OLIVEIRA, TACITO TEOFILO GASPAR DE

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Nome: OLIVEIRA, Tácito Teofilo Gaspar de
Nome Completo: OLIVEIRA, TACITO TEOFILO GASPAR DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, Tácito Teófilo Gaspar de

OLIVEIRA, Tácito Teófilo Gaspar de

*  militar; superint. Sudene 1969-1971; ch. Depto Ger. Serv. Ex. 1976-1977; ch. EMFA 1977-1978.

 

Tácito Teófílo Gaspar de Oliveira nasceu em Fortaleza no dia 12 de janeiro de 1914, filho de José Teófilo de Oliveira e de Alice Teixeira de Oliveira.

Sentou praça em abril de 1931, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal.  Declarado aspirante-a-oficial da arma de infantaria em dezembro de 1934, foi promovido a segundo-tenente em setembro do ano seguinte e a primeiro-tenente em maio de 1937.

Capitão em outubro de 1942, era instrutor do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), em Recife, quando foi designado para participar da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), comandando a companhia do quartel-general da 1ª. Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª. DIE). Em julho de 1951 recebeu a patente de major e em março de 1955 a de tenente-coronel.  Desse último ano até 1957, fez o curso da Escola de Estado-Maior do Forte Leavenworth (EUA), ocasião em que trabalhou como tradutor da revista norte-americana Military Review.  De 1959 a 1960 foi oficial-de-gabinete de dois ministros da Guerra, generais Henrique Teixeira Lott (1954-1960) e Odílio Denis (1960-1962).

Com a renúncia do presidente Jânio Quadros em agosto de 1961, o Congresso Nacional aprovou no mês seguinte a Emenda Constitucional nº. 4, que implantou o regime parlamentarista no Brasil como forma conciliatória para propiciar a posse do vice-presidente João Goulart, o substituto legal, cujo nome era vetado pelos ministros militares.  Promovido a coronel em agosto de 1961, Tácito de Oliveira passou nesse mesmo ano a chefiar a Divisão de Relações Públicas do Escalão Avançado do Gabinete Ministerial, tornando-se o oficial de ligação de João Goulart com o Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF), a Assessoria Técnica Parlamentar da Presidência da República e os ministérios da Marinha, da Aeronáutica e das Relações Exteriores.

Chefe de gabinete do diretor-geral de Ensino do Exército, general Humberto Castelo Branco, de 1961 a 1962, nesse último ano tornou-se assistente e secretário do gabinete do ministro da Guerra.  Em 1963 passou a chefiar a 1ª. Subseção da 2ª. Seção do Ministério da Guerra, mantendo estreita ligação com o Serviço Nacional de Informações (SNI).

Servia no 23º. Batalhão de Caçadores (23º. BC), sediado em Fortaleza, quando foi deflagrado o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart. Pouco depois, quando comandava o 23º  Batalhão, foi designado chefe da Seção de Operações da Força Interamericana de Paz (FIP), instrumento militar da Organização dos Estados Americanos (OEA) que entrou em ação na República Dominicana para pôr termo à guerra civil ali iniciada em abril de 1965.  Comandada de maio de 1965 a setembro do ano seguinte por oficiais brasileiros, a FIP era integrada por efetivos militares da Costa Rica, dos Estados Unidos, de Honduras, da Nicarágua, do Paraguai e do Brasil.

Promovido a general-de-brigada em novembro de 1966, Tácito de Oliveira comandou em 1968 a Infantaria Divisionária, sediada na Bahia.  No ano seguinte foi designado para substituir o general Euler Bentes Monteiro na direção da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), sediada em Recife, deixando esse cargo em janeiro de 1971, quando foi substituído pelo general Evandro Moreira de Sousa Lima.

Promovido a general-de-divisão em março de 1972, exerceu durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) as funções de diretor de Promoções do Exército e de comandante da 3ª. Divisão do Exército, em Porto Alegre.  Em 1974 passou a comandar a 10ª. Região Militar (10ª.RM), sediada em Recife, e em junho desse mesmo ano assumiu em caráter interino o comando do IV Exército, substituindo o general Fritz de Azevedo Manso.

Em março de 1976 tornou-se chefe interino do Departamento Geral de Serviços do Exército.  Promovido a general-de-exército em agosto seguinte, passou a exercer efetivamente essa função, sucedendo ao general José de Azevedo Silva.  Deixou o cargo em outubro de 1977, substituído pelo general Antônio Bandeira, para assumir, a convite do presidente Ernesto Geisel, a chefia do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), em substituição ao general Moacir Barcelos Potiguara. Transferido em novembro de 1978 para a reserva remunerada do Exército, por ter atingido o limite de idade para o serviço ativo, foi substituído no mês seguinte na chefia do EMFA pelo general José Maria de Andrada Serpa. Após ser transferido para a reserva, voltou para Fortaleza, onde passou a dedicar-se aos estudos de história, geografia e filosofia.

Ao longo de sua carreira militar, exerceu ainda as funções de instrutor do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), em Recife, e de comandante da Infantaria Divisionária, em Pelotas, e da 3ª. Divisão de Infantaria, em Santa Maria (RS).

Fez os cursos da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), da Escola de Comando Navale da Escola Superior de Guerra (ESG).

Casou-se com Iolanda Gadelha Teófilo Gaspar de Oliveira.

 

FONTES:  CORRESP. SUDENE; Grande encic. Delta; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (7/1/71; 11/3 e 1/8/76; 19/1, 19, 25, 27 e 28/10/77; 7 e 31/3, 18 e 31/5, 13/7, 26/8, 25/11 e 18 e 19/12/78), MAGALHÃES, I. Segundo; MIN. GUERRA. Almanaque (1976).

 

 

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