NILO CANEPPA SILVA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CANEPPA, Nilo
Nome Completo: NILO CANEPPA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CANEPPA, NILO

CANEPPA, Nilo

*militar; dir.-ger. DPF 1971-1973.

 

Nilo Caneppa Silva nasceu no Rio Grande do Sul no dia 2 de novembro de 1916.

Sentou praça no Exército em março de 1934, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de onde saiu aspirante da arma de cavalaria em janeiro de 1937. Promovido a segundo-tenente em novembro seguinte, atingiu o posto de primeiro-tenente em setembro de 1939, de capitão em dezembro de 1944, de major em abril de 1952, de tenente-coronel em agosto de 1958, de coronel em 25 de abril de 1964 e de general-de-brigada em março de 1971.

Ainda nesse último ano, durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), foi nomeado diretor-geral do Departamento de Polícia Federal (DPF). Durante sua gestão, realizou modificações na estrutura do DPF, criando as coordenações Central-Policial, Central-Judiciária e Central-Administrativa, que viriam a compor o Sistema Nacional de Coordenação, Controle e Avaliação de Desempenho dos órgãos descentralizados, abrangendo as superintendências, divisões e delegacias da Polícia Federal em todo o território nacional. Estabeleceu também as bases para a criação da Assessoria Geral do Planejamento, com a assistência do Ministério do Planejamento, da coordenação geral da Secretaria de Modernização e Reforma (Semor) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). Levou à frente inquéritos administrativos para apurar irregularidades praticadas por policiais, empenhando-se na questão da disciplina e da moralização de seu departamento.

Ainda por sua iniciativa, o Serviço de Censura e Diversões Públicas do DPF foi elevado ao nível de divisão. Segundo reportagem publicada no Jornal do Brasil, data de sua gestão a censura direta aos órgãos de comunicação. Exercida em geral por equipes de censores que permaneciam nas redações para proceder à leitura prévia de textos, a censura passou a ser feita também através de ordens escritas, sendo a primeira delas datada de 14 de setembro de 1972. Entre os temas diretamente censurados pelo então diretor do DPF, incluíram-se: referências a favor ou contra o cardeal Hélder Câmara (8/11/1972); comentários sobre financiamento externo destinado à aquisição de armamentos pelo Exército brasileiro (20/3/1973); notícias a respeito da prisão dos diretores do jornal de oposição Opinião, que havia sido apreendido, bem como suas declarações e as repercussões do fato (16/4/1973); referências a contrato de compra de petróleo pela Petrobras em qualquer país estrangeiro (24/4/1973); e divulgação de um manifesto que seria lançado por bispos do Nordeste liderados por dom Hélder, denunciando desrespeito aos direitos humanos (4/5/1973).

O general Nilo Caneppa foi ainda autor de um anteprojeto de lei sobre censura enviado ao Ministério da Justiça para ser desenvolvido e posteriormente apresentado ao Congresso. Afastou-se do DPF em maio de 1973, sendo substituído pelo general Antônio Bandeira. Foi transferido para a reserva em 1975.

Ao longo de sua vida militar, fez os cursos da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Faleceu em 23 de fevereiro de 1999.

Era casado com Ieda Antunes Caneppa Silva, com quem teve três filhas.

 

FONTES: INF. CLUBE MILITAR; Jornal do Brasil (29/5/73 e 18/6/78); MIN. GUERRA. Almanaque (1972); Perfil (1971 e 1972); Veja (23/5/73).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados