ORICO, OSVALDO

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Nome: ORICO, Osvaldo
Nome Completo: ORICO, OSVALDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ORICO, OSVALDO

ORICO, Osvaldo

*dep. fed. PA 1951-1954.

 

Osvaldo Orico nasceu em Belém no dia 29 de dezembro de 1900, filho de Manuel Félix Orico e de Blandina Orico.

Estudou no Instituto Amazônia e no Ginásio Pais de Carvalho, ambos em sua cidade natal. Em 1916, aos 16 anos, empregou-se como revisor no Estado do Pará e em 1924 bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal.

Professor da Escola Normal de 1920 a 1932, foi inspetor do ensino secundário de São Paulo em 1927 e diretor de Instrução Pública do Distrito Federal em 1930. Após a vitória da Revolução de 1930, tornou-se diretor de propaganda do primeiro diretório da Frente Única Paraense (FUP), organização formada em 1934 por elementos que se opunham ao governo do interventor federal Joaquim Magalhães Cardoso Barata. De 1934 a 1937 foi fiscal-geral da Superintendência do Ensino Comercial, tendo exercido em 1936, durante o governo de José Carneiro da Gama Malcher (1935-1943), as funções de diretor de Educação e Cultura do estado do Pará e de secretário de estado.

Durante o Estado Novo (1937-1945), foi diretor da Divisão de Educação Extra-Escolar do Ministério da Educação. Diretor da seção cultural do pavilhão brasileiro na Exposição do Mundo Português, realizada em 1940, foi eleito em 1942, em concurso promovido pelo mensário O Malho, “o príncipe dos cronistas brasileiros”. Foi conselheiro comercial do Ministério das Relações Exteriores em Santiago do Chile em 1943 e conselheiro comercial da embaixada do Brasil em Madri de 1945 a 1948. A partir deste último ano passou a desempenhar a mesma função em Haia, na Holanda, e em 1949 novamente em Madri, exercendo-as cumulativamente até 1950.

No pleito de outubro desse ano elegeu-se deputado federal pelo Pará na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, apoiou o segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954). Exerceu o mandato até janeiro de 1954, quando ocupou o cargo de conselheiro comercial da embaixada do Brasil em Ottawa, no Canadá. Ainda em 1954 integrou, como ministro para assuntos econômicos, a delegação permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), voltando a servir como diplomata em Santiago do Chile entre 1955 e 1956. Ministro para assuntos econômicos, exerceu essa função de 1957 a 1959 na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), de 1959 a 1960 em Buenos Aires, em 1962 em Beirute, no Líbano, e em 1965 em Roma, ano em que se aposentou. Foi ainda chefe da representação brasileira à Exposição do Livro, realizada em Montevidéu, e ministro comercial da embaixada brasileira no Canadá.

Professor, jornalista, poeta e escritor, pertenceu ao Instituto Histórico do Pará, às academias Paraense e Amazonense de Letras, à Academia Espanhola, à Academia Portuguesa de História, à Academia de Ciências de Lisboa, à Real Academia da Latinidade, em Roma, e à Academia Brasileira de Letras. Foi diretor honorário do Instituto Chileno-Brasileiro de Cultura.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 19 de fevereiro de 1981.

Foi casado com Clara Leivas de Carvalho Orico, com quem teve uma filha, Vanja Orico, atriz e cantora popular.

Publicou A luta pela independência das Américas (1922), Dança dos pirilampos (poesia, 1923), Coroa dos humildes (poesia, 1924), Arte de esquecer (1927), O idealismo na bandeira do Brasil (1927), O melhor meio de disseminar o ensino primário no Brasil (1928), Grinaldas (poemas, 1928), Arte de iludir (poesias, 1928), Vida de José de Alencar (1929), Contos e lendas do Brasil (1929), Mitos ameríndios (1929), O demônio da Regência (1930), O tigre da Abolição (1931), Evaristo da Veiga e sua época (1931), Ditadura contra soberania: o precedente da primeira Constituinte republicana e sua aplicação ao atual momento político (1933), O condestável do Império (1933), Viagem de Papá Noel (1934), Mãe da lua (lendas brasileiras, 1934), Silveira Martins e sua época (1935), Imagens do Rio de Janeiro (1935), Vocabulário de crendices amazônicas (1937), Seiva (1937), Vinha do Senhor (contos, 1939), A saudade brasileira (estudo, 1940), À sombra dos Jerônimos (1940), Joana maluca (contos, 1940), Mundo ajoelhado (contos, 1942), Rota sentimental do Rio de Janeiro (1943), La joie de la peine (contos, 1945), Tierra en flor (1945), Rui, clássico da língua (1949), Rui Barbosa et l’égalité juridique des nations (1949), Rui y la reforma del concepto de neutralidad (1949), O papel de Rui na conferência da paz (1950), Momentos estelares de Rui Barbosa (1954), Da forja à academia (memórias, 1954), Homens da América, libertadores dos povos do continente (1956), Feitiço do Rio (poesias, 1958), Brasil, capital Brasília (5ª ed., 1958), Marabaxo (conto, 1960), Rui, o mito e o mico (1965), Grãos da sabedoria (1965), Pio XII e o massacre dos judeus (ensaio, 1966), Don Juan e o demônio do sexo (1973), Camões e Cervantes (1980), Contos da mãe preta, Histórias de pai João, A cozinha amazônica, A vida imita os contos, Don Juan ou vício de amar, História de todos os dias, Lume e piedade, Brasil de sonho e de lenda, Os mais belos contos de Natal, Sus mejores contos, Antologia de cuentos brasileños, Joyas de la poesia íbero-americana, Los adalides del nuevo mundo e Fausto y d. Juan.

 

 

FONTES: ACAD. BRAS. LETRAS. Anuário; AUTUORI, L. Quarenta; BEHAR, E. Vultos; BRINCHES, V. Dic.; CÂM. DEP. Deputados; CISNEIROS, A. Parlamentares; CORTÉS, C. Homens; COUTINHO, A. Brasil; CRUZ, E. História do Pará; Encic. Mirador; Estado de S. Paulo (20/2/81); Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Brasil (20/2/81); MACEDO, N. Aspectos; MENESES, R. Dic.;  MENESES, R. Academia; MIN. REL. EXT. Almanaque; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem (1964-8); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2).

 

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