PAULO SERGIO RODRIGUES TITAN

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Nome: TITAN, Paulo
Nome Completo: PAULO SERGIO RODRIGUES TITAN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TITAN, PAULO

TITAN, Paulo

*dep. fed. PA 1991-1996.

Paulo Sérgio Rodrigues Titan nasceu em Belém no dia 15 de setembro de 1943, filho de Edgar da Gama Titan e de Irene Rodrigues Titan.

Licenciado professor de 1º e 2º graus pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Pará (Ufpa) em 1964, nesse ano iniciou o curso de engenharia civil na mesma quela universidade, diplomando-se em 1969. No ano seguinte, tornou-se engenheiro-chefe do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em Belém. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, de 1973 a 1975 fez curso de especialização em motores a diesel e gasolina e tratamento superficial-asfáltico no Instituto Brasileiro do Petróleo.

Filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 1981, nas eleições municipais de novembro do ano seguinte foi eleito prefeito de Castanhal (PA). Tomou posse em 31 de janeiro de 1983, e em 1987 tornou-se o primeiro presidente da Associação dos Municípios das Zonas Bragantina, Guajarina e Salgado, no seu estado, cargo que exerceria até o ano seguinte. Permaneceu à frente da prefeitura de Castanhal até 31 de dezembro de 1988. Em 1989tornou-se assessor do diretor-geral do DER-PA e superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em Belém, funções que desempenhou até o ano seguinte, quando se desincompatibilizou desses cargos para concorrer a um novo mandato eletivo.

No pleito de outubro de 1990 foi eleito deputado federal por seu estado, na legenda do PMDB. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornou-se membro titular da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Participou também da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre aeroportos clandestinos, missões religiosas estrangeiras, garimpo de Roraima e internacionalização da Amazônia. Em 1992 tornou-se titular da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Ao longo de 1991 aumentaram as denúncias de irregularidades no governo do presidente Fernando Collor de Melo. Essa situação atingiu o ponto máximo em maio de 1992, quando a revista Veja publicou uma entrevista de Pedro Collor, seu irmão, denunciando um esquema de corrupção existente no governo sob o comando de Paulo César Farias, o PC, ex-tesoureiro da campanha presidencial. Essa denúncia levou o Congresso a instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), cujas conclusões indicaram o envolvimento do presidente. No dia 29 de setembro, com voto favorável de Paulo Titan, a Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de abertura do processo de impeachment do presidente. Em 2 de outubro Collor deixou o governo, no qual foi substituído pelo vice Itamar Franco. No dia 29 de dezembro, pouco antes da votação no Senado, o presidente afastado apresentou sua renúncia. Pouco depois, o plenário da Câmara Alta aprovou o impeachment de Fernando Collor, que, em consequência, teve seus direitos políticos suspensos por oito anos. Com esse resultado, Itamar Franco foi efetivado na presidência da República.

Ao longo da legislatura, Paulo Titan votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE) e do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que ficou conhecido como imposto do cheque, e votou contra o fim do voto obrigatório.

Reelegendo-se no pleito de outubro de 1994, iniciou novo mandato em fevereiro do ano seguinte. Permaneceu como titular na Comissão de Minas e Energia, da qual se tornou primeiro-vice-presidente, passando a segundo-vice no ano seguinte. Ao longo de 1995, votou a favor do fim dos monopólios da Petrobras na exploração do petróleo e dos estados na distribuição do gás canalizado, do fim da reserva de mercado para embarcações nacionais, permitindo que as estrangeiras passassem a operar no transporte de cargas e passageiros entre os portos do país, da prorrogação por 18 meses do FSE, rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), bem como do novo conceito de empresa nacional, acabando com todas as diferenças jurídicas entre empresas brasileiras e estrangeiras; mas votou contra o fim do monopólio estatal das telecomunicações. Em 1996, votou a favor da recriação do imposto do cheque com a nova denominação de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

No pleito de outubro de 1996, elegeu-se novamente prefeito de Castanhal na legenda do PMDB. Renunciando ao mandato de deputado federal, tomou posse na prefeitura em 1º de janeiro de 1997. Sua vaga na Câmara dos Deputados foi ocupada pelo suplente Asdrúbal Bentes. Reelegeu-se prefeito de Castanhal nas eleições de 2000, novamente na legenda do PMDB. Transferindo-se para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), candidatou-se nessa legenda a deputado estadual nas eleições de 2006, mas não se elegeu. 

Casou-se com Liane Cristina Bezerra Nobre Titan, com quem teve três filhos.

Verônica Veloso/Alan Carneiro

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995; 1995-1999); Folha de S. Paulo (18/9/94, 14/1/96, 30/1/97); Globo (30/9/92); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www.camara.gov.br>. Acesso em : 20 jul. 2009; Folha de S.Paulo (on-line). Disponível em : <http://eleicoes.folha.uol.com.br/folha/especial/2006/eleicoes/palde-1.html>. Acesso em 22 jul.2009.

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