PAULO TARSO TAVARES SILVA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: SILVA, Paulo
Nome Completo: PAULO TARSO TAVARES SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA, PAULO

SILVA, Paulo

*const. 1987-1988; dep. fed. PI 1987-1995.

 

Paulo de Tarso Tavares Silva nasceu em Parnaíba (PI) no dia 4 de janeiro de 1957, filho de Alberto Tavares Silva e de Florisa de Melo Tavares Silva. Seu pai foi governador do Piauí de 1971 a 1975 e de 1987 a 1991, senador de 1979 a 1987 e de 1999 a 2007 e deputado federal de 1995 a 1999 e na legislatura 2007-2011. Sua irmã, Juliana Tavares Silva Távora, casou-se com Carlos Virgílio Távora que foi constituinte de 1987 e 1988 e deputado federal pelo Ceará entre 1983 e 1995.

Professor e empresário do setor de comunicação, iniciou seus estudos superiores nas faculdades de Engenharia Civil, que interrompeu em 1979, e de Direito, interrompido em 1980, ambos da Universidade Federal do Ceará, e cursou estudos sociais na Universidade Estadual do Ceará, todos em Fortaleza.

Ingressou na política incentivado por seu pai, então senador da República, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em cuja legenda foi eleito deputado estadual no pleito de novembro de 1982. Assumindo sua cadeira na Assembléia Legislativa do Piauí em janeiro do ano seguinte, passou a integrar, como titular, a Comissão de Obras Públicas e a Comissão de Agricultura, das quais tornou-se presidente. Em 1985, deixou essas comissões e foi líder do PMDB na casa e vice-líder no ano seguinte.

Novamente ajudado pelo prestígio político de seu pai, que na oportunidade concorria ao governo do estado, nas eleições de novembro de 1986 Paulo Silva concorreu a uma cadeira de deputado federal constituinte, na legenda do PMDB, e foi eleito. Concluindo o mandato no Legislativo estadual em janeiro de 1987, tomou posse na Câmara dos Deputados em 1º de fevereiro. Nesse mesmo dia foi instalada a Assembléia Nacional Constituinte, da qual tornou-se titular da Subcomissão da Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, e suplente da Subcomissão dos Municípios e Regiões, da Comissão da Organização do Estado. Ainda nesse ano foi indicado vice-líder do PMDB na Constituinte.

Durante os trabalhos de elaboração da nova Constituição, Paulo Silva votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países de orientação política racista, da limitação do direito de propriedade privada, do mandado de segurança coletivo, do aborto, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários, da legalização do jogo do bicho e da desapropriação da propriedade produtiva. Votou contra a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a pluralidade sindical, o presidencialismo e o mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney (1985-1990).

Em 1988, antes mesmo do encerramento dos trabalhos da Constituinte e da promulgação da nova Constituição, trocou o PMDB pelo recém-fundado Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Promulgada a nova Carta em 5 de outubro e com a volta da Câmara dos Deputados às atividades da legislatura ordinária, tornou-se vice-líder do PSDB, cargo que exerceu até 1989. Nesse ano, passou a integrar, como titular, a Comissão de Desenvolvimento Urbano, Interior e Índio e a Comissão de Serviço Público e foi suplente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Turismo. Em 1990, foi titular da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática e suplente da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.

No pleito de outubro de 1990 reelegeu-se deputado federal na legenda do PSDB, iniciando novo período legislativo em fevereiro do ano seguinte. Tornou-se suplente da Comissão de Defesa Nacional e da comissão mista do Congresso Nacional destinada a rever as doações, vendas e concessões de terras públicas feitas pela União.

Em 1992, o governo do presidente Fernando Collor (1990-1992) foi alvo de constantes insinuações e denúncias de irregularidades. A situação atingiu o clímax em maio, quando a revista Veja publicou uma entrevista de Pedro Collor, seu irmão mais novo, em que denunciava a existência de um esquema de corrupção no governo sob o comando de Paulo César Farias, o PC, ex-tesoureiro de campanha do presidente. Esse fato levou o Congresso a instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI). As conclusões dessa comissão levaram ao envolvimento do presidente e foi pedido o seu impeachment. Na sessão da Câmara dos Deputados do dia 29 de setembro, com voto favorável do deputado Paulo Silva, foi aprovada a admissibilidade do afastamento do presidente Collor, que deixou o governo no início do mês seguinte. Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Entre as principais votações ocorridas na Câmara durante essa legislatura, Paulo Silva pronunciou-se a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que ficou conhecido como imposto do cheque, e do Fundo Social de Emergência (FSE), mas manifestou-se contra o fim do voto obrigatório.

Em outubro de 1994 tentou nova reeleição na legenda do PSDB, coligado ao PMDB e aos partidos Democrático Trabalhista (PDT), Popular Socialista (PPS), da Mobilização Nacional (PMN) e Comunista do Brasil (PCdoB), mas só obteve uma suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1995, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura. Transferiu-se para o PPS e voltou a concorrer a uma cadeira no Legislativo federal no pleito de outubro de 1998, integrando uma coligação comandada pelo PMDB, mas só obteve uma suplência.

Em 1999 foi nomeado, pelo governador reeleito Mão Santa, secretário de Meio Ambiente do Estado do Piauí, em que permaneceu até a cassação do mandato de Mão Santa em novembro de 2001. Em 2007, Paulo Silva foi nomeado assessor parlamentar da Agência Nacional do Petróleo, em Brasília.

Foi também diretor dos jornais Tribuna do Povo e Folha do Piauí.

Casou-se com Ana Virgínia Escórcio Tavares Silva, com quem teve três filhos.

Alan Carneiro

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, 1995-1999); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (18/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); Globo (30/9/92); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991).

http://200.179.25.211/NXT/gateway.dll/atas/2007/reuni%C3%A3o%20n%C2%BA%20433%20-%2026.06.2007/ata%2Br433%2B2007.xml?f=templates$fn=document-frame.htm$3.0$q=$x= acesso em 4/9/09.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados