OLIVEIRA, HELIO LOURENCO DE

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Nome: OLIVEIRA, Hélio Lourenço de
Nome Completo: OLIVEIRA, HELIO LOURENCO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, HÉLIO LOURENÇO DE

OLIVEIRA, Hélio Lourenço de

*reitor USP 1968-1969.

 

Hélio Lourenço de Oliveira nasceu em Porto Ferreira (SP) no dia 9 de julho de 1917, filho de Joaquim da Silva Oliveira e de Deolinda Lourenço de Oliveira.

Bacharelou-se em 1940 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), onde foi depois livre-docente da cadeira de clínica médica. Chefiou o serviço de moléstias da nutrição do Hospital das Clínicas e foi diretor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP).

Integrou lista tríplice para a vice-reitoria da USP em 1967, quando o reitor, Luís Antônio da Gama e Silva, se encontrava afastado do cargo exercendo as funções de ministro da Justiça. O cargo de vice-reitor, que nessa ocasião corresponderia ao de reitor em exercício, foi dado a Mário Guimarães Ferri, que no entanto renunciou em outubro de 1968. O nome de Hélio Lourenço de Oliveira foi então novamente indicado, e, por ter sido o mais votado, obteve aprovação do governador de São Paulo, Roberto de Abreu Sodré.

Desligando-se de seu consultório particular, Hélio Lourenço de Oliveira optou pelo regime de dedicação exclusiva à USP. No entanto, no dia 29 de abril de 1969, foi afastado de suas funções, juntamente com outros professores universitários, pelo Ato Institucional nº 5, editado em 13 de dezembro do ano anterior. Apesar de nunca ter sido informado sobre as razões de seu afastamento, em depoimento para O livro negro da USP lançou a hipótese de que sua aposentadoria compulsória tivesse decorrido das desavenças políticas existentes entre o governador Abreu Sodré e o ministro da Justiça Gama e Silva. Este último, que já conhecia a sua atuação na USP, opunha-se à sua permanência no cargo.

Durante seu afastamento da universidade, Hélio Lourenço de Oliveira foi membro da missão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na Síria e consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS), encarregado da revisão do ensino de nutrição em escolas do Oriente Médio.

Beneficiado pela anistia, decretada em 28 de agosto de 1979 pelo então presidente João Batista Figueiredo (1979-1985), no ano seguinte foi reintegrado no cargo de professor catedrático de Medicina da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto (SP). Em 1983 foi nomeado diretor da mesma faculdade, após ter sido eleito por professores, funcionários e alunos da instituição.

Em fevereiro de 1985 foi eleito, pelo Congresso Universitário, o primeiro pró-reitor da USP.

Foi membro da Associação Paulista de Medicina.

Faleceu em São Paulo no dia 15 de março de 1985.

Era casado com Aparecida do Carmo Brandt de Oliveira, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: ASSOC. DOCENTES DA USP. Livro; COUTINHO, A. Brasil; DEP. PESQ. ESTADO DE SÃO PAULO; Estado de S. Paulo (13/12/78); Jornal do Brasil (24/6/79 e 16/3/85).

 

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