OLIVEIRA, GUILHERMINO DE

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Nome: OLIVEIRA, Guilhermino de
Nome Completo: OLIVEIRA, GUILHERMINO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, GUILHERMINO DE

OLIVEIRA, Guilhermino de

*dep. fed. MG 1951-1968; min. TCU 1968-1971.

 

Guilhermino de Oliveira nasceu em Belo Horizonte no dia 8 de dezembro de 1907, filho de Lourival Gonçalves de Oliveira e de Maria da Piedade Oliveira.

Fez o curso secundário no Ginásio Mineiro, em sua cidade natal, diplomando-se em 1931 pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Fixando residência em Inhapim (MG), cidade que se desmembrou de Caratinga (MG) em 1938 e onde Guilhermino exerceu a clínica médica, tornou-se em seguida o primeiro prefeito da cidade, chefiando o Executivo municipal de 1939 a 1946.

Com o fim do Estado Novo (1937-1945) e a redemocratização do país, elegeu-se em janeiro de 1947 deputado à Assembléia Constituinte de Minas Gerais pela legenda do Partido Social Democrático (PSD). Empossado no mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da Carta Constitucional estadual, passou a exercer mandato ordinário, tornando-se membro da Comissão de Assuntos Municipais e Interestaduais (1947), vice-presidente da Assembléia e membro da comissão especial para dar parecer sobre as contas do governo estadual (1948), membro da comissão especial para estudos do aproveitamento do vale do São Francisco (1948-1949), membro da Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas (1949-1950) e vice-líder de seu partido na Assembléia Legislativa.

No pleito de outubro de 1950, elegeu-se deputado federal por Minas Gerais, sempre pela legenda pessedista. Deixando o Legislativo mineiro em janeiro de 1951, assumiu em fevereiro seguinte seu mandato na Câmara dos Deputados, integrando a Comissão de Trabalho e Legislação Social. Em 1953, bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Reelegeu-se deputado federal em outubro de 1954 pela legenda do PSD mineiro, tomando posse na Câmara no início do ano seguinte. De 1957 a 1962, integraria a representação do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU). Reeleito mais uma vez deputado federal em outubro de 1958 pela mesma legenda, foi nesse mesmo ano relator do projeto de lei sobre a revisão administrativa de Minas Gerais e vice-líder de seu partido na Câmara a partir de maio de 1959.

Voltou a reeleger-se no pleito de outubro de 1962, sempre pela legenda pessedista, participando dos trabalhos da Comissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da qual seria presidente e relator e à qual estaria ligado de 1963 a 1968. Integrou também a Comissão de Saúde da Câmara e tornou-se ainda relator do subanexo do Ministério da Fazenda, do anexo da Receita e do subanexo do Ministério das Minas e Energia.

Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), participou da missão oficial enviada à França para negociar acordos financeiros e da delegação do Congresso Nacional que visitou a Índia. Com a extinção dos partidos políticos determinada pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar.

No pleito de novembro de 1966, reelegeu-se deputado federal pela legenda arenista. Mesmo extinto o PSD, permaneceria como um dos líderes da corrente pessedista da Arena. Em 1968, foi nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) pelo presidente da República Artur da Costa e Silva, renunciando ao mandato de deputado federal para tomar posse do novo cargo, do qual se afastaria em 1971.

Em 1974, patrocinou a candidatura de Crispim Jaques Bias Fortes ao governo mineiro, mas a corrente udenista dentro de seu partido acabou por prevalecer, o que levou à eleição de Aureliano Chaves.

Foi também diretor da Compax Importação, Exportação e Vendas, presidente da Cia. de Cimento Portland, em Minas Gerais, presidente do Banco Áureo de Investimentos S.A. e diretor do Banco do Estado de Santa Catarina S.A.

Foi membro da Associação Médica de Minas Gerais.

Faleceu no dia 5 de novembro de 1977, na cidade do Rio de Janeiro.

Era casado com Olímpia de Oliveira Rocha, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; NÉRI, S. 16; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TCU. Dados (1893-1990); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 6 e 8).

 

 

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