OLIVEIRA, NESTOR SOUTO DE

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Nome: OLIVEIRA, Nestor Souto de
Nome Completo: OLIVEIRA, NESTOR SOUTO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, NESTOR SOUTO DE

OLIVEIRA, Nestor Souto de

*militar; ch. Depto. Ger. Pess. Ex. 1959-1960; comte. I Ex. 1960-1961.

Nestor Souto de Oliveira nasceu em Porto Alegre no dia 16 de novembro de 1900, filho de Trogílio de Oliveira.

Sentou praça como voluntário em março de 1917 e cursou a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de fevereiro de 1918 a dezembro de 1919, saindo aspirante-a-oficial da arma de infantaria.

De volta a seu estado natal, em fevereiro de 1920 passou a servir no 8º Batalhão de Caçadores (8º BC) em São Leopoldo. De junho desse ano a março de 1921 foi juiz de uma comissão de Justiça Militar. Promovido a segundo-tenente em abril de 1921, no mês seguinte foi transferido para o Rio de Janeiro para servir na 1ª Companhia de Metralhadoras, onde foi também secretário e fiscal administrativo. Permaneceu nessa unidade até setembro de 1922 e, em outubro, serviu no 7º BC em Porto Alegre. Foi promovido a primeiro-tenente ainda nesse mês, integrando em seguida a Companhia de Metralhadoras Pesadas do 8º Regimento de Infantaria (8º RI) na capital gaúcha, onde foi ajudante, secretário fiscal e responsável pelo comando da companhia. Participou ainda da Comissão de Exames do Tiro de Guerra e, em outubro de 1923, tornou-se ajudante-de-ordens do diretor do Colégio Militar de Porto Alegre. Ainda nesse colégio, foi instrutor e secretário até janeiro de 1929. Em seguida ingressou na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, no Rio de Janeiro, concluindo o curso em dezembro de 1929.

Em janeiro de 1930 foi designado para o 1º RI, no Rio de Janeiro, tendo sido comandante das 2ª e 3ª companhias e juiz de um conselho de Justiça permanente. Promovido a capitão em junho desse ano, no mês seguinte foi transferido para o 2º RI, na Vila Militar do Rio de Janeiro, e recebeu o comando da 1ª Companhia. Nesse regimento foi ainda juiz do conselho permanente de julho a setembro de 1930 e novamente em junho de 1932. No mês seguinte seguiu com sua companhia para o estado de São Paulo, a fim de integrar a campanha militar contra os revoltosos da Revolução Constitucionalista. Envolveu-se em diversos combates, participando da tomada da cidade de Silveira e do quartel do 4º BC na cidade de São Paulo. Derrotado o movimento em outubro de 1932, retornou com a 1ª Companhia para o Rio de Janeiro, onde, de outubro a novembro do ano seguinte, foi assistente da 1ª Brigada de Infantaria. Efetivado nos quadros dessa unidade, em março de 1934 ingressou na Escola de Estado-Maior e, em maio de 1936, foi promovido a major. Concluiu o curso na Escola de Estado-Maior em dezembro deste último ano, passando a servir no Estado-Maior do Exército (EME), onde chefiou interinamente a 4ª Seção. Nesse período foi escolhido delegado do governo federal à Convenção Nacional de Estatística. Deixou o EME em junho de 1938, quando, ainda no Rio de Janeiro, ingressou no Batalhão de Guardas, do qual foi subcomandante. Permaneceu nessa unidade até julho de 1939, voltando então a servir no EME como adjunto da 1ª Subseção da 2ª Seção.

