PASSOS, WILSON LEITE

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Nome: PASSOS, Wilson Leite
Nome Completo: PASSOS, WILSON LEITE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PASSOS, WILSON LEITE

PASSOS, Wilson Leite

*dep. fed. RJ 1996-1999.

Wilson Leite Passos nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 19 de fevereiro de 1926, filho de Jaime Pedreira Passos e de Lealdina Ferrão Muniz Leite Passos.

Estudante do Colégio Pedro II, lançou e dirigiu o órgão estudantil Brado, que entre 1943 e 1945 combateu a ditadura do Estado Novo. Em 1944 iniciou carreira jornalística no Correio da Manhã e em A Notícia. No ano seguinte engajou-se na campanha presidencial do brigadeiro Eduardo Gomes, organizando o primeiro Comitê de Moços Pró-Eduardo Gomes, responsável por diversas manifestações estudantis. Foi o mais jovem convencional que participou da fundação da União Democrática Nacional (UDN), sendo indicado para organizar o seu departamento nacional estudantil.

Em 1946 dirigiu o jornal Brasil-Estudante e no ano seguinte o Ação Nacionalista. Entre 1947 e 1948 foi um dos líderes da campanha em prol do monopólio estatal do petróleo. De 1949 a 1950 idealizou e lançou a segunda candidatura presidencial do brigadeiro Eduardo Gomes, organizando e presidindo em todo o país o Movimento Nacional Popular Pró-Eduardo Gomes.

Contando com o apoio de lideranças da UDN, em 1954 foi o autor do pedido de impeachment do presidente da República Getúlio Vargas. No pleito de outubro elegeu-se vereador no Rio de Janeiro. Titular da Comissão de Redação, propôs um projeto de lei que previa a realização de exames pré-nupciais, a assistência pré-natal e a orientação psicológica aos casais nas redes públicas de saúde. Aprovada, essa lei vigoraria até a fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975. Reeleito em outubro de 1958, exerceu o mandato até 1962, quando a Câmara Municipal foi dissolvida em virtude da criação do estado da Guanabara pela Lei nº 3.752, de 14 de março de 1960, decorrente da mudança da capital federal para Brasília.

Wilson Leite Passos apoiou o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente da República João Goulart (1962-1964). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime.

Vice-presidente do Teatro da Ópera da Guanabara e diretor-fiscal da Companhia Progresso do Estado da Guanabara (Copeg), de 1966 a 1970, representou o governo do estado em missões oficiais a Madri e Barcelona, na Espanha (1967). Editor e redator político do jornal Luta Democrática (1971-1973), diretor da Companhia Federal de Seguros (1971-1974), assessor especial do gabinete dos ministros da Fazenda Mário Henrique Simonsen e Carlos Rischbieter (1974-1980), com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena.

No pleito de novembro de 1982 elegeu-se vereador pelo Rio de Janeiro. Empossado em fevereiro de 1983, durante a legislatura teve o mandato prorrogado por dois anos, medida adotada pelo Congresso Nacional para desvincular as eleições municipais dos pleitos estaduais e federais. Reeeleito em novembro de 1988, em outubro de 1992 e em janeiro de 1993, neste último período exerceu na Câmara Municipal a liderança do governo César Maia (1993-1996).

Em abril de 1993 ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Em meados do ano seguinte pediu licença do mandato a fim dedicar-se à campanha para deputado federal, sendo, no entanto, derrotado na eleição de outubro de 1994. Devido às suspeitas de fraude o Tribunal Regional Eleitoral determinou a anulação do pleito e na nova eleição, em novembro, Passos obteve a primeira suplência.

Filiado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), que resultou da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP), substituiu em junho de 1996 o deputado Francisco Dornelles, nomeado para o Ministério da Indústria, Comércio e Turismo. Titular das comissões de Direitos Humanos e de Defesa Nacional e relator do projeto de lei que dispunha sobre a venda ou permuta de bens imóveis pelo Estado-Maior das Forças Armadas, votou contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.

No pleito de outubro de 1996 voltou a eleger-se vereador pelo Rio de Janeiro na legenda do PPB. Embora o PPB apoiasse Sérgio Cabral Filho, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à prefeitura do Rio de Janeiro, Wilson Leite Passos aderiu à candidatura de Luís Paulo Conde, do Partido da Frente Liberal (PFL), que acabou vencendo o pleito no segundo turno.

Em dezembro apresentou emenda constitucional propondo o fim da imunidade dos detentores de mandatos legislativos no caso de crime comum. Pouco depois deixou a Câmara dos Deputados e assumiu o mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Sua vaga no legislativo federal foi ocupada por Paulo Nascimento, também do PPB.

Em setembro de 1997 o prefeito sancionou seu projeto de lei municipal — apresentado em 1995 — determinando a cassação do alvará dos estabelecimentos comerciais com atividades ilegais, como prostituição, venda de tóxicos e exploração de menores. Reelegeu-se vereador nas eleições de 2000, para o período 2001-2004. Nas eleições para vereador em 2004, conseguiu uma suplência. Assumiu o exercício do mandato de vereador em 2006, com o afastamento do titular. Em 2007, causou polêmica ao apresentar um projeto de lei que visava dar privilégios fiscais e educacionais às famílias constituídas por pais e filhos sadios, sem qualquer doença incurável ou deficiências físicas e mentais, o que foi visto como tentativa de estabelecer medidas de eugenia. Em outubro de 2008, conquistou novamente uma suplência, agora na legenda do Partido Progressista (PP), ex- PPB.

Wilson Leite Passos fez os cursos de administração e de relações públicas no Instituto Vieira. Foi vice-presidente do conselho deliberativo do Centro Cultural do Movimento Escoteiro, presidente do conselho do Teatro de Ópera do Rio de Janeiro, membro do conselho da Sociedade dos Artistas Líricos Brasileiros e integrante da Liga de Defesa dos Direitos do Animal no Brasil.

Solteiro, não teve filhos.

Luís Otávio de Sousa

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (20/11/96); Folha de S. Paulo (16/10/96, 30/1/97); Folha Online (7/1/09); Globo (19 e 20/1/93, 22/9 e 19/12/96, 18/9/97); Globo Online (26/9/08); Jornal do Brasil (19/1/93, 11/7/96).

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