OLIVEIRA, OSCAR DE

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Nome: OLIVEIRA, Oscar de
Nome Completo: OLIVEIRA, OSCAR DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, OSCAR DE

OLIVEIRA, Oscar de

*pres.CVRD 1965-1967.

 

Oscar de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 25 de janeiro de 1915, filho de Artur Moreira de Oliveira e de Lídia da Silva Miranda de Oliveira.

Completou os estudos secundários no Colégio Resende, no Rio de Janeiro, em 1930, e no ano seguinte iniciou carreira profissional na Société Anonyme du Gaz (SAG), empresa controlada pela Rio de Janeiro Tramway, Light and Power, ocupando ao longo dos seis anos subseqüentes os cargos de auxiliar de escrita, auxiliar de desenho e auxiliar técnico.

Formado em engenharia civil e mecânica em 1936 pela Escola Politécnica da Universidade do Brasil, atual escola de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no ano seguinte foi nomeado engenheiro da SAG, atuando nos setores de fabricação, distribuição e utilização de gases combustíveis, inclusive em laboratórios de análise e pesquisas, e na chefia dos setores de medição e de emissão de gás sob alta pressão.

Em 1938 voltou à escola em que se formara como professor-assistente da cadeira de botânica e zoologia tecnológicas. Em 1945, tornou-se professor catedrático interino da mesma cadeira e, em 1950, professor efetivo.

Membro do conselho consultivo da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV), de São Paulo, e superintendente do departamento de relações públicas da Companhia de Carris, Luz e Força do Rio de Janeiro (Light), doutorou-se em ciências físicas e naturais, em 1953.

 Em 1954, a convite do presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Francisco Sá Lessa, assumiu a superintendência geral da empresa, ocupando depois e sucessivamente as chefias da divisão comercial, da divisão de estudos e planejamento, do departamento de mineração, além de diretor eleito da companhia.

Permaneceu na CVRD até 1959, tendo sido seu diretor eleito, até ingressar na Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração (Caemi), empresa de mineração capitaneada por Augusto Trajano de Azevedo Antunes, onde dirigiu e coordenou um projeto de mineração de ferro e outro de transporte ferroviário, embarque marítimo e exportação de minérios.

Em 1961, retornou à CVRD como diretor da área financeira. Neste mesmo ano, foi eleito vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos e assumiu a presidência da Companhia Ferro e Aço de Vitória, postos de trabalho nos quais se manteria até 1964. No ano de 1962, negociou em Tóquio, no Japão, o primeiro grande contrato de exportação de minério brasileiro.

Membro do conselho orientador do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPÊS), instituição financiada por empresários, participou ativamente do movimento político-militar que derrubou o presidente João Goulart em 31 de março de 1964. Paralelamente, desenvolveu intensa atuação na área acadêmica, e entre 1955 a 1965 foi chefe do departamento de Ciências Naturais da escola de engenharia da UFRJ, além de membro dos conselhos universitário, de pesquisa e departamental.

Afastado junto com toda a diretoria da CVRD em abril de 1964, pelo governo do general Castelo Branco, foi convidado em dezembro daquele mesmo ano, pelo próprio presidente da República, a assumir a presidência da companhia, em substituição a Paulo José de Lima Vieira. Nomeado diretor da escola de engenharia logo a seguir, atuou como decano, de 1964 a 1965, responsável pela reforma universitária da UFRJ.

Licenciado da direção da escola de engenharia, tomou posse na presidência da CVRD em janeiro de 1965. Na sua gestão foram inaugurados o porto de Tubarão — fundamen-tal para a manutenção do contrato com os japoneses, interessados na aquisição de grandes quantidades de minério de ferro brasileiro; o ramal Costa Lacerda-Desembargador Drummond, da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), que permitiu a abertura de mercados na Bélgica e Luxemburgo; a subsidiária Itabira Internacional, com sede nas Bahamas, destinada ao atendimento dos mercados norte-americano e canadense; e a Seamar, Companhia de Navegação, na Libéria. Ao longo desse período, Oscar de Oliveira presidiu também a Vale do Rio Doce Navegação (Docenave) e a Siderurgia Vatu, subsidiárias da CVRD.

Ainda em 1965, assumiu a presidência do Conselho Curador da Fundação Movimento Universitário de Desenvolvimento Econômico e Social (Mudes) e, no ano seguinte, a da União dos Escoteiros do Brasil.

Deixou a presidência da CVRD em março de 1967, quando terminou o governo Castelo Branco, sendo substituído por Antônio Dias Leite. Sub-reitor de pessoal e serviços gerais da UFRJ, em 1967 e 1968, presidiu o Centro de Biblioteconomia do IPÊS, no Rio de Janeiro, de 1967 a 1971. De 1967 a 1974 foi assessor especial da presidência da CVRD. E de 1968 a 1974, secretário-executivo do Conselho de Reitores das universidades brasileiras.

Aposentado pela Vale em 1974, dedicou-se exclusivamente à docência universitária, tornando-se vice-reitor para assuntos de desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. No período de 1978 a 1982 foi diretor-adjunto da escola de engenharia e diretor-presidente do seu escritório técnico.

Membro do Conselho Técnico da Confederação Nacional de Comércio (CNC), em 1980, e representante dos professores titulares no Conselho de Coordenação do Centro de Tecnologia da UFRJ, de 1981 a 1983, além de decano-substituto do Centro de Tecnologia da UFRJ, chefiou o departamento de tecnologia mecânica da escola de engenharia da UFRJ entre 1982 e 1983.

Aposentado pela UFRJ em 1983, tornou-se em 1985 membro do Conselho Superior de Administração da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) e professor emérito da UFRJ.

No decorrer de sua longa carreira profissional e acadêmica realizou mais de 90 viagens a diversos países, proferindo conferências e participando de seminários, simpósios e cursos, na qualidade de delegado, coordenador ou organizador, principalmente na área de administração universitária. Fez também muitas viagens de representação e a negócios.

Casado com Eugênia Barbosa da Silva de Oliveira, teve nove filhos, entre os quais a atriz Cristiana de Oliveira.

Publicou Alguns aspectos do estudo das matérias-primas vegetais e animais para indústria e Estágios da implantação da reforma universitária, este último num suplemento especial sobre educação da revista Manchete.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; INF. BIOG.

 

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