PAULO BORGES TEIXEIRA

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Nome: BORGES, Paulo
Nome Completo: PAULO BORGES TEIXEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BORGES, PAULO

BORGES, Paulo

*dep. fed. GO 1979-1987.

 

Paulo Borges Teixeira nasceu em Rio Verde (GO), no dia 2 de março de 1927, filho de Pedro Ludovico Teixeira e de Gercina Borges Teixeira. O pai, revolucionário de 1930, foi duas vezes interventor e governador de Goiás, além de duas vezes eleito para o Senado, e constituinte em 1946. O avô materno, Antônio Martins Borges, rico fazendeiro e comerciante, também ocupou uma cadeira de senador. O irmão Mauro Borges elegeu-se deputado federal em duas legislaturas, entre as quais exerceu o governo do estado, tendo sido afastado pelo regime militar, e encerrou a vida pública como senador.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás, Paulo Borges foi serventuário da justiça e auxiliar do escritório de expansão comercial do Brasil em Bonn, então capital da República Federal da Alemanha, entre 1956 e 1957. De volta ao Brasil, retomou as suas atividades como tabelião.

As tradições familiares o levaram a concorrer, em novembro de 1978, a uma vaga na Câmara dos Deputados, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Eleito, tomou posse em fevereiro do ano seguinte. Permaneceu no MDB até a extinção do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979, quando ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. Membro da Comissão de Transportes, realizou viagens à União Soviética (1980) e ao Iraque (1981), ambas a convite dos respectivos governos.

Em novembro de 1982 concorreu à reeleição, obtendo a segunda suplência. Com o afastamento do titular José Freire, assumiu o mandato, em 1983, integrando a Comissão do Interior. Na sessão que a Câmara dos Deputados realizou em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República já em novembro. Derrotada a proposição — faltaram 22 votos para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Paulo Borges votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito presidente da República na legenda da Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS), abrigada na Frente Liberal, que derrotou Paulo Maluf, candidato oficial do regime. Contudo, Tancredo não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

Em junho, na sessão que decidia sobre a regulamentação das eleições municipais marcadas para novembro, Paulo Borges foi flagrado votando pela segunda vez, o que lhe valeu uma advertência formal, proferida pela mesa diretora da Câmara. No ano de 1986, juntamente com seu irmão Mauro Borges, abandonou o PMDB, tornando-se um dos fundadores do Partido Democrata Cristão (PDC) no estado de Goiás. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1987, após ter-se candidatado à reeleição, em novembro do ano anterior, conseguindo apenas uma suplência. Retornou às atividades de tabelião, em Goiânia, e em 1989 assumiu a vaga de Jales Fontoura, que se licenciara a fim de tratar de assuntos particulares. Depois disso, não voltou a disputar cargos eletivos, dedicando-se às atividades de tabelião.

Faleceu em Goiânia, no dia 1º de junho de 1996.

Era casado com Márcia Melo Rosa Teixeira, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983, 1983-1987); INF. FAM.; Jornal do Brasil (28/6/85).

 

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