PAULA, JOSE ARMANDO RIBEIRO DE

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Nome: PAULA, José Armando Ribeiro de
Nome Completo: PAULA, JOSE ARMANDO RIBEIRO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PAULA, JOSÉ ARMANDO RIBEIRO DE

PAULA, José Armando Ribeiro de

*militar, interv. ES 1930.

José Armando Ribeiro de Paula nasceu no estado do Rio de Janeiro em 1873, filho de Jorge Ribeiro de Paula.

Sentou praça em março de 1890, ingressando na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em dezembro de 1891 foi transferido para a Escola Tática e de Tiro de Rio Pardo (RS), retornando à capital federal em janeiro de 1893. Em novembro de 1894 foi promovido a segundo-tenente. Em abril do ano seguinte passou a servir no 1º Batalhão de Engenharia na capital federal e em março de 1896 voltou à Escola Militar para concluir sua formação. Retornando em 1898 ao 1º Batalhão de Engenharia, nesse mesmo ano, com a criação da Escola Militar do Brasil, passou a integrá-la na condição de aluno adido. Em março de 1901 obteve o diploma de bacharel em matemática e ciências físicas.

Serviu a seguir no 28º Batalhão de Infantaria, no Paraná, e novamente, a partir de julho de 1901, no 1º Batalhão de Engenharia, onde desempenhou as funções de agente do rancho e ajudante do batalhão. Em fevereiro de 1902 assumiu o comando da 4ª Companhia e no mês seguinte passou a integrar o serviço de exploração, onde permaneceu até maio. Em seguida foi auxiliar do serviço de escritório da Comissão Construtora da Estrada de Ferro Paraná-Mato Grosso, da qual desligou-se em setembro. Em 1903 atuou junto à Comissão Telegráfica de Guarapuava do Iguaçu (PR), tendo exercido as funções de tesoureiro da estrada de ferro e, a partir de junho, foi ajudante da Comissão Estratégica do Iguaçu. Em fevereiro de 1907 assumiu a chefia dessa comissão, da qual desligou-se no mês de abril seguinte para apresentar- se ao comando do 5º Distrito Militar, sediado em Curitiba. Em outubro tornou-se auxiliar da Delegacia de Engenharia junto àquele comando.

Transferido para a arma de engenharia em janeiro de 1908, em outubro seguinte foi promovido a primeiro-tenente. Foi classificado no 2º Batalhão de Engenharia em fevereiro de 1909 e em setembro chegou ao posto de capitão. Em janeiro de 1910, assumiu o comando da 3ª Companhia de seu batalhão e, no mês de agosto, foi designado, por proposta do chefe do Estado-Maior do Exército (EME), para o Serviço de Estatística Militar da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Em 1911 atuou como auxiliar da Comissão de Obras do Mato Grosso, encarregado das obras da fortaleza de Coimbra. Em agosto de 1912 foi dispensado da comissão, tornando-se adido ao 1º Esquadrão do 2º Regimento de Cavalaria (2º RC), em Guarapuava. Em janeiro de 1913 foi nomeado pelo inspetor da região para examinar construções em Guarapuava. Desligado de seu regimento em maio, foi incluído mais uma vez na 3ª Companhia do 2º Batalhão de Engenharia, no qual exerceu diversas funções, inclusive a de comando. Em junho de 1914 voltou a servir no 1º Esquadrão do 2º RC e em agosto retornou ao 2º Batalhão de Engenharia, cujo comando exerceu de novembro desse ano a janeiro de 1915. À disposição da 4ª Região Militar (4ª RM), em 1916 foi adido ao 58º Batalhão de Caçadores (58º BC), sediado em Niterói, e ao 51º BC, sediado em São João del Rei. Em julho desse ano foi nomeado para a Junta de Alistamento Militar em São Gonçalo (RJ) e, em janeiro de 1917, passou a atuar como auxiliar no Serviço de Engenharia de quartel-general da 5ª RM. Promovido a major em outubro seguinte, foi classificado no 5º Batalhão de Engenharia em São Gonçalo (RJ), que chegou a comandar. Passou a servir no 4º Batalhão de Engenharia, em Lorena (SP), tornando-se primeiro engenheiro-chefe em março de 1919 e comandante em novembro seguinte. Serviu na construção da estrada de ferro de Piquete (SP) a Itajubá (MG) e em abril de 1921 atuou na Diretoria de Engenharia por ter sido transferido para o quadro suplementar. Em novembro desse mesmo ano foi promovido a tenente-coronel. Chefe da 2ª Divisão da Diretoria de Engenharia a partir de janeiro de 1922, em março seguinte matriculou-se no curso de revisão da Escola de Estado-Maior do Exército. Desligado da escola em janeiro de 1923, retornou à Diretoria de Engenharia, sendo promovido a coronel em setembro seguinte. Em agosto de 1924 seguiu para o Rio Grande do Sul, à disposição do comando da 3ª RM. Voltando a servir no 1º Batalhão de Engenharia, em junho de 1927 tornou-se adido ao gabinete da Diretoria de Engenharia.

Comandava o 3º BC, em Vitória, quando eclodiu a Revolução de 1930, no dia 3 de outubro. Dias após sua posse naquele comando foi nomeado interventor no estado do Espírito Santo pelo presidente Washington Luís. Na ocasião, o estado estava sendo invadido pelas forças militares revoltosas vindas de Minas Gerais e parecia urgente pôr termo à guerra civil. A coluna revoltosa Campos do Amaral entrou em Vitória no dia 18 de outubro de 1930 e não foi possível a José Armando Ribeiro de Paula articular a defesa. Sem o apoio do 3º BC, que aderiu à revolução, deixou o governo do Espírito Santo e regressou ao Rio, a bordo do navio Almirante Jaceguai. Foi transferido para a reserva em março de 1931.

Casou-se com Maria Rita Branco.

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; DERENZI, L. Biografia; FURTADO, C. Desenvolvimento; NOVAIS, M. História; OLIVEIRA, J. História.

 

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