ODILO DE MOURA COSTA FILHO

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Nome: COSTA FILHO, Odilo
Nome Completo: ODILO DE MOURA COSTA FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COSTA FILHO, ODILO

COSTA FILHO, Odilo

*jornalista.

 

Odilo de Moura Costa Filho nasceu em São Luís no dia 14 de dezembro de 1914, filho de Odilo de Moura Costa, magistrado, e de Maria Aurora Alves Costa.

Transferindo-se para o Piauí, fez os estudos primários no Colégio do Sagrado Coração e o curso ginasial no Liceu Piauiense, ambos em Teresina. Nessa cidade iniciou sua carreira jornalística, fundando em 1929 o semanário Cidade Verde. Em março do ano seguinte mudou-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. Redator do Jornal do Comércio a partir de janeiro de 1931, bacharelou-se em 1933.

Estreou na literatura nesse mesmo ano, quando obteve o Prêmio Ramos da Paz, da Academia Brasileira de Letras, com o livro inédito Graça Aranha e outros ensaios. Em 1936 publicou seu primeiro livro de poesia, em colaboração com Henrique Carstens, intitulado Livro de poemas de 1935.

Redator do Jornal do Comércio até 1943, durante o Estado Novo, embora sem abandonar a vida literária, dedicou-se intensamente ao jornalismo, através do qual promovia a oposição ao regime instaurado no país em novembro de 1937. Em janeiro de 1945, participou, como delegado do Piauí, do I Congresso Brasileiro de Escritores, que foi promovido pela Associação Brasileira de Escritores em São Paulo e reuniu expressivo número de intelectuais de variadas tendências políticas. O congresso emitiu declaração em favor da democracia e das liberdades públicas, constituindo uma contundente tomada de posição contra o Estado Novo. Com a desagregação do regime ditatorial e a reorganização partidária, colaborou na fundação da União Democrática Nacional (UDN) em abril de 1945.

Crítico literário do Diário de Notícias em 1952 e 1953, criou e manteve nesse jornal, juntamente com Eneida e Heráclito Sales, a seção “Encontro matinal”. Assinou igualmente crônicas diárias no jornal carioca Tribuna da Imprensa até 1954.

Com a posse do vice-presidente João Café Filho na presidência da República em função do suicídio do presidente Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954, foi chamado a participar do governo, assumindo sucessivamente os cargos de secretário de Imprensa da Presidência da República, diretor da Rádio Nacional e superintendente das Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União.

Após o assassinato de seu filho adolescente por um menor, durante um assalto em 1963, passou a empreender uma campanha pela revisão do sistema de assistência à infância abandonada. Dessa sua luta resultou, em grande parte, a extinção do antigo Serviço de Assistência ao Menor (SAM) e a criação, em 1964, da Fundação Nacional de Assistência ao Menor. Recusou, todavia, o convite que lhe foi feito em nome do presidente da República Humberto de Alencar Castelo Branco para ocupar a primeira presidência dessa instituição.

Autor de artigos semanais no matutino Jornal do Brasil em 1964 e 1965, nesse último ano estreou também na ficção, publicando a novela A faca e o rio. Essa obra, traduzida para o inglês e o alemão, foi transformada em filme pelo cineasta holandês George Sluizer.

Nomeado adido cultural à embaixada do Brasil em Lisboa, permaneceu nesse posto de abril de 1965 a maio de 1967, tendo colaborado nesse período em jornais e revistas da capital portuguesa e se tornado membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa. De volta ao Brasil ainda em 1967, recusou o convite do presidente Artur da Costa e Silva para assumir a direção da Agência Nacional, passando a dirigir, em São Paulo, a revista Realidade. No ano seguinte assumiu a direção de redação da Editora Abril e tornou-se também membro de seu conselho editorial.

Eleito, em novembro de 1969, para a cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras, na vaga de Guilherme de Almeida, foi empossado em julho do ano seguinte. Em 1971 retornou à atividade de crítica literária, tendo publicado até o ano seguinte crônicas dominicais na seção do Diário de Notícias intitulada “Encontro matinal”. Preocupado com o problema do deficiente mental, tornou-se em 1972 presidente da Sociedade Pestalozzi do Brasil. A partir de 1974, publicou crônicas semanais no vespertino carioca Última Hora e no Jornal de Brasília.

Ao longo de sua carreira jornalística, trabalhou também no Rio de Janeiro como diretor do semanário Política e Letras, de propriedade de Virgílio de Melo Franco, como redator do Diário de Notícias, diretor do jornal A Noite, chefe de redação do Jornal do Brasil — de cuja reforma gráfica e jornalística participou —, diretor da Tribuna da Imprensa e da revista Senhor, secretário de O Cruzeiro Internacional e diretor de redação de O Cruzeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 19 de agosto de 1979, deixando várias obras literárias inéditas.

Era casado com Nazaré Pereira da Silva Costa, com quem teve seis filhos.

Publicou, além das obras já citadas, Seleta cristã (1932), Distrito da confusão (1944), Tempo de Lisboa e outros poemas (poesia, 1967), História de seu Tomé, meu pai e minha mãe Maria (conto, 1970), Maranhão: São Luís e Alcântara (introdução a desenhos de Renée Lefèvre, 1971), Cantiga incompleta (poesia, 1971), Os bichos no céu (poesia, 1972) e Oratório de Djanira.

 

 

FONTES: ACAD. BRAS. LETRAS. Anuário; CONG. BRAS. ESCRITORES. I; CONSULT. MAGALHÃES, B.; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; Grande encic. portuguesa; Jornal do Brasil (20/8/79); MENESES, R. Dic.

 

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