Em dezembro de 1939 foi transferido para a 6ª Região Militar (6ª RM), sediada em Salvador, onde ocupou a chefia do estado-maior regional. Em maio do ano seguinte foi promovido a tenente-coronel e em julho seguiu para Santiago do Boqueirão (RS), atual Santiago, onde serviu na 1ª Divisão de Cavalaria como seu comandante e chefe das 2ª e 3ª seções e, do estado-maior divisionário. Transferido para Porto Alegre, em março de 1941 ingressou no 7º BC, o qual comandou até fevereiro de 1943. Nesse período foi encarregado de um inquérito policial-militar e presidiu o conselho permanente de Justiça da 1ª Auditoria da 3ª RM, sediada na capital gaúcha. Novamente no Rio de Janeiro, em março de 1943 tornou-se chefe da 2ª Seção da Inspetoria do 3º Grupo de Regiões Militares e no mês seguinte foi promovido a coronel. Retornou a seu estado em maio, seguindo para Cruz Alta, onde comandou o 8º RI e sua guarnição até agosto de 1944. Em setembro desse ano foi mais uma vez transferido para o estado do Rio de Janeiro e passou a servir no 4º RI, em Duque de Caxias, tendo sido comandante do regimento, da guarnição e da Infantaria Divisionária. Em fevereiro de 1945 voltou a servir no EME e, de maio desse ano a janeiro de 1947, foi adido militar à embaixada do Brasil no México. Deixando o EME em abril de 1947, seguiu novamente para o Rio Grande do Sul, onde comandou o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), em Porto Alegre, até maio de 1948.

De volta ao Rio de Janeiro, em julho de 1948 ingressou na 1ª Divisão de Infantaria (1ª DI), onde ocupou os cargos de chefe do estado-maior, subcomandante e comandante da DI até janeiro de 1949. De fevereiro a março desse ano foi adido de gabinete do EME e, ainda em março, tornou-se chefe do estado-maior da Zona Militar Centro, atual II Exército, em São Paulo, onde permaneceu até dezembro. Nesse mesmo mês foi promovido a general-de-brigada e assumiu a função de adido à secretaria geral do Ministério da Guerra, que exerceu até abril de 1950, quando foi transferido para Belo Horizonte. Nessa cidade comandou a 4ª DI e, a partir de agosto de 1950, a 4ª RM. Exerceu esses comandos até março de 1951, sendo então designado para a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ). Foi comandante e diretor de Ensino do Exército na AMAN até novembro de 1952, tornando-se em seguida diretor de Instrução do Ministério da Guerra. A partir de julho de 1954, ainda nesse ministério, foi diretor de Motomecanização e de Material Bélico. Promovido a general-de-divisão em dezembro de 1955, permaneceu no Ministério da Guerra até janeiro do ano seguinte, quando passou a comandar a 6ª DI, no Rio de Janeiro. Em dezembro de 1958 assumiu o comando da 1ª RM, também sediada no Rio de Janeiro.

Foi promovido a general-de-exército em julho de 1959 e, no mês seguinte, deixou a 1ª RM por ter sido nomeado chefe do Departamento Geral de Pessoal do Exército, sucedendo ao general-de-divisão Oscar Rosa Nepomuceno da Silva. Deixou o cargo em fevereiro de 1960, sendo substituído pelo general-de-exército João de Segadas Viana. Ainda nesse mês assumiu o comando do I Exército, sediado no Rio de Janeiro, em substituição ao general-de-exército Odílio Denis. Em abril de 1961 ordenou a prisão do general Idálio Sardenberg, presidente da Petrobras de 1958 a 1961, que havia divulgado um manifesto à nação no qual rebatia as acusações do presidente Jânio Quadros à empresa e à sua gestão. Esse manifesto teve grande repercussão e foi considerado pelas forças armadas como um ato de indisciplina.

Em 25 de agosto de 1961, ao ser informado do propósito de Jânio Quadros de renunciar à presidência naquele dia, colocou suas tropas de prontidão. Em seguida, já após a renúncia, reiterou seu apoio e apreço a Jânio Quadros diante de oficiais das três armas. Deixou o comando do I Exército em setembro de 1961, sendo substituído pelo general-de-exército Osvino Ferreira Alves.

Nomeado embaixador extraordinário e plenipotenciário em Damasco, na Síria, pelo presidente João Goulart (1961-1964), ocupou esse cargo de fevereiro de 1963 a agosto de 1964.

FONTES: CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; MIN. GUERRA. Almanaque (1960); VÍTOR, M. Cinco.

 

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