OLIVEIRA, CARLOS GOMES DE

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Nome: OLIVEIRA, Carlos Gomes de
Nome Completo: OLIVEIRA, CARLOS GOMES DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, CARLOS GOMES DE

OLIVEIRA, Carlos Gomes de

*const. 1934; dep. fed. SC 1935-1937; sen. SC 1951-1959.

 

Carlos Gomes de Oliveira nasceu em Joinville (SC) no dia 12 de outubro de 1894, filho de Francisco Gomes de Oliveira e de Isabel Vieira Gomes.

Fez os primeiros estudos no Grupo Escolar Conselheiro Mafra, em sua cidade natal, e no Ginásio Catarinense, em Florianópolis, cursando depois a Faculdade de Direito de São Paulo, pela qual se bacharelou em janeiro de 1918. Regressou em seguida a Joinville, onde passou a exercer a advocacia e fundou em 1920, juntamente com Plácido Gomes, o jornal O Correio de Joinville.

Ingressou na vida política fazendo a campanha da Reação Republicana, movimento que promoveu em 1921-1922 a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República em oposição à de Artur Bernardes, afinal eleito em março de 1922. Seu jornal apoiou a Revolta de 5 de Julho de 1922, que iniciou o ciclo de revoltas tenentistas da década de 1920. O movimento irrompeu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e em Mato Grosso em protesto contra a eleição de Artur Bernardes à presidência da República e as punições impostas pelo governo de Epitácio Pessoa aos militares, como o fechamento do Clube Militar e a prisão do marechal Hermes da Fonseca. Debelada no mesmo dia, a revolta envolveu, no Rio de Janeiro, o forte de Copacabana, a Escola Militar e os efetivos da Vila Militar, e, em Mato Grosso, o contingente do Exército local. Em conseqüência ao apoio que prestara ao movimento, Carlos Gomes de Oliveira foi preso e conduzido com Plácido Gomes para o Distrito Federal, permanecendo por duas semanas detido no quartel-general da Polícia Federal.

Em 1926 elegeu-se deputado estadual em Santa Catarina, assumindo o mandato no ano seguinte. Participou em 1928 da elaboração da quinta Constituição do estado e em 1929 aliou-se aos políticos de seu município que apoiavam a Aliança Liberal. Com eles fundou uma corrente política chamada Dissidência Municipal, da qual se tornou líder. Reeleito em maio de 1930, perdeu o mandato após a Revolução de Outubro desse ano, que derrubou o presidente Washington Luís e dissolveu todos os órgãos legislativos do país. Ainda em 1930 foi nomeado membro do Conselho Consultivo de Joinville. No exercício desse cargo, que ocupou durante um ano, apresentou projetos para a reorganização do ensino municipal e a melhoria do serviço de águas.

No pleito de maio de 1933 elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Liberal Catarinense, assumindo o mandato em novembro do mesmo ano. Participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve o mandato prorrogado até maio de 1935. Eleito deputado federal no pleito de outubro de 1934, permaneceu na Câmara dos Deputados até 10 de novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos.

No pleito de outubro de 1950 elegeu-se senador por Santa Catarina na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumindo o mandato em março do ano seguinte. Além de ocupar os cargos de primeiro-secretário do Senado e de presidente da Comissão de Trabalho e Previdência Social, atuou como líder de seu partido durante praticamente todo o mandato, de abril de 1951 a janeiro de 1959, quando deixou o Senado.

Foi também diretor da Instrução Municipal de Joinville, da Empresa de Luz e Força de São Francisco do Sul (SC) — em sua fase de construção e organização —, do Departamento das Municipalidades de Santa Catarina, da Consultoria Jurídica do Estado e do Instituto Nacional do Mate, além de secretário de Estado e membro do conselho da Empresa Joinville de Eletricidade. Lecionou ainda direito do trabalho e processo civil na Faculdade de Santa Catarina.

Faleceu em Joinville no dia 15 de agosto de 1997.

Era casado com Sara Gomes de Oliveira, com quem teve três filhos.

Publicou Sociedades irregulares (1924) e Nacionalização e ensino.

 

FONTES: AUDRÁ, A. Bancada; Boletim Min. Trab. (5/36); CABRAL, O. Breve; CABRAL, O. Era; CABRAL, O. História; CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; CISNEIROS, A. Parlamentares; Constituinte; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; Grande encic. Delta; INF. Escola Municipal Senador Carlos Gomes de Oliveira, Joinville; SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2 e 7).

 

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