OTAVIO OMAR CARDOSO

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Nome: CARDOSO, Otávio
Nome Completo: OTAVIO OMAR CARDOSO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CARDOSO, Otávio

*dep. fed. RS 1975; sen. RS 1982, 1983-1987.

Otávio Omar Cardoso nasceu em Rio Pardo (RS), no dia 12 de setembro de 1930, filho de Antônio Cardoso e de Erna Weber Cardoso.

Eleito vereador na legenda do Partido Libertador (PL) em outubro de 1950, reelegeu-se quatro anos depois. Praticante da advocacia desde 1954, antes mesmo de formar-se pela atual Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, renunciou ao mandato em 1957, assumindo o cargo de promotor público nas comarcas de Taquari (RS) e Lagoa Vermelha (RS).

Nas eleições de outubro de 1962, candidatou-se a deputado estadual, obtendo apenas uma suplência. Secretário de Fazenda no governo Ildo Meneghetti (1963-1967), com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a conseqüente instauração do bipartidarismo filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar vigente no país desde abril de 1964. Em novembro de 1966 conseguiu eleger-se à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Vice-líder da bancada (1969-1970), presidiu as comissões de Constituição e Justiça e de Serviço Público e Orçamento. Sem disputar a reeleição, concluiu o mandato em janeiro de 1971.

Ainda neste último ano, tornou-se vice-presidente do diretório estadual da Arena, cargo que ocuparia por três períodos consecutivos. Presidente deste mesmo diretório em 1974, exercia também a função de diretor-administrativo da Companhia Rio-Grandense de Mineração, quando se candidatou a deputado federal para a disputa eleitoral realizada no mês de novembro. Inscrito no rol dos suplentes, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1975, permanecendo no cargo até 17 de março, quando se licenciou para retornar à diretoria administrativa da Rio-Grandense de Mineração.

De novo vice-presidente do diretório regional da Arena (1976-1978), em novembro deste último ano compôs como suplente a chapa do partido ao Senado, encabeçada pelo senador Tarso Dutra, reeleito em novembro de 1978 pela via indireta.

Diretor de recursos humanos da Caixa Econômica Federal, com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, Otávio Cardoso ingressou no Partido Democrático Social (PDS), herdeiro da Arena.

Em 1982 chegou a exercer temporariamente o mandato de senador, durante a licença solicitada por Tarso Dutra para tratamento médico. A morte do titular em maio de 1983 permitiu que Cardoso fosse efetivado no cargo. Integrado às comissões de Cultura e de Relações Exteriores, e suplente da Comissão de Constituição e Justiça, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, votou no candidato de seu partido, Paulo Maluf, derrotado pelo candidato oposicionista, Tancredo Neves, da Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 15 de março deste ano.

Sem disputar a reeleição em novembro de 1986, Otávio Cardoso deixou o Senado Federal ao término da legislatura, em janeiro do ano seguinte. Ainda em 1987 aposentou-se como procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Em abril de 1993 era filiado ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Pouco mais de dois anos depois, em agosto de 1995, transferiu-se para o Partido Progressista Brasileiro (PPB), originário da união do PPR com o Partido Progressista (PP).

Afastado da vida pública, mas não da militância partidária, ocupou a vice-presidência da Fundação Mílton Campos, vinculada ao PPB, ao mesmo tempo em que se dedicava à pecuária em Goiás.

Faleceu em Brasília no dia 27 de fevereiro de 2011.

Foi casado com Doreni Correia Cardoso, com quem teve três filhos. Em segundas núpcias desposou a jornalista Ana Amélia de Lemos, que assumiu o mandato de senadora pelo Rio Grande do Sul em fevereiro de 2011.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Folha de S. Paulo (28/2/11); Globo (18/5/83, 26/4/84, 16/1/85); INF. BIOG.

 

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