da Imprensa Oficial, no governo de Aquiles de Faria Lisboa (1935-1936). Eleito indiretamente pela Assembléia Legislativa através de acordo firmado entre os deputados do Partido Republicano do Maranhão e da União Republicana Maranhense (URM), Aquiles assumiu o compromisso de indicar para a prefeitura de São Luís um nome apoiado pelas duas agremiações. Como o acordo não foi cumprido pelo governador, os deputados passaram a hostilizá-lo e, em represália, Aquiles proibiu a publicação dos anais da Assembléia na Imprensa Oficial. Para solucionar o impasse, o governo federal decretou a intervenção no estado em julho de 1936, substituindo Aquiles pelo interventor Roberto Carneiro de Mendonça.

Em 1946, o deputado federal Vitorino Freire, a quem Newton Belo era ligado, aproximou-se do presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), eleito logo após o fim do Estado Novo (1937-1945), na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Vitorino tentou apoderar-se do controle do PSD maranhense, então presidido pelo senador Clodomir Cardoso, mas encontrou oposição entre as lideranças estaduais pessedistas. Diante disso, Vitorino lançou a candidatura de Sebastião Archer da Silva ao governo do estado, na legenda do Partido Proletário do Brasil. Realizado o pleito em 19 de janeiro de 1947, Archer foi eleito. Impossibilitado de regressar ao PSD, que no plano estadual firmara aliança como todos os demais partidos, formando as Oposições Coligadas do Maranhão, Vitorino fundou o Partido Social Trabalhista (PST), ao qual Newton Belo se filiou e em cuja legenda elegeu-se vereador por São Luís no pleito de 25 de dezembro de 1947.

No pleito de 3 de outubro de 1950, Newton Belo, ainda pertencendo ao grupo de Vitorino Freire, elegeu-se simultaneamente suplente do senador Antônio Bayma, com 66.722 votos, e deputado estadual, com 2.499 votos. Com a morte do senador Clodomir Cardoso em agosto de 1953, as Oposições Coligadas não puderam mais resistir às investidas de Vitorino, que reconquistou a legenda pessedista e passou a apoiar a candidatura de Juscelino Kubitschek à presidência da República. Para fortalecer-se no âmbito nacional, Vitorino ofereceu uma cadeira no Senado ao jornalista Assis Chateaubriand, que havia sido derrotado nas eleições de outubro de 1954 na Paraíba. A proposta de Vitorino era que o senador Antônio Bayma renunciasse, permitindo a eleição de Chateaubriand, já que Newton Belo, suplente do senador, havia sido eleito deputado federal pelo Maranhão, na legenda do PSD, com 16.658 votos, também no pleito de outubro de 1954. Aceita a proposta de Vitorino, Chateaubriand foi eleito senador no início de 1955, tomando posse em julho desse ano.

Em 3 de outubro de 1955, José de Matos Carvalho elegeu-se governador do Maranhão, na legenda do PSD, derrotando o brigadeiro Hugo da Cunha Machado, candidato da legenda da Coligação Oposicionista. O pleito, no entanto, foi contestado, e Matos Carvalho só tomou posse em julho de 1957, ocasião em que nomeou Newton Belo para a Secretaria de Interior e Justiça. Belo manteve-se no cargo até junho de 1958, quando desincompatibilizou-se para candidatar-se novamente a deputado federal, sendo reeleito em outubro desse ano.

Em 1960, Newton Belo elegeu-se governador do Maranhão, derrotando Clodomir Millet, e, deixando a Câmara dos Deputados, assumiu o cargo em janeiro de 1961. Nas eleições seguintes para o governo estadual, realizadas em 3 de outubro de 1965, apoiou inicialmente o candidato do PSD, Renato Archer, que era apoiado por Vitorino Freire e concorria com Antônio Eusébio da Costa Rodrigues, da legenda do Partido Democrata Cristão (PDC), e com José Sarney, da legenda da União Democrática Nacional (UDN), ostensivamente apoiado pelo governo do presidente Humberto Castelo Branco (1964-1967). Devido a pressões do governo federal, Newton Belo passou a apoiar Costa Rodrigues, a fim de enfraquecer a candidatura de Renato Archer e favorecer a vitória de Sarney que, afinal, foi eleito.

Newton Belo transmitiu o governo a Sarney em 31 de janeiro de 1966 e, em 19 de julho desse mesmo ano, teve seus direitos políticos cassados por dez anos com base no Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), sendo ainda aposentado como consultor jurídico do estado do Maranhão. Posteriormente, foi acusado pelo governador José Sarney (1966-1970) de ter desviado verbas da administração estadual.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de abril de 1976.

Era casado com Aldenora Brandão, com quem teve cinco filhos.

 

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; BENEVIDES, M. Governo Kubitschek; CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (20/7/66, 11/4/76); MEIRELES, M. História; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1).

 

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