NUNES, JONATAS

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Nome: NUNES, Jônatas
Nome Completo: NUNES, JONATAS

Tipo: BIOGRAFICO


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NUNES, JÔNATAS

NUNES, Jônatas

*dep. fed. PI 1983-1987.

 

Jônatas de Barros Nunes nasceu em Jerumenha (PI) no dia 5 de junho de 1934, filho de Aurino da Rocha Nunes e de Maria Balduíno Nunes.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Piauí e em física pela Universidade de Brasília (UnB). Obteve o doutorado em ciências pela Universidade de Londres. Fez ainda o curso superior da Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro.

Ingressou na política filiando-se ao Partido Democrático Social (PDS), de apoio ao governo militar, em cuja legenda se elegeu deputado federal no pleito de novembro de 1982. Assumindo o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornou-se membro da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia. Em 25 de abril de 1984, contrariando a posição oficial de seu partido, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que restabelecia eleições diretas para a presidência da República em novembro daquele ano. Encampada pelas oposições, a emenda foi derrotada na votação da Câmara, o que significou a manutenção da eleição indireta.

A indefinição sobre como seria a escolha do candidato do PDS gerou uma grande polêmica no partido. Para definir a questão, o PDS resolveu realizar sua convenção em agosto de 1984. Jônatas Nunes votou em Mário de Andreazza, que foi derrotado por Paulo Maluf, enquanto o deputado cearense Flávio Marcílio derrotou o então governador de Alagoas Divaldo Suruagy e tornou-se o candidato a vice-presidente. A derrota de Andreazza fez aumentar o contingente de dissidentes do PDS, reunidos na Frente Liberal. Para concorrer com os candidatos da situação, os partidos de oposição, liderados pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e a Frente Liberal uniram-se na Aliança Democrática e lançaram as candidaturas de Tancredo Neves, então governador de Minas Gerais, e José Sarney, então senador pelo Maranhão. No Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, Jônatas Nunes votou em Tancredo Neves, que derrotou Paulo Maluf. Porém, a doença de Tancredo, na véspera de sua posse, fez com que no dia 15 de março Sarney assumisse o poder em caráter interino e fosse efetivado no mês seguinte, após a morte do titular.

Com a transformação da Frente Liberal em Partido da Frente Liberal (PFL), Jônatas Nunes filiou-se a essa agremiação. No pleito de novembro de 1986, concorreu à reeleição nessa legenda e obteve a segunda suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1987, quando se encerraram seu mandato e a legislatura. Voltou a se candidatar a deputado federal no pleito de outubro de 1994 com o apoio da coligação entre o PFL, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Progressista Reformador (PPR), o Partido Liberal (PL) e o Partido Progressista (PP), e novamente obteve uma suplência.

Com a ascensão de Mão Santa ao governo do Piauí em janeiro de 1995, foi nomeado reitor da Universidade Estadual do Piauí, cargo que ocupou até 2000. Filiado PMDB, no pleito de outubro de 2002 concorreu sem sucesso ao governo do Piauí. Em 2003, no primeiro governo de Wellington Dias (2003-2007), foi nomeado superintendente estadual de Ciência e Tecnologia, órgão ligado à Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Tecnológico e Turismo. Deixou esse cargo em março de 2006, e nas eleições de outubro desse ano concorreu a deputado estadual na legenda do PTB, obtendo uma suplência. Em 2007, no início do segundo governo de Wellington Dias, foi reconduzido à Superintendência de Ciência e Tecnologia.

Foi ainda professor-titular da Universidade Federal do Piauí, da Universidade de Brasília, da Universidade Rural do Rio de Janeiro e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, e pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, bem como assessor do Conselho Federal de Educação e gerente do grupo-tarefa sobre reforma universitária do Ministério da Educação e Cultura. Em 2008 foi eleito para a Academia de Ciências do Piauí e aposentou-se das atividades docentes.

Casou-se com Maria Helena Madeira Nunes, com quem teve quatro filhos.

Publicou Massive spin two fields and general relativity (tese de Ph.D, Londres, 1973) e, entre outros artigos, Modelo estrutural teórico para os departamentos das universidades federais brasileiras, na Revista da Universidade Federal do Piauí (1980).

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987,1995-1999); Gestão C&T (n.469, ed.extra). Disponível em : <http://www.gestaoct.org.br/eletronico/jornais/numero469.htm>. Acesso em : 03 set. 2009; Globo (26/4/84 e 16/1/85); Portal do Governo do Estado do Piauí. Disponível em : <http://www.piaui.pi.gov.br/novo/materia.php?id=17387>. Acesso em : 03 set. 2009; Portal do TSE. Resultado eleição 2002. Disponível em : <http://www.tse.gov.br/internet/ eleicoes/2002/result_blank.htm>. Acesso em : 03 set. 2009; Portal do TSE. Resultado eleição 2006. Disponível em : <http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2006/result_blank. htm>. Acesso em : 03 set. 2009; Portal UESPI. Galeria de reitores. Disponível em : <http://www.uespi.br/galeriareitores. php>. Acesso em : 03 set. 2009.

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