PAULO PINTO NERI

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Nome: NÉRI, Paulo
Nome Completo: PAULO PINTO NERI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NÉRI, PAULO

NÉRI, Paulo

*dep. fed. AM 1951-1959; gov. AM 1982-1983.

 

Paulo Pinto Néri nasceu em Manaus no dia 27 de dezembro de 1915 filho de Abílio Néri, engenheiro, e de Deolinda Pinto Néri. Três parentes seus ocuparam o governo do Amazonas: seus tios Silvério José Néri (1903-1904) e Antônio Constantino Néri (1904-1906), e, como interventor federal, seu primo Júlio José da Silva Néri (1946). Seu pai foi prefeito de Tefé (AM).

Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar José Paranaguá, no Colégio Dom Bosco e no Ginásio Amazonense Pedro II. A partir de 1936 começou a trabalhar como auxiliar de escritório no Departamento de Águas e Esgotos, emprego que deixaria em 1940, depois de, no ano anterior, haver completado o curso de ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito do Amazonas. Nessa escola lecionaria direito constitucional de 1941 a 1949.

Após o fim do Estado Novo (1937-1945) e a conseqüente redemocratização do país, em outubro de 1946 foi nomeado delegado-geral de polícia do Amazonas pelo interventor federal Siseno Sarmento. Em janeiro de 1947 elegeu-se na legenda da União Democrática Nacional (UDN) deputado à Assembléia Constituinte amazonense, sendo empossado em março desse mesmo ano. Participou dos trabalhos constituintes, tendo sido o autor do anteprojeto que serviu de subsídio à elaboração da nova Constituição estadual, promulgada em julho, e passando em seguida a exercer o mandato ordinário como líder do governo de Leopoldo Amorim da Silva Neves.

Em outubro de 1950 elegeu-se deputado federal pelo Amazonas na legenda da Coligação Trabalhista Udeno-Popular, integrada pela UDN e o Partido de Representação Popular (PRP). Empossado em fevereiro de 1951, apresentou os projetos de lei que criaram a Companhia de Eletricidade de Manaus, a Escola de Aprendizes Marinheiros, a Faculdade de Odontologia, a Faculdade de Farmácia e o Intercâmbio Universitário Interestadual. Apresentou ainda o projeto de lei que propunha a construção dos portos de Itacoatiara e Parintins e o que concedeu auxílio às vítimas da enchente do rio Amazonas em 1953.

Em outubro de 1954 reelegeu-se deputado federal, dessa vez na legenda do Partido Social Progressista (PSP). No ano seguinte assumiu interinamente o cargo de catedrático de direito penal da Faculdade de Direito do Amazonas. Em outubro de 1958 concorreu ao governo do estado apoiado por uma coligação formada pela UDN, o PRP, o PSP, o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Foi, contudo, derrotado por Plínio Ramos Coelho, apoiado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Deixou a Câmara Federal em janeiro de 1959.

Em julho de 1962 submeteu-se a concurso para a cátedra que ocupava interinamente na Faculdade de Direito do Amazonas, sendo aprovado com a tese Humanização da pena. Em outubro do mesmo ano voltou a concorrer ao governo do estado, dessa vez apoiado pela UDN e o PSD. Foi novamente derrotado, agora por Gilberto Mestrinho, candidato da coligação constituída pelo PTB, o PSB e o Partido Social Trabalhista (PST).

Em 1964 elegeu-se vereador em Manaus e, em novembro de 1965, foi nomeado chefe de polícia e prefeito da capital amazonense pelo governador Artur César Ferreira Reis (1964-1967), cargo em que foi mantido pelo governador Danilo Matos Areosa (1967-1971). Em 1974 foi um dos nomes cogitados no interior da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em março de 1964, para substituir João Válter de Andrade no governo amazonense. A escolha, no entanto, recaiu sobre Enoc da Silva Reis, eleito depois pela Assembléia Legislativa do estado.

Em setembro de 1978 foi eleito pela Assembléia Legislativa do Amazonas vice-governador do estado, na chapa encabeçada por José Lindoso. Com o afastamento deste último para concorrer ao Senado no pleito previsto para novembro de 1982, assumiu o governo em maio desse ano. Em março de 1983 transmitiu o cargo ao governador eleito Gilberto Mestrinho. Posteriormente, assumiu a superintendência do Museu do Homem do Norte, com sede em Manaus, cargo que ocuparia até sua morte.

Paulo Néri foi também suplente do juiz de direito de Manaus, desembargador Anísio Jobim, juiz substituto da Vara de Menores, auxiliar dos institutos dos industriários e representante da seção do Amazonas no conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Foi ainda diretor-presidente da Companhia Industrial Amazonense.

Faleceu em Manaus no dia 15 de novembro de 1994.

Era casado com a professora Maria de Sousa Marinho Néri, com quem teve sete filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; Globo (15/8/82); INF. Maria Néri; NÉRI, S. 16; ROQUE, C. Grande; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3 e 7); Who’s who in Brazil.

 

 

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