Osório Adriano Filho

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Nome: ADRIANO, Osório
Nome Completo: Osório Adriano Filho

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ADRIANO, Osório

*dep. fed. DF 1991-1999, 2001-2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007-2010.

 

Osório Adriano Filho nasceu em Uberaba (MG) no dia 10 de julho de 1929, filho de Osório Adriano da Silva e de Maria Sabina da Silva.

Formou-se em engenharia civil pela Universidade de Miami, Flórida, nos Estados Unidos, na década de 1950.

Pioneiro em Brasília, onde chegou para participar da construção da nova capital, entre 1971 e 1983 foi diretor-presidente, secretário, tesoureiro e representante do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos, e fundador e vice-presidente da Federação do Comércio do Distrito Federal. Em 1974 tornou-se membro do Conselho de Administração do Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais do Distrito Federal e em 1979 assumiu a vice-presidência da Associação Brasileira de Revendedores Autorizados Volkswagen, em São Paulo. Em 1983 participou da Comissão Comercial de Assessoramento Presidencial em visita aos Estados Unidos.

Em 1985 foi um dos fundadores do Partido da Frente Liberal (PFL) em Brasília, tornando-se também presidente do diretório regional do partido. Candidato a senador constituinte nessa legenda em novembro de 1986, não foi bem-sucedido.

Membro do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília entre 1986 e 1988, nesse último ano foi nomeado vice-presidente da Associação Latino-Americana de Distribuidores de Automóveis na Argentina. Em 1990 participou da Comissão de Apoio ao governador eleito do Distrito Federal, Joaquim Roriz, em viagem de negociações à França e à Alemanha. Empresário de sucesso, em meados de 1993 era dono de um conglomerado que reunia 17 empresas, com uma folha de 2.500 funcionários e faturamento anual de 170 milhões de dólares.

No pleito de outubro de 1990, tendo como base eleitoral a cidade de Samambaia, foi eleito deputado federal pelo Distrito Federal na legenda do PFL com 53 mil votos. Assumiu o mandato na cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991 e de então a 1992 foi vice-líder do bloco formado pelo PFL, o Partido de Reconstrução Nacional (PRN), o Partido Social Cristão (PSC), o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido Social Trabalhista (PST).

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de envolvimento num amplo esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo então efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Ao longo da legislatura, Osório Adriano foi membro efetivo, primeiro vice-presidente e terceiro vice-presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados. Foi favorável à criação do Fundo Social de Emergência, que permitiria ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação, e contrário à criação do imposto de 0,25% sobre transações bancárias, bem como ao fim do voto obrigatório. Presidiu a comissão especial que tratava do sistema tributário nacional na Câmara dos Deputados e a Comissão Mista (Câmara e Senado) de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Foi membro do conselho consultivo do diretório nacional do PFL e coordenador financeiro do Movimento Nacional Presidencialista, constituído para defender a opção presidencialista, afinal vitoriosa, no plebiscito nacional realizado em 21 de abril de 1993. Em 1994 passou a segundo-tesoureiro da comissão executiva nacional do PFL e participou na Câmara da Comissão de Defesa Nacional.

Reeleito em outubro de 1994, iniciou novo mandato em fevereiro do ano seguinte, participando da Comissão de Finanças e Tributação e tornando-se vice-líder do PFL e do bloco PFL-Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Membro da executiva nacional do PFL, em 1995 e 1996 exerceu a presidência do partido no Distrito Federal. Durante a votação das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo Executivo, acompanhou a orientação da base parlamentar governista, pronunciando-se favoravelmente à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo. Também foi favorável à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e ao fim de todas as diferenças jurídicas entre as empresas de capital nacional e aquelas de outros países. Votou pelo fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado; contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), instituindo o imposto de 0,2% sobre transações bancárias como fonte complementar de recursos para a saúde; a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos, e pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se à reeleição na legenda do PFL e obteve votos suficientes para figurar entre os suplentes. Em novembro, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da Previdência. Concluiu o mandato em janeiro de 1999 e foi nomeado presidente de honra do PFL. Entre julho de 2001 e abril de 2002 voltou à mara no lugar da titular Maria de Lourdes Abadia, que se afastou para ocupar uma secretaria no governo do Distrito Federal.

Nas eleições de outubro de 2002, concorreu mais uma vez a uma vaga de deputado federal pelo Distrito Federal na legenda pefelista e novamente alcançou uma suplência. Contudo, com a renúncia de Abadia para assumir o cargo de vice-governadora, voltou à mara dos Deputados durante o mês de janeiro de 2003. Na legislatura 2003-2007, exerceu o mandato nos seguintes períodos: de março a setembro de 2003, de novembro de 2003 a fevereiro de 2004, de março a dezembro de 2004, de março a agosto de 2005, alguns dias de setembro de 2005 e, finalmente, de outubro de 2005 a fevereiro de 2006. Participou como membro titular das comissões de Finanças e Tributação e de Defesa Nacional. Foi, ainda, primeiro e terceiro vice-presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de combate à biopirataria.

No pleito de outubro de 2006, sempre na legenda do PFL, voltou a obter uma suplência de deputado federal. Durante o mês de janeiro de 2007 retornou à Câmara na vaga de José Roberto Arruda, que renunciou ao mandato para tomar posse como governador do Distrito Federal. Em março seguinte, assumiu novamente uma cadeira na Câmara. Nesse mesmo mês seu partido foi reestruturado, dando origem ao Democratas (DEM). Vice-líder do DEM em outubro e novembro de 2008, integrou a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, e a de Turismo e Desportos. Foi ainda presidente da Comissão Mista para a Instituição do Simples.

Nas eleições de 2010, concorreu como primeiro suplente de senador na chapa que tinha Alberto Fraga, do DEM, como candidato. Receberam mais de 500 mil votos, mas ficaram com a terceira colocação no pleito. As duas vagas de senador em disputa ficaram com Cristovam Buarque e Rollemberg, respectivamente, do PDT e PSB. 

Deixou o DEM em 2012 e, no ano seguinte, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Ao longo de sua vida profissional, foi diretor-presidente do Grupo Brasal S.A., membro fundador do Conselho Superior da Associação Comercial do Distrito Federal, presidente da Associação dos Revendedores Shell do Centro-Oeste Brasileiro, integrante da Associação dos Empresários dos Setores de Indústria e Abastecimento e do Setor Gráfico do Distrito Federal e do Conselho Comunitário da Fundação das Pioneiras Sociais.

Casou-se com Sílvia Rita Naves Adriano, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: Folha de S. Paulo (18/09/1994, 31/01/1995, 14/01/1996, 30/01/1997 e 29/09/1998); IstoÉ/Senhor (1991); Veja (21/03/1993); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 10/02/2014; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 10/02/2014.

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