NOGUEIRA, TULIO CHAGAS

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Nome: NOGUEIRA, Túlio Chagas
Nome Completo: NOGUEIRA, TULIO CHAGAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NOGUEIRA, TÚLIO CHAGAS

NOGUEIRA, Túlio Chagas

*militar; comte III Ex. 1981-1982; ch. EME 1982-1983; min. STM 1983-1987.

 

Túlio Chagas Nogueira nasceu em São Gabriel (RS) no dia 16 de outubro de 1917, filho de Outubrino Pinto Nogueira e de Ana Cândida Chagas Nogueira.

Ingressou na Escola Militar do Realengo em abril de 1935, saindo aspirante-a-oficial da arma de cavalaria em novembro de 1937. Foi promovido a segundo-tenente em dezembro de 1938, e a primeiro-tenente em dezembro de 1940, a capitão em dezembro de 1944, a major em abril de 1952, a tenente-coronel em abril de 1959 e a coronel em agosto de 1964. Foi comandante do corpo de cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), de 1964 a 1966, chefe da missão militar brasileira no Paraguai de 1966 a 1968, e nesse último ano assumiu o comando do Colégio Militar de Porto Alegre. Em seguida, foi transferido para Brasília, onde serviu no Estado-Maior do Exército (EME). General-de-brigada em novembro de 1971, foi comandante em Uruguaiana (RS) desse ano a 1973 e da AMAN de 1974 e 1976.

Promovido a general-de-divisão em março de 1977, assumiu o comando da 2ª Região Militar (2ª RM), sediada em São Paulo, em julho de 1979. Nessa ocasião, era presidente do Clube Militar. Defensor do entendimento entre trabalhadores e empresários em prol da paz social, em maio de 1980 acusou o extremismo de esquerda como o maior responsável pelas greves da região do ABC paulista e pelas ameaças de paralisação dos transportes coletivos anunciadas naquele mês. Em março de 1981 foi promovido a general-de-exército, tornando-se o nome mais cotado para a chefia do EME. Em abril, quando ocorreu um atentado a bomba no Riocentro, centro de convenções localizado no Rio de Janeiro, e as suspeitas recaíram sobre oficiais do Exército, negou a existência de terrorismo no Brasil: para ele, os atentados eram “fatos esporádicos”.

Ainda em 1981, assumiu por dois meses o comando do III Exército, sediado em Porto Alegre, substituindo o general Antônio Ferreira Marques. Ao chegar a Porto Alegre, disse que queria assumir o comando do III Exército “sem traumas”. Na época, estava em curso o projeto de abertura política do presidente João Batista Figueiredo (1979-1984). O fato de ser o quinto general-de-exército designado para o Alto Comando por ser amigo pessoal do presidente fazia parte da estratégia da abertura, cujo objetivo era eliminar as dissidências, buscando a despolitização progressiva das forças armadas. Manifestou-se por diversas vezes a favor dessa orientação, tendo sido chamado por um deputado do PDT, em 1981, de “comandante da abertura”.

Em julho de 1982, substituiu mais uma vez o general Antônio Ferreira Marques, dessa vez na chefia do EME, e transmitiu o comando do III Exército ao general Henrique Beckmann Filho. Apontado como um dos membros do Alto Comando com maior capacidade de diálogo com a oposição, admitiu que o movimento político-militar de 31 de março de 1964 havia contribuído para o número reduzido de novas lideranças políticas. Incitou então os empresários a indicar representantes para concorrer às eleições de 15 de novembro de 1982.

Permaneceu à frente do EME até outubro de 1983, sendo substituído pelo general José Magalhães da Silveira. Nessa ocasião, foi indicado para integrar o quadro especial de oficiais generais, por ter sido designado ministro do Superior Tribunal Militar (STM). Empossado no STM em dezembro de 1983, permaneceu nesse tribunal até outubro de 1987, quando completou 70 anos e passou para a reserva remunerada. Mais da metade de sua carreira foi dedicada ao ensino, tendo publicado trabalhos nas áreas de economia de guerra, mobilização nacional, informação estratégica e segurança nacional.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 22 de outubro de 2006.

Casado com Léa Alcoforado Nogueira, filha do general Eduardo Guedes Alcoforado, teve dois filhos.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (1/3, 1 e 8/4, 12 e 13/5, 19/8 e 7/10/81, 25/5, 28/7, 18/8, 21/9, 3 e 17/12/82, 11/9/83); Folha de S. Paulo (26/3, 1/4 e 13/5/81, 18/3/82, 7/6/83); Globo (8/5/80, 31/3, 1 e 12/4, 5, 12 e 13/5, 24/6, 1 e 2/9/81, 29/7/82, 1/10/83, 22/11/06); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (30/5 e 3/7/79, 1/4, 12 e 13/5/81, 19/10/83); MIN. EXÉRC. Almanaque (1976 e 1984).

 

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