OLIVEIRA, JOSE MANUEL CARDOSO DE

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Nome: OLIVEIRA, José Manuel Cardoso de
Nome Completo: OLIVEIRA, JOSE MANUEL CARDOSO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, JOSÉ MANUEL CARDOSO DE

OLIVEIRA, José Manuel Cardoso de

*magistrado; diplomata; emb. Bras. Portugal 1922-1931.

 

José Manuel Cardoso de Oliveira nasceu em Salvador no dia 27 de junho de 1865, filho de Rodolfo Cardoso de Oliveira e de Maria Virgínia de Matos Cardoso.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Recife em 1885. De volta à Bahia, em maio de 1886 tornou-se promotor público na comarca de Brejo Grande, cargo que deixou em janeiro do ano seguinte. Nomeado juiz municipal e de órfãos de Barra do Rio Grande (BA), exerceu suas funções entre abril de 1887 e abril de 1890. Nesse mesmo período, desempenhou interinamente por três ocasiões a função de juiz de direito de São Félix (BA), onde, em abril de 1890, tornou-se promotor público e curador-geral de órfãos. Em julho desse ano acumulou com esses cargos a promotoria de capelas e resíduos do termo de São Félix, que deixou em agosto, juntamente com a curadoria geral. Exerceu o cargo de promotor público dessa cidade até dezembro de 1890, quando se transferiu para o Rio Grande do Sul, tornando-se auxiliar da delegacia fiscal do Ministério da Fazenda desse estado.

Em 1891 ingressou na carreira diplomática, sendo nomeado cônsul em Nova Orleans, nos Estados Unidos, função que desempenhou de dezembro desse ano a fevereiro de 1895. De volta ao Brasil neste último mês, permaneceu em comissão no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, até agosto. Em janeiro de 1896 tornou-se segundo-secretário em Berlim, na Alemanha, aí permanecendo até janeiro de 1898, quando foi transferido para Berna, na Suíça. Promovido a primeiro-secretário, foi designado para La Paz, na Bolívia, em outubro de 1899, permanecendo contudo em Berna, como encarregado de negócios, até abril de 1901. Em maio desse ano foi transferido para Londres, onde desempenhou a função de encarregado de negócios em setembro e novamente a partir de abril de 1902. De junho a agosto desse ano foi primeiro-secretário da missão especial à coroação do rei Eduardo IV, da Inglaterra, chefiada pelo ministro Joaquim Nabuco. Permaneceu no cargo de encarregado de negócios até setembro de 1904, voltando a desempenhá-lo de janeiro a fevereiro e de março a setembro de 1905. Em fevereiro de 1907 tornou-se conselheiro da legação em Londres e, em julho desse ano, viajou em comissão para o Rio de Janeiro.

Nomeado ministro residente em Bogotá, na Colômbia, e enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em La Paz, não assumiu nenhum desses cargos, permanecendo no Rio de Janeiro até julho de 1912, quando foi removido para o México. A partir de abril de 1913 teve a seu cargo os interesses dos Estados Unidos no México e, em agosto de 1915, deixando esse país, partiu a convite do governo norte-americano em visita oficial aos Estados Unidos, onde permaneceu até setembro. Foi removido para Viena, na Áustria, em maio de 1916, mas não assumiu seu cargo. Transferido para Assunção, no Paraguai, aí permaneceu de abril a setembro de 1917, quando seguiu para Santiago do Chile. Durante sua permanência nesse país, representou o Brasil nos festejos do centenário da independência em 1918, na posse do presidente Arturo Alessandri em 1920 e na comemoração do quarto centenário do descobrimento do estreito de Magalhães no mesmo ano.

Em julho de 1922 foi nomeado embaixador em Lisboa. Deixando Santiago no mês seguinte, seguiu em trânsito para o Rio de Janeiro, onde foi encarregado de receber o presidente português, Antônio José d’Almeida, e convidado a acompanhá-lo de volta a Lisboa. Assumiu seu cargo em outubro de 1922 e, em janeiro de 1925, representou o Brasil na comemoração ao quarto centenário da morte de Vasco da Gama. Ainda em junho desse ano foi delegado brasileiro ao Congresso Misto das Associações Portuguesas e Espanholas para o Progresso das Ciências, realizado em Coimbra, Portugal. Viajou em comissão para o Rio de Janeiro em novembro de 1927, retornando a Lisboa em janeiro do ano seguinte. Aposentou-se como embaixador do Brasil em Portugal em março de 1931, voltando a residir no Rio de Janeiro.

Foi ainda membro dos institutos Histórico e Geográfico do Pará, de Pernambuco, Bahia e Brasileiro, além de sócio-correspondente da Academia de Ciências de Lisboa e do Instituto de Coimbra.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 28 de fevereiro de 1962.

Foi casado com Carlota Palmira de Figueiredo Cardoso de Oliveira, filha do pintor Pedro Américo de Figueiredo e Melo, e teve quatro filhas.

Publicou Orgulho (1885), Os presentes da senzala (1885), Cartas em verso (1886), Pedro Américo — sua vida e obra (1899), Dos Alpes — flocos e rimas (1900), Le gouffre (teatro, 1901), O sorvedouro (tradução da obra anterior, 1902), Versos (1908), Atos diplomáticos do Brasil (2v., 1912), Dois metros e cinco (romance, 1905) e Poetas e prosadores portugueses (1923).

 

 

FONTES:  ANDRADE, F. Relação; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; Grande encic. portuguesa; MENESES, R. Dic.; MIN. REL. EXT. Almanaque (1930); MIN. REL. EXT. Anuário (1930).

 

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