OSVALDO AFONSO BENDER

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Nome: BENDER, Osvaldo
Nome Completo: OSVALDO AFONSO BENDER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BENDER, Osvaldo

*const. 1987-1988; dep. fed. RS 1987-1995.

Osvaldo Afonso Bender nasceu em Santo Cristo (RS) no dia 1º de agosto de 1934, filho de Ernesto Wolfgang Bender e de Berta Bender.

Comerciante e industrial do ramo têxtil, transferiu-se para Três Passos (RS) em 1952, filiando-se ao Partido Social Democrático (PSD). Nessa legenda, elegeu-se por duas vezes consecutivas vereador naquela cidade, exercendo o mandato nas legislaturas 1959-1963 e 1963-1967. Proprietário da Empresa de Tecidos Três Passos, depois disso ficou afastado da política durante muitos anos.

Nas eleições de novembro de 1986, candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda do Partido Democrático Social (PDS). Eleito com os votos provenientes sobretudo de Três Passos e região, foi empossado em fevereiro de 1987. Na Assembléia Nacional Constituinte que então iniciou seus trabalhos, foi membro titular da Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças. Nas principais votações, pronunciou-se a favor da pluralidade sindical, da soberania popular, do voto facultativo aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários e da legalização do jogo do bicho. Votou contra o rompimento das relações diplomáticas com países de orientação racista, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a legalização do aborto, a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, o aviso prévio proporcional, o presidencialismo, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa e a desapropriação da propriedade produtiva.

Entre 1989 e 1990, já após a promulgação da nova Constituição em outubro de 1988, integrou as comissões de Agricultura e Política Rural e de Defesa Nacional da Câmara. Em outubro de 1990, reelegeu-se na mesma legenda.

Empossado em fevereiro de 1991, deu continuidade a seus trabalhos na Comissão de Agricultura e Política Rural. Na sessão de 29 de setembro de 1992, manifestou-se favoravelmente à abertura do processo de impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela comissão parlamentar de inquérito que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, pouco antes de ser cassado pelo Senado Federal. Foi substituído no cargo pelo vice Itamar Franco, que vinha exercendo a função interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em abril de 1993, Osvaldo Bender ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Sem ter-se candidatado à reeleição no pleito de outubro de 1994, encerrou seu mandato na Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura.

Casou-se com Astrogilda Bender, com quem teve dois filhos.

Publicou O grande vendedor lojista (1985).

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J.; OLIVEIRA, A. Nova; Folha de S. Paulo (19/1/87); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